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sábado, 11 de abril de 2009

Espelho

Perigo na Terra




Numa tarde de 1996, dezenove camponeses foram metralhados, a sangue-frio, por membros da Polícia Militar do estado do Pará, na Amazônia brasileira.
No Pará, e em boa parte do Brasil, os amos da terra reinam, por roubo roubado ou por roubo herdado, sobre imensidões vazias. Seu direito de propriedade é direito de impunidade. Dez anos depois da matança, ninguém estava preso. Nem os amos, nem seus instrumentos armados..
Mas a tragédia não tinha assustado nem desalentado os camponeses do Movimento dos Sem Terra. Os havia multiplicado, e neles havia multiplicado a vontade de trabalhar, de trabalhar a terra, embora neste mundo isso seja delito imperdoável ou incompreensível loucura.




Eduardo Galeano - Espelhos. Uma história quase universal. Porto Alegre, RS: L&PM, 2008.

Veja.com

From: carceroni48

veja.COM



18 de novembro de 1992

O depoimento terrível de um ex-sargento que transitava no mundo clandestino da repressão militar resgata parte da história de uma guerra suja

Marival Dias Chaves do Canto tem 45 anos, é moreno, musculoso e está bem conservado para a idade. Nascido na Bahia, morou muitos anos em São Paulo e hoje é dono de um modesto negócio em Vitória, no Espírito Santo. Visto à distância, é um cidadão como qualquer outro. De perto, tem algumas peculiaridades. Chaves, como é conhecido, é um homem tenso, habituado a represar suas emoções. Usa um linguajar que mistura termos policiais e políticos. No seu vocabulário, aparecem com freqüência palavras como "subversivos", para designar os militantes de organizações de esquerda, ou "elemento", quando se refere a uma pessoa qualquer. Na semana passada, Chaves encerrou uma longa série de depoimentos a VEJA e, nas páginas do seu relato, constata-se que Chaves está mesmo longe de ser um cidadão tranqüilo. Ele é o primeiro ex-agente dos órgãos de informação do Exército a contar tudo o que sabe, com os terríveis e esclarecedores detalhes sobre a barbárie dos porões dos anos de chumbo da ditadura militar.

Há mais de uma década, o ex-sargento Chaves vem amadurecendo sua decisão de falar. Quando ainda transitava pelo ventre da besta, entrando e saindo das masmorras de tortura e gastando horas lendo depoimentos de presos políticos. Chaves preocupava-se em memorizar e anotar detalhes. No mês passado, entendeu que a decretação do impeachment do presidente Fernando Collor mudara o país e, em especial, as Forças Armadas, que se mantiveram na legalidade de meras espectadoras da crise. Resolveu contar tudo. Há duas semanas, chamou a mulher e as duas filhas, de 16 e 18 anos, para dizer pela primeira vez que atuava na repressão militar. No início, elas reagiram assustadas. Mais adiante, emocionadas, acabaram estimulando sua decisão de falar. Uma de suas filhas havia saído às ruas para pedir o afastamento de Collor, engrossando o movimento dos caras-pintadas e relembrando os anos rebeldes, e só depois soube que o pai participara ativamente daquele período. "Elas acharam que era importante contar tudo para passar essa parte da História a limpo", afirma Chaves. Tinham razão.

VISITA À PONTE - O dramático relato do ex-sargento sobre a vida e morte nos porões não tem a abrangência cronológica dos vinte anos de ditadura, muito menos o peso do relato de alguém que coordenou as ações e, portanto, contava uma visão global do assunto. A partir da derrubada do presidente João Goulart em 1964, começou a ser deflagrada uma guerra suja e surda no Brasil. Foi menos violenta do que na Argentina, onde houve quase 10.000 desaparecidos. Mas o ciclo da ditadura no Brasil colocou em ação 13.000 militantes de esquerda, distribuídos em 29 organizações que pegaram em armas e outras 22 que optaram pela chamada resistência pacífica. Do outro lado da trincheira, havia pelo menos 400 militares envolvidos diretamente em operações clandestinas. Nesse embate, terroristas assaltaram bancos, seqüestraram e assassinaram. Do outro lado, prenderam pessoas ilegalmente, torturaram e mataram. No total, mais de 4.600 pessoas tiveram seus direitos políticos cassados, cerca de 10.000 foram exiladas e, na lista dos desaparecidos, existem 144 nomes.

O depoimento de Chaves é um relato parcial. Sua importância reside em mostrar por dentro, e pela primeira vez, a rotina da repressão política. Cuidadoso, o ex-sargento falou apenas do que tem certeza e calou sobre as dúvidas. Na tarde de sexta-feira da semana passada, chegou a tomar um avião para São Paulo e ir à Rodovia SP-255, que dá acesso à cidade de Avaré, no interior do Estado. Ali, há duas pontes. Chaves queria vê-las para saber de qual delas eram jogados os corpos de presos assassinados. Estava satisfeito com seu desabafo. "Foi a cúpula militar que se beneficiou com cargos e funções na época da repressão", afirma. "A grande maioria silenciosa queria o Exército profissional, como ele é hoje."

Nos porões, Chaves garante que nunca torturou nem teve envolvimento direto com assassinatos ou ocultação de cadáveres. "Se tivesse feito isso, não estaria dando esse depoimento", diz. Sua missão era avaliar os depoimentos dos presos e cruzá-los com as informações repassadas ao Exército pelos militantes de esquerda que haviam se convertido em informantes. Em 1965, entrou para o Exército, servindo no Arsenal de Guerra em São Paulo . Três anos mais tarde, já sargento, teve o primeiro contato com atividades de informação. "Ficamos sabendo que a vanguarda Pós-Revolucionária, do capitão Carlos Lamarca, estava pintando um canhão com as cores das Forças Armadas para usar numa ação terrorista", relembra Chaves. Depois de fazer cursos de operação na selva, Chaves foi para o Destacamento de Operações de Informações, o DOI, chefiado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Começava seu convívio com o porão.

PEDIDO DE DEMISSÃO - O ex-sargento Chaves trabalhou no DOI paulista até 1976. Dali, mudou-se para Imperatriz, no Maranhão, onde servia num Batalhão de Infantaria da Selva. De Imperatriz, passou por Manaus, até ser destacado para servir em Brasília, no Comando Militar do Planalto, em 1980. No ano seguinte, Chaves, passou para o Centro de Informações do Exército, que comandava as operações do porão. Nessa época, chegou a ser destacado para fazer a segurança do então ditador da Argentina, Leopoldo Galtieri, durante uma visita ao Brasil. Em 1985, tomou uma decisão rara na caserna. Pelos trâmites burocráticos normais, encaminhou uma correspondência pedindo sua demissão do Exército. "Foi duro. Perdi noites de sono, caminhando pela casa, até resolver que não era mais possível suportar aquela pressão", conta. Com sua demissão, Chaves renunciou a mais de vinte anos de sua carreira militar e perdeu todos os benefícios que recebem os militares quando passam para a reserva. Se tivesse permanecido, seria capitão. Hoje, Chaves é um ex-sargento, com a vantagem de que não pode ser punido pelas suas revelações.

A lei da barbárie

Num relato sobre a selvageria do
porão, o ex-sargento conta como
eram mutilados, esquartejados e
ocultados os corpos de presos políticos

Há um ano, o editor Expedito Filho conversou pela primeira vez com o ex-sargento Marival Dias Chaves do Canto, que trabalhou dezessete anos como agente do Destacamento de Operações Internas, o DOI-Codi, em São Paulo , e do Centro de Informações do Exército, em Brasília. Há três semanas, Chaves, especializado em análise de informações, decidiu enfim revelar tudo o que sabe sobre prisão, tortura, assassinato e desaparecimento de cadáveres de presos políticos. Foram mais de vinte horas de entrevista, cujos principais trechos são publicados a seguir:

VEJA - Como eram mortos os presos políticos?

CHAVES - Sei que em São Paulo alguns morriam na tortura. Os que resistiam eram liquidados pelos agentes da repressão política com uma injeção usada para matar cavalos de até 500 quilos. A injeção era aplicada na veia do preso político, que morria na hora. Quem já assistiu a uma cena dessas sabe que é uma das coisas mais grotescas e repugnantes que se pode fazer a um ser humano. Eles matavam e esquartejavam. Agentes que estiveram numa casa mantida pelo Centro de Informações do Exército em Petrópolis, no Rio de Janeiro, me contaram que os cadáveres eram esquartejados, às vezes até em catorze pedaços, como se faz com boi num matadouro. Era um negócio terrível. Eles faziam isso para dificultar a descoberta e a identificação do morto. Cada membro decepado era colocado num saco e enterrado em local diferente. A casa de Petrópolis foi onde o Centro de Informações do Exército mais matou presos e ocultou cadáveres. Os militantes detidos em diversas regiões do país eram enviados dos Estados diretamente para Petrópolis.

VEJA - Quantas casas de tortura e morte eram mantidas pelo Centro de Informações do Exército?

CHAVES - Do final da década de 60 até o início dos anos 70, havia uma casa no bairro de São Conrado, no Rio. Depois, por razões de segurança, mudou-se o centro de tortura e morte para Petrópolis. Eram levados para lá os presos condenados à morte, mas alguns conseguiram sobreviver. Em 1972, o II Exército, em São Paulo , montou os seus centros clandestinos de tortura e assassinatos. Durante um curto período, o Destacamento de Operações de Informações, o DOI, utilizou um sítio na região sul de São Paulo . Ali foram assassinados Antônio Bicalho Lana e a sua companheira Sônia Moraes, ambos da Ação Libertadora Nacional, a ALN.

VEJA - Mas a versão oficial é de que Lana e Sônia teriam morrido durante um tiroteio...

CHAVES - É mentira. Eles foram torturados e assassinados com tiros no tórax, cabeça e ouvido. Os cadáveres foram colocados no porta-malas de um carro e levados até o bairro de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo . Ali, encenou-se a farsa do tiroteio para simular a morte deles.

VEJA - Depois de abandonar esse sítio, o Destacamento de Operações de Informações abriu outro em São Paulo ?

CHAVES - Sim. Era uma época de matança febril. No final de 1973, o DOI usou uma casa no bairro do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo . Nesse período montou outro centro clandestino na estrada de Itapevi. Entre 1965 e 1966, funcionou ali uma boate chamada Querosene, que pertencia ao irmão do então subtenente Carlos, fundador da Operação Bandeirantes, a Oban. Só em 1975, por questões de segurança, o cárcere de Itapevi foi substituído por uma fazenda, na beira da Rodovia Cas tel lo Branco, a 30 quilômetros de São Paulo . A fazenda era de um amigo do major do exército André Leite Pereira Filho.

VEJA - Como eram equipados os centros de matança?

CHAVES - Eles tinham as coisas de uma casa normal, além dos aparatos de repressão. Nas casas do Ipiranga e da estrada de Itapevi, havia até grilhões para acorrentar os pés e as mãos dos presos às camas e a blocos de cimento.

VEJA - A ocultação dos cadáveres era uma operação improvisada ou havia algum plano?

CHAVES - Matar subversivos era uma atividade altamente profissional. Nas casas de São Paulo , havia uma equipe especializada na ocultação dos cadáveres. Os agentes sabiam exatamente o que fazer. Primeiro, amputavam as falangetas dos dedos, para evitar que os mortos fossem reconhecidos através das impressões digitais. Depois, amarravam as pernas para trás, de que forma que o corpo ficasse reduzido à metade, e esfaqueavam a barriga. O esfaqueamento era para evitar que o corpo, se jogado num rio, viesse à tona algum tempo depois. Eles também colocavam o corpo dentro de um saco e amarravam-no num concreto, de 40 a 50 quilos, para garantir que o corpo ficaria no fundo do rio.

VEJA - Há dezenas de famílias que até hoje não sabem onde encontrar os corpos dos seus parentes. O senhor tem idéia de onde eram enterrados?

CHAVES - Tenho. Boa parte dos mortos não está sob a terra mas sob a água. Se alguém fizer uma busca no rio debaixo de uma ponte que fica na estrada que liga a cidade de Avaré, no interior de São Paulo , à Rodovia Cas tel lo Branco, poderá achar muitos corpos. Existe ali um cemitério debaixo d'água.

VEJA - O senhor sabe identificar alguns esaparecidos que estejam no rio de Avaré?

CHAVES - Conheço a identidade de oito deles, todos do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro - o antigo PCB. Boa parte deles caiu nas mãos da repressão durante a Operação Radar.

VEJA - O que foi essa Operação Radar?

CHAVES - Foi uma grande ofensiva do Exército, iniciada em 1973, para dizimar o PCB. A Operação Radar culminou com a apreensão da gráfica do jornal Voz Operária, do PCB.

VEJA - Foi nessa operação que parte do Comitê Central do PCB foi capturada?

CHAVES - Sim, e depois jogada no rio de Avaré. É o caso de Hiram de Lima Pereira, interrogado em Itapevi, e de Luís Inácio Maranhão Filho, preso em São Paulo em 1974. Levado para Itapevi, Maranhão Filho morreu com a injeção para matar cavalo. João Massena Melo é outro. Também está no rio e morreu com a injeção para cavalo. Orlando Bonfim Júnior, da cúpula do PCB, está no rio de Avaré. Bonfim foi preso no Rio pelo Destacamento de Operações de Informações de São Paulo e levado para o cárcere na Rodovia Cas tel lo Branco. Outro que está no rio é Elson Costa, assassinado em 1975. Ele era o encarregado da seção de agitação e propaganda do partido. Na casa de Itapevi, foi interrogado durante vinte dias e submetido a todo tipo de tortura e barbaridade. Seu corpo foi queimado. Banharam-no com álcool e tocaram fogo. Depois, Elson ainda recebeu a injeção para matar cavalo. O corpo de Itair José Veloso também foi jogado da ponte. Ele foi preso no Rio, pelo DOI de São Paulo . Era o inverno de 1975 e o que o levou à morte foi banho de água gelada. Morreu de choque térmico.

VEJA - Por que o DOI de São Paulo fazia prisões no Rio?

CHAVES - Durante a Operação Radar, o DOI de São Paulo passou a fazer uma série de operações no Rio de forma absolutamente clandestina e ilegal. O Rio não era área de jurisdição do DOI de São Paulo .

VEJA - Como era a rivalidade entre os órgãos de informação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica?

CHAVES - Existia uma rivalidade grande entre o Centro de Informações do Exército e o Centro de Informações da Marinha, o Cenimar. O Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica, o Cisa, chegou a juntar-se ao Exército numa campanha contra os arapongas da Marinha. Era uma confusão.

VEJA - Voltando ao rio de Avaré. O senhor falou em oito nomes, mas contou só seis.

CHAVES - Um é Jayme Amorim de Miranda, também preso na Operação Radar, numa das incursões do DOI de São Paulo ao Rio. Foi transferido para Itapevi. Seu irmão Nilson Miranda, que era secretário-geral do PCB de Porto Alegre, estava preso no Ipiranga. Um não sabia onde estava o outro. O Nilson sobreviveu. O último corpo que sei ter sido jogado da ponte é o de José Montenegro de Lima. Mas esse é um caso especial.

VEJA - Especial por quê?

CHAVES - Porque mostra que dentro dos órgãos de repressão também havia uma quadrilha de ladrões. Logo depois da invasão da gráfica do Voz Operária, Montenegro recebeu do partido 60.000 dólares para recuperar uma estrutura de impressão do jornal. Uma equipe do DOI prendeu Montenegro, matou-o com a injeção, e depois foi na sua casa pegar os 60.000 dólares. O dinheiro foi rateado na cúpula do DOI.

VEJA - Até agora o senhor falou de gente presa no Rio e levada para São Paulo . E no sentido inverso?

CHAVES - Também havia. É o caso de Issami Okano, da ALN, e de Walter de Souza Ribeiro, do PCB. Também morreram em Petrópolis David Capistrano (pai do candidato à prefeitura de Santos pelo PT, David Capistrano Filho) e José Romam, ambos do PCB. O major Brand chefiava a equipe que os prendeu. Capistrano foi levado para o Rio. Ambos foram mortos em Petrópolis, onde a prática de ocultação dos corpos era através do esquartejamento. Foi o caso também de Ana Rosa Kucinski e seu marido, Wilson Silva. Foram delatados por um cachorro, presos em São Paulo e levados para a casa de Petrópolis. Acredito que seus corpos também foram despedaçados.

VEJA - O que eram os "cachorros"?

CHAVES - Era assim que chamávamos os infiltrados. Os militantes de grupos. de esquerda que colaboravam com a repressão, contando os planos das suas organizações e delatando seus companheiros.

VEJA - O senhor coordenava os cachorros?

CHAVES - Não. Meu trabalho consistia em fazer a análise de informações. Eu lia os depoimentos de presos políticos tomados sob tortura e examinava as informações enviadas pelos nossos infiltrados no PCB, na ALN, no PC do B e na VAR-Palmares. Também fazia coleta de dados, investigações, vigilância e escuta tel efônica. Quem coordenava os cachorros era um oficial. Tivemos o doutor Patrício e o doutor Jairo, que conheço só pelos codinomes.

VEJA - O senhor conheceu algum infiltrado?

CHAVES - Conheci vários. Severino Teodoro de Mello, do PCB, João Henrique Ferreira de Carvalho, o "Jota", da ALN. Sabia também de três infiltrados do PC do B. Eram o Luciano Rosa de Siqueira, o advogado Hamilton de França e o médico Fiúza de Mello. Todos trabalhavam para o Exército.

VEJA - Como se convencia esses militantes a fazerem espionagem para o Exército?

CHAVES - Não havia um modelo. Teodoro de Mello, por exemplo, foi preso em 1974 e levado para Itapevi. De lá, foi transferido para outro cárcere, na cidade de São Paulo . Depois de interrogado, ele assinou um contrato de trabalho e recebeu uma importância em dinheiro. Não me lembro quanto.

VEJA - Como foi a cooptação de Luciano de Siqueira, do PC do B?

CHAVES - Luciano virou cachorro numa operação do Centro de Informações do Exército em Pernambuco, que visava desman tel ar a Ação Popular, a AP, e o próprio PC do B. Nessa operação, ele foi preso, torturado e virou infiltrado. Em 1977, quando o general Sylvio Frota foi demitido do Ministério do Exército, o Centro de Informações do Exército abandonou todos os cachorros e só restabeleceu contato com eles em 1982. Participei desse recontato, que foi chefiado pelo Paulo Malhães. Não estive pessoalmente com Luciano, mas sei que ele morava no bairro Janga, próximo a Olinda, Pernambuco.

VEJA - Que tipo de informação os cachorros passavam?

CHAVES - O Luciano Siqueira fez várias tarefas. Foi ele quem permitiu a prisão de muita gente da AP e do PC do B no Nordeste. Em 1982, quando o PC do B estava lançando candidatos a deputados pelo PMDB, ele fez relatos detalhados sobre essas reuniões. Quando estava em São Paulo , participando de reuniões do partido, ele em coordenado pelo coronel Ênio da Silveira. Já o Teodoro de Mello, do PCB, foi quem elucidou uma série de dúvidas durante a Operação Radar. Ele ajudou a identificar muita gente que só conhecíamos pelo nome de guerra. Com isso, descobrimos que era gente graúda, da direção do partido. Mello foi um divisor de águas. A partir de suas informações, foi possível prender, torturar e assassinar vários comunistas.

VEJA - O CIE dava algum tipo de proteção aos cachorros?

CHAVES - Claro. Às vezes até os companheiros dos cachorros se beneficiavam disso. Dou um exemplo. O Alanir Cardoso, ex-preso político, até hoje diz que Luciano Siqueira não era infiltrado porque não contou que tinha um encontro com Alanir marcado para o dia seguinte à sua prisão. Só que se prendêssemos Alanir ficaria evidente que Luciano era um infiltrado.

VEJA - Mas não havia segurança direta para os cachorros?

CHAVES - Havia. Em 1975, Teodoro de Mello viajou acompanhado por uma equipe de agentes do Destacamento de Operações de Informações, chefiada pelo coronel Ênio da Silveira, até Rivera, no Uruguai. Fiz contato pessoal com Mello durante o trajeto. Sozinho, ele poderia ter problemas com autoridades no sul, já que era procurado por toda parte.

VEJA - Não seria mais prático deixar Mello no Brasil?

CHAVES - Ele tinha de sair do país porque nessa fase o PCB estava sofrendo muitas baixas em função da repressão. Era perigoso que ele continuasse no Brasil. Ele era infiltrado do Destacamento de Operações de Informações e poderia ser preso por um outro órgão, como o Cenimar da Marinha, ou o Dops. Na Argentina, ele se encontraria com o dirigente comunista Armando Ziller e depois iria para a União Soviética. Em Moscou, trabalhou como secretário de Luís Carlos Prestes, secretário-geral do partido, e chegou a mandar de lá cartas para o coronel Ênio da Silveira, relatando os planos dos dirigentes comunistas brasileiros.

VEJA - Havia algum cachorro que trabalhasse tão bem a ponto de servir como modelo?

CHAVES - Sim, o João Henrique de Carvalho, o "Jota". Ele deu o tiro de misericórdia na ALN e em outras organizações que tinham ligações com a ALN. Por seu trabalho, Jota era citado pela antiga Escola Nacional de Informações como modelo de infiltrado.

VEJA - Jota contribuía diretamente para a morte de alguns de seus companheiros?

CHAVES - Sem dúvida. A delação dele permitiu a eliminação de pelo menos umas vinte pessoas. Ele é responsável pela morte de Antônio Bicalho Lana e sua mulher, Sônia Moraes. Também delatou Issami Okano, de ALN. A partir de 1973, Jota delatou todos os comandos da ALN. Foi por causa do seu trabalho que Wilson Silva e sua mulher, Ana Rosa Kucinscki, foram presos, torturados e mortos.

VEJA - O senhor tem alguma informação sobre a morte do jornalista Wladimir Herzog, em 1975?

CHAVES - Quem pode esclarecer tudo sobre a morte de Herzog é o major André Leite Pereira Filho. Ele era o chefe das equipes de interrogatório, inclusive da que matou Herzog.

VEJA - O senhor sabe o paradeiro do ex-deputado Rubens Paiva?

CHAVES - Ele foi levado por um destacamento do I Exército para a casa de Petrópolis, onde o mataram. Usaram o método de cortar o corpo aos pedaços e enterrar em locais diferentes.

VEJA - Mas Amilcar Lobo, o médico do Exército que costumava tratar dos torturados, garante que atendeu Rubens Paiva no quar tel da Polícia do Exército do Rio de Janeiro...

CHAVES - A ex-guerrilheira Inês Etienne já desmentiu Amilcar Lobo. Ele pode ter visto Rubens Paiva vivo na Polícia do Exército, mas ele morreu em Petrópolis. Todo mundo sabe que Amilcar Lobo atendia os torturados na casa de Petrópolis. Além disso, duas pessoas participaram do episódio Rubens Paiva: os irmãos Jacy e Jurandyr Ochsendorf e Souza.

VEJA - É verdade que alguns desaparecidos foram enterrados numa fazenda em Rio Verde, no interior de Goiás?

CHAVES - Márcio Beck Machado e Maria Augusta Thomaz, ambos do Movimento da Libertação Popular, o Molipo, foram mortos e enterrados numa fazenda de Rio Verde. Grupos de direitos humanos estavam próximos de chegar ao local onde eles estavam enterrados. Mas o Centro de Informações do Exército soube da atividade dos grupos de direitos humanos e, através do major Leite Pereira, montou uma equipe para desenterrar os cadáveres e sumir com os corpos. Só o major pode dizer onde os dois estão hoje.

VEJA - Há muita mentira sobre o destino de presos políticos?

CHAVES - Acho que nunca se mentiu tanto nem se cometeu tanta atrocidade. Há inúmeros exemplos. A repressão fez noticiar que João Batista Franco Drummond, do PC do B, morrera num atropelamento. Mentira. Ele morreu no Departamento de Operações de Informações do II Exército. Foi torturado, escapou da segurança, subiu numa torre de transmissão e de lá voou para a morte. Eduardo Leite, da Ação Libertadora Nacional, foi preso em 1970 pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury e ficou na casa da morte de São Conrado. Depois, foi transferido para São Paulo e assassinado. Para despistar, fizeram um teatrinho.

VEJA - O que eram esses teatrinhos?

CHAVES - O preso morto era levado para um local público, onde equipes do DOI simulavam um tiroteio com mortes. Na hora de levar o "corpo" para o IML, faziam-se substituições. O agente que se fingiu de morto era substituído pelo corpo do preso. No IML o legista Harry Shibata e outros legalizavam a morte em combate.

VEJA - Não havia entre os agentes algum comentário de repúdio a essa matança, alguma indignação?

CHAVES - Pelo contrário. Os comentários eram ufanistas. No caso da prisão de Antônio Bicalho Lana houve vibração. Na repressão existiam dois tipos de pessoa. O primeiro, com vocação para matar, inspirado pelo ódio. O outro, não tinha vocação para o crime, mas estava impregnado pela doutrina da segurança nacional. Esses matavam por achar que estavam salvando o país do comunismo.

VEJA - Como o senhor se sentia diante disso?

CHAVES - Muito mal. Cheguei a passar muitas noites sem dormir. Mas procurava levar uma vida normal. Anotava alguns relatos em folhas de papel e ficava pensando no dia em que contaria tudo. Eu era um homem acuado. Não tinha amigos e não podia desabafar sequer com minha mulher. Ao acordar, enfrentava a mesma rotina. Era um horror.

VEJA - Como se comportavam os que comandavam a repressão? Eram pessoas violentas no dia-a-dia?

CHAVES - O coronel Ênio da Silveira era extremamente violento. Para ele, a doutrina de segurança nacional estava acima de qualquer coisa. Ele tinha curso de todos os níveis na área de informação. Com os comandados, era até gentil. Mas quando queria, era duro e enérgico. Suicidou-se em 1986. O coronel Paulo Malhães, que chefiava contatos com os infiltrados, rezava pela mesma cartilha. Ele esteve no Chile, onde interrogou e torturou brasileiros e chilenos. Já o coronel Fred Perdigão, que pertencia ao Centro de Informações do Exército desde a sua época de capitão, tinha influência suficiente no porão para viver levando presos de São Paulo para Petrópolis. Ele participou do desaparecimento de Ana Kucinski e Wilson Silva.

VEJA - Havia um pacto de silêncio entre matadores e torturadores?

CHAVES - Depois de cada caso, na hora do almoço, e durante viagens em quartos de ho tel , os agentes comentavam o que tinha ocorrido. As conversas eram simuladas e ninguém dizia claramente: eu matei.

VEJA - Nenhum agente ameaçou sair do Exército e contar tudo?

CHAVES - O sujeito que durante a repressão tentasse se afastar corria o risco de ser justiçado. Um agente, que conheço só pelo codinome de "Júnior", foi afastado da seção de investigações por tentar extorquir dinheiro do jornalista Bernardo Kucinski, irmão de Ana , em troca de informações sobre o paradeiro dela. A seção de investigação pensou em justiçá-lo porque ele disse que iria procurar a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo para denunciar fatos sobre a subversão.

VEJA - Por que o senhor resolveu falar?

CHAVES - As atividades de combate à subversão aos poucos foram me dando nojo, enjôo, náuseas, vômitos, tudo que você pode imaginar. Eu via as coisas acontecerem, discordava e não podia me manifestar. O regulamento disciplinar do Exército era muito rígido. Existia ainda a norma geral de ação, que impedia o integrante do órgão de informação de se manifestar ou discutir uma ordem. Se deixasse de cumprir, ocorriam punições e, em seguida, a pecha de contrário à Revolução de 64. Não fui formado para esse tipo de atividade. Fui cooptado e quando acordei estava envolvido. O próprio sistema procurava comprometer os envolvidos. O medo da repressão era muito grande. Eles criavam símbolos na própria força para mostrar que ninguém poderia reagir. Matar o capitão Carlos Lamarca, por exemplo, foi questão de honra. Por isso, da mesma forma que eu, muita gente acabou ficando, apesar de discordar. Em 1985, senti que era hora de me afastar porque os governos militares tinham chegado ao fim. Era a hora de me afastar sem me comprometer.

VEJA - O senhor acha que não se comprometeu?

CHAVES - Se tivesse matado alguém não faria este depoimento. É claro que meu trabalho, e aí faço mea-culpa, contribuiu muito para causar esses males. Há pessoas honestas que participaram da repressão e não concordavam com aquela violência insana. Mas até hoje não têm coragem de contar o que sabem, que a única lei do porão era a barbárie.

VEJA - O senhor se considera um democrata?

CHAVES - Nosso país só será grande vivendo uma profunda democracia. Eu estive dentro dos porões da repressão e sei o que uma ditadura sangrenta significa. E espero que esse depoimento contribua para o aprimoramento da democracia.

VEJA - Se uma entidade de defesa dos direitos humanos o procurar para falar sobre desaparecidos, o senhor irá colaborar?

CHAVES - Estou disposto a ajudar em todos os sentidos. Quero prestar um serviço ao país.




-----Anexo incorporado-----


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Edição 09/04/2009







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Bezerro . . .
Boi Gordo Abr 79,85 +0,44
Café Mai 127,60 +0,71
Etanol . . .
Milho Mai 22,25 +0,68
Soja Mai 22,95 +1,32

Índices: 09/04 - Fonte: BM&F
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FÍSICO
Índice Praça Valor %
Açucar SP 46,79 -0,53
Algodão SP 110,08 +0,21
Arroz RS 27,71 +0,16
Bezerro MS 651,55 +0,22
Boi Gordo SP 79,29 +0,05
Café SP 263,58 -0,13
Etanol PR . .
Milho Camp. 21,12 +0,14
Soja PR 47,31 +0,38

Índices: 09/04 - Fonte: CEPEA
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ARTIGOSAgrobrasília mostra evolução do Cerrado

Parece que foi ontem que os primeiros corajosos agricultores chegaram ao até então árido e desabitado cerrado brasiliense. O pouco conhecimento sobre o lugar e uma primeira impressão ruim não foram suficientes para desanimar aqueles pioneiros. Morar em barracas de lona, enfrentar chuva e sol sem ter um retorno garantido, investir recursos próprios em um sonho que poderia ser - e foi - chamado por muitos de devaneio, e tantas outras intempéries foram enfrentadas a pulso firme e muito suor.

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ES: Seag inicia implantação do Programa Morango Saudável


Para garantir a qualidade do morango capixaba, o Secretário da Agricultura do Espírito Santo, Ricardo Santos, assinou um termo de cooperação técnica com as prefeituras de Domingos Martins e Santa Maria de Jetibá. A iniciativa é mais um passo para a implantação do programa Morango Sustentável, que visa manter a fruta dentro das normas sanitárias vigentes.


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Feliz Páscoa

Oriundi

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Ano 6 - Número 281 - Sexta-feira, 10 de Abril de 2009




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Forza Abruzzo: è Pasqua [pt]
Neste domingo, dia 12, está previsto o encerramento das buscas por corpos de vítimas do terremoto que ocorreu na região de Abruzzo, deixando, conforme levantamento da Proteção Civil italiana das 22h30min desta quinta-feira (09), 287 mortos. E exatamente nesse di...
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Terremoto na Itália: a difícil arte de predizer tais ocorrências [pt]
Logo na segunda-feira, algumas horas depois do terremoto que atingiu 26 cidades da região de Abruzzo, e que até agora já registrou mais de 280 vítimas, além de danos materiais de valor incalculável, por se tratar de bens culturais, surgiram questionam...
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Terremoto na Itália: lista provisória das vítimas [pt] [it]
Ao divulgar a lista provisória das vítimas do terremoto que ocorreu na região central da Itália, disponibilizada pelo setor de informação da Região de Abruzzo, a revista eletrônica Oriundi manifesta seu pesar e transmite suas condolê...
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Terremoto na Itália: Proteção Civil ativa três contas para doações [pt] [it]
O departamento de Proteção Civil da Itália ativou três contas correntes para as doações em favor da população da região de Abruzzo atingida pelo terremoto. ...
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Terremoto na Itália: o pavor de um brasileiro [pt]
Professor da Unisul Virtual, Murilo Mendonça, antecipa retorno ao Brasil. Ele estava em Roma quando ocorreu o terremoto que abalou a Itália ...
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Tragédias serão abordadas nas meditações da Via-Sacra no Coliseu [pt]
“As tragédias nos fazem refletir. Um tsunami nos diz que a vida deve ser levada seriamente. Hiroshima e Nagasaki continuam sendo lugares de peregrinação. Quando a morte nos atinge, um outro mundo se apresenta ao nosso lado. Então nos liberamos das ilusões ...
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A imigração italiana mudou o mundo, atesta publicação de Harvard [pt] [en]
A imigração italiana mudou o mundo, mas também mudou a Itália. Essa é uma das elaborações a que chega o livro Emigrant Nation - The Making of Italy Abroad, publicado pela editora da Universidade Harvard, uma das instituiç&otil...
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Friuli Venezia Giulia trabalha para estreitar relações com o Mercosul [pt]
Em tempos de crise, acelerar relações de trabalho e de conhecimento recíproco entre empresários locais e do exterior, especialmente os de regiões com forte descendência italiana, é apontado pelo coordenador para a América Latina de cursos e e...
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Anita e Giuseppe Garibaldi em quadrinhos [pt]
São em folhas brancas, no meio de arranha-céus, a quilômetros de distância de Laguna, que o casal Anita e Giuseppe Garibaldi está ganhando vida e falas, com direito a blog e muitos fãs. ...
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Intensivo de língua e cultura italiana: Università Cattolica oferece curso na etrusca Orvieto [pt] [it]
A Università Cattolica del Sacro Cuore di Milano, em colaboração com a Fondazione per il Centro Studi Città di Orvieto, está com inscrições abert...
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A incrível trajetória de fé e empreendedorismo do padre italiano que revolucionou uma região do Brasil [pt]
Com 80 anos, completados em novembro passado, o padre Herminio Celso Ducca, natural de de Talamona, Sondrio, nos Alpes centrais, ao norte da Itália, pode ser considerado um exemplo típico do italiano essencial por conjugar a força da fé com a determinação...
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Umberto Eco no Brasil: transformações da midiatização presidencial - corpos, relatos, negociações [pt]
O Centro Internacional de Semiótica e Comunicação (Ciseco) realiza, no período de 28 de setembro a 2 de outubro de 2009, em Japaratinga, Alagoas, o seu Pentálogo Inaugural abordando o tema Transformações da midiatização pres...
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Mineira participa da etapa nacional do Miss Itália nel Mondo [pt]
Representante da beleza campana e veneta, Marianna Sica Alves, de 24 anos, é a representante de Minas Gerais na etapa Brasil, do concurso Miss Italia nel Mondo. Ela fará parte da seleção que será realizada no dia 12 de maio, em São Paulo. ...
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Tenor italiano Andrea Bocelli faz duas apresentações no Brasil [pt]
Com patrocínio Cultural do HSBC e Redecard, as apresentações de Andrea Bocelli no Brasil acontecem no dia 18 de abril, na Arena HSBC, no Rio de Janeiro, e no dia 21 de abril, às 16h em São Paulo em show ao ar livre com entrada franca no Parque da Independê...
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Talian dos imigrantes italianos prestes a se tornar Patrimônio Cultural Imaterial [pt]
O reconhecimento do Talian - língua falada por significativa parcela de imigrantes italianos que vieram para o Brasil, e seus descendentes - como Patrimônio Cultural Imaterial está prestes a acontecer. A Federação das Associações Ítalo-b...
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Jornalismo feito com paixão
Giornalismo fatto con passione


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CidadaniaItaliana.org - Assessoria completa para o reconhecimento da Cidadania Italiana - Claudia Antonini & Daniela Falavigna
CidadaniaItaliana.org -Traduções, assessoria, pesquisas, retificações e suprimentos para o Reconhecimento da Cidadania Italiana. Atendimento de segunda a quinta-feira, das 9h às 18h, e sexta-feira, das 9h às 12h. Endereço: Rua José de Alencar, 377 - P.Alegre – RS. Fone: (51) 3232.1149. Site: http://www.cidadaniaitaliana.org . E-mail: citalia@terra.com.br


Curso de língua italiana na Escola Dante Alighieri – Camerino (Marche)
Aulas ministradas na Universidade de Camerino, permitindo ao aluno o convívio com estudantes italianos. Curso de quatro semanas perfazendo 100 horas/aula. Pacote, incluindo oito passeios e hospedagem, 798,00 Euros. Acomodação em apartamentos para seis pessoas – com três quartos, cozinha equipada e banheiro com ducha -, no centro histórico de Camerino. Cidadania italiana em Camerino. Informações e inscrições com Patricia Celani, tel. 51. 30291648, cel. 92714398, e-mail dantealighieri@cpovo.net


Estude em Roma, na Universidade LUISS Guido Carli. Economia, Ciências Políticas, Administração, Direito, Jornalismo. Cursos em inglês e italiano. Turmas 2009/2010
Uma das maiores e mais conceituadas universidades particulares da Itália, a Luiss Guido Carli pertence à Confederação das Indústrias Italianas (Confindustria), sendo presidida por Luca di Montezemolo, presidente da Fiat e da Ferrari. Cursos de Bacharelado, Mestrado, Doutorado e MBA. Interessados em obter mais informações devem entrar em contato com Maria Sole Micali, e-mail mmicali@luiss.it. Informações também no site http://www.luiss.edu/ .


Turitalia Viagens oferece roteiros personalizados e cursos de língua e de cultura italianas em todas as regiões da Itália
Agência de viagens voltada, especialmente, para o destino Itália. Atendimento personalizado, assessoramento completo. Grande conhecimento da Europa, principalmente da Itália. Cursos regulares e intensivos em universidade e escolas italianas. Informações: Rua dos Andradas, 1234/1109 – Centro – Porto Alegre - Cep: 90.020-008 – RS. E-mail: turitalia@yahoo.com.br. Tel/Fax: (51) 3224.3081, 3224.0514. De segunda a sexta, das 9h às 18h.


Universidade Cattolica del Sacro Cuore. Cursos de mestrado, nas línguas inglesa e italiana. Ano acadêmico 2009/2010. Bolsas de estudos por critério de merecimento [pt][it]
A Universidade Cattolica del Sacro Cuore, maior universidade privada da Europa, presente em Milano, Brescia, Piacenza-Cremona, Roma e Campobasso, ativou o mestrado de 1º e 2º nível, nas línguas inglesa e italiana. Parte essencial do curso é o estágio que permite ao estudante realizar uma experiência de trabalho numa empresa ou instituição italiana. Os melhores colocados na seleção concorrem a bolsa de estudos e financiamento para viver na Itália. Informações pelo e-mail master.universitari@unicatt.it


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Negócios
BRDE atinge marcas históricas com R$ 1,5 bilhão em financiamentos, R$ 1 bilhão em patrimônio líquido e 64.320 empregos mantidos

Gastronomia
Gnocchi del Verbano alle erbette verdi


Storie di Famiglia
Meus avós italianos: Pasquale Garofalo e Maria Antônia Visconti Garofalo

Ensino
Pucrs promove palestra sobre Galileu, alusiva ao Ano Mundial da Astronomia [pt]


Rotas Italianas
Breuil-Cervinia Valtournenche Zermatt: ar puro das montanhas e esportes radicais

Vinhos&Vini
Vinitaly premia nove vinhos brasileiros [pt]


Cidadania Italiana
Projeto de lei prevê o ensino multidisciplinar da emigração nas escolas italianas [pt] [it]

Eventos
Serata Musicale - Santa Maria - RS


Artigos
Il veneto incide sul portoghese brasiliano [it]

Libro di Storia
Flores de pedra [pt] [it]





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E-mails dos Leitores

Sou descendente de Italiano, e gostaria de tirar minha cidadania Italiana Qual procedimento devo seguir? Quem eu devo procurara?
Claudia Chechim - claudia@thipos.com.br



Olá. Nesse end: http://www.youtube.com/watch?v=ICpwa2KBwos; http://www.youtube.com/watch?v=0KHdVGh32f8. Uma parte de um documentário sobre imigração Italiana onde podemos ver a Derlei e o Professor Fernando apresentando o MDH. Se alguém puder nos mandar a tradução do áudio em italianos podemos fazer a legenda. Foram os alunos ... [ clique aqui e leia na integra ]

Derlei Catarina De Luca - Secretaria do Fórum Parlamentar Ítalo Brasileiro - Florianópolis - SC - derlei@engeplus.com.br



Vuole esprìmere il suo grande dolore per la tragedia subita dalla cara Regione dell' Abruzzo. Commissione Direttiva
F.A.I.C. - Federazione delle Associazioni Italiane dil Circ. Consolare Córdoba - Argentina - scprensa_faic@yahoo.it



Carissimi Partners e Amici, Carissimi Professori, A nome della Casa degli Studi Italiani dell'UFPA e anche a nome del nostro Rettore, Prof.Dott.Alex Bolonha Fiúza de Mello, Vi invio le nostre più sentite condoglianze per la tragedia in Abruzzo. Una Preghiera per i morti e il mio cuore vicino a chi e' stato colpito da questa devastante calamità!
Heloísa Bellini - Coordenadora da Casa de Estudos Italianos - Universidade Federal do Pará - UFPA - heloisabellini@hotmail.com



Em memória das vítimas do terremoto que atingiu a região de L’Aquila, na Itália, no último dia 06 de abril, a Casa de Estudos Italianos da UFPA e a Coordenadoria Internacional para o para o Desenvolvimento Sustentável – CIDS do Governo do estado do Pará, promovem uma Missa neste domingo de Páscoa. A Casa de Estudos Italianos convida a todos a participarem da programação, em especial, a comunidade italiana e de d ... [ clique aqui e leia na integra ]

Heloisa Bellini - Coordenadora da Casa de Estudos Italianos da UFPA - Belém - PA - heloisabellini@hotmail.com



Convido toda família, Turmina, Tormena, para o V Encontro da família que acontecerá dia 17 de maio em Marechal Candido Rondon - PR. Maiores informações, e-mail: sadi_turmina@hotmail.com.
Isabete Luiza Tormena - SC



Tenho informações de elogios a este site. Por favor se puderem me ajudar meu bisavô se chamava Jose Beraldi ( italiano) , morou em Ponte do Itabapoana - ES , chegou npor volta de 1860 a 1870 , qual a embarcação provavel que ele venho não estou conseguindo obter já procurei em varios sites me ajude dê um caminho. Acredito que pela data foi uma das primeiras colonização a embarcações destas datas quais são? ... [ clique aqui e leia na integra ]

Julio Cesar Ribeiro Pereira - jcjcrp@ig.com.br



Por favor, podem me ajudar sobre quais embarcações de imigrantes italinos desembarcaram por volta de 1860 , com destino ao estado Do Espirito Santo. Grato , e muito agradecido , pela sua atenção.
Júlio Cesar Ribeiro Pereira - jcjcrp@ig.com.br



Caros membros da equipe, amigos e colaboradores do documentário Caminhos de Pedra – Tempo e Memória na Linha Palmeiro, Graças à cooperação de todos vocês o filme Caminhos de Pedra foi feito. Portanto, trago-lhes notícias do nosso trabalho, que está com exibição marcada na Mostra ABC (Associação Brasileira de Cinematografia). (...) O Caminhos de Pedra é um dos finalistas, e será exibid ... [ clique aqui e leia na integra ]

Nestor Foresti – Bento Gonçalves - RS - nestor@caminhosdepedra.org.br



Como bom pai coruja que sou, agradeceria muito se vocês nos indicassem alguns sites interessantes de dicas ou assuntos relacionados com essa viagem de aproximadamente 6 meses de estudo, em Roma, por um intercâmbio pela USP. Muito grato.
Paulo Contim - paulocontim@tvosasco.com.br



Agradeço a mais este teu atendimento em divulgar o Programma Bumerang da Regione Emilia-Romagna e CIDES. Envio um grande abraço.
Telmo Fernando Pedroni - Porto Alegre - RS


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Logo na segunda-feira, algumas horas depois do terremoto que atingiu 26 cidades da região de Abruzzo, e que até agora já registrou mais de 280 vítimas, além de danos materiais de valor incalculável, por se tratar de bens culturais, surgiram questionam...
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Com 80 anos, completados em novembro passado, o padre Herminio Celso Ducca, natural de de Talamona, Sondrio, nos Alpes centrais, ao norte da Itália, pode ser considerado um exemplo típico do italiano essencial por conjugar a força da fé com a determinação...
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CidadaniaItaliana.org -Traduções, assessoria, pesquisas, retificações e suprimentos para o Reconhecimento da Cidadania Italiana. Atendimento de segunda a quinta-feira, das 9h às 18h, e sexta-feira, das 9h às 12h. Endereço: Rua José de Alencar, 377 - P.Alegre – RS. Fone: (51) 3232.1149. Site: http://www.cidadaniaitaliana.org . E-mail: citalia@terra.com.br


Curso de língua italiana na Escola Dante Alighieri – Camerino (Marche)
Aulas ministradas na Universidade de Camerino, permitindo ao aluno o convívio com estudantes italianos. Curso de quatro semanas perfazendo 100 horas/aula. Pacote, incluindo oito passeios e hospedagem, 798,00 Euros. Acomodação em apartamentos para seis pessoas – com três quartos, cozinha equipada e banheiro com ducha -, no centro histórico de Camerino. Cidadania italiana em Camerino. Informações e inscrições com Patricia Celani, tel. 51. 30291648, cel. 92714398, e-mail dantealighieri@cpovo.net


Estude em Roma, na Universidade LUISS Guido Carli. Economia, Ciências Políticas, Administração, Direito, Jornalismo. Cursos em inglês e italiano. Turmas 2009/2010
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Claudia Chechim - claudia@thipos.com.br



Olá. Nesse end: http://www.youtube.com/watch?v=ICpwa2KBwos; http://www.youtube.com/watch?v=0KHdVGh32f8. Uma parte de um documentário sobre imigração Italiana onde podemos ver a Derlei e o Professor Fernando apresentando o MDH. Se alguém puder nos mandar a tradução do áudio em italianos podemos fazer a legenda. Foram os alunos ... [ clique aqui e leia na integra ]

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Em memória das vítimas do terremoto que atingiu a região de L’Aquila, na Itália, no último dia 06 de abril, a Casa de Estudos Italianos da UFPA e a Coordenadoria Internacional para o para o Desenvolvimento Sustentável – CIDS do Governo do estado do Pará, promovem uma Missa neste domingo de Páscoa. A Casa de Estudos Italianos convida a todos a participarem da programação, em especial, a comunidade italiana e de d ... [ clique aqui e leia na integra ]

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Isabete Luiza Tormena - SC



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Revista Veja

10 de abril de 2009
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Caro leitor,

para ir diretamente ao índice completo da revista, o link é este: http://veja.abril.com.br/newsletter/newsletter.html


A capa de VEJA mergulha nas questões práticas do anunciado fim do vestibular como a chave de entrada dos jovens brasileiros ao ensino superior. A reportagem, que certamente não esgota um assunto tão vital e delicado para milhões de brasileiros, é a primeira de uma série dedicada a acompanhar todas as facetas de uma mudança tão drástica.
http://veja.abril.com.br/150409/p_070.shtml

A reportagem de capa explica o que muda já para os exames deste ano e ressalta o crescente peso do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio, que foi totalmente reformulado.

Aliás, a reportagem conta tudo sobre o novo Enem e reproduz com exclusividade três questões do exame que, embora não sejam exatamente iguais às que vão ser usadas na prova, dão uma ideia clara das exigências dos examinadores: uma combinação da velha "decoreba" com muito raciocínio. Trata-se de leitura obrigatória para quem vai tentar obter uma vaga no ensino superior.


A sucursal de Brasília contribui com uma reportagem que explica a resistência de um ciclo vicioso de poder e dinheiro nas engrenagens do Senado, uma casa parlamentar com orçamento bilionário gerido por um burocrata com o cargo de diretor-geral. Esse cargo já foi ocupado por um certo Agaciel Maia, que foi defenestrado por ter escondido do imposto de renda uma mansão de fazer inveja ao sultão de Brunei. A imprensa vive repetindo essa informação, mas se esqueceu de investigar o óbvio: como esse senhor conseguiu dinheiro suficiente para construir a mansão. É o que a reportagem de VEJA desta semana faz.
http://veja.abril.com.br/150409/p_052.shtml


Muito interessante a reportagem sobre o útil e atualíssimo debate travado a portas fechadas entre o empresário Abilio Diniz, os economistas José Roberto Mendonça de Barros e Luiz Paulo Vellozo Lucas (deputado pelo PSDB do ES) e o ex-ministro Pedro Parente. Durante quase cinco horas eles discutiram quais seriam as políticas públicas adequadas para o Brasil enfrentar com mais sucesso a crise mundial. Publicamos um resumo da conversa, promovida pelo Centro de Liderança Pública, de Luiz Felipe d'Ávila. A íntegra dos debates pode ser lida em VEJA.com no endereço http://veja.abril.com.br/150409/debate.shtml
http://veja.abril.com.br/150409/p_056.shtml


Muito humana e ao mesmo tempo informativa a reportagem sobre o sumiço do atacante Adriano, um dos maiores craques do futebol brasileiro e mundial. Adriano tem boa índole mas vive atormentado por fantasmas mentais que o atacam de vez em quando e tiram dele a alegria de jogar futebol. Desta vez, ele se refugiou na favela onde nasceu e foi criado.
http://veja.abril.com.br/150409/p_055.shtml


No campo da reflexão, imperdível a entrevista de Páginas Amarelas com o cientista político americano Francis Fukuyama, aquele que no começo da década de 90 decretou que a história tinha encontrado sua destinação final na perfeita combinação entre a democracia liberal e a economia de mercado. Foi um choque frontal com a crença esquerdista de que a história só se deterá no comunismo, que, este sim, seria seu estágio final. Muito bom reler Fukuyama agora em plena crise global do capitalismo financeiro e com os holofotes sobre uma nação, a China, que aparece como a solução mesmo sendo comunista, autoritária e com sua economia de mercado apenas no nome. Será que Fukuyama acusa o fracasso de sua tese? Vale a pena conferir.
http://veja.abril.com.br/150409/entrevista.shtml


Em sua segunda participação em vídeo na newsletter, Carlos Graieb, editor executivo de Artes & Espetáculos, fala do filmaço com Nicolas Cage sobre o fim do mundo. O filme foi resenhado pela editora Isabela Boscov.
http://veja.abril.com.br/videos/newsletter/newsletter-090409-448631.shtml



Meu caro leitor, fico por aqui.

Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço
diretorveja@abril.com.br

Um forte abraço e até a próxima semana,


Eurípedes Alcântara
Diretor de Redação


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Destaques de VEJA.com


Esporte seguro
Por que tantas pessoas se machucam e algumas (mesmo atletas profissionais) até morrem durante os exercícios físicos? A seção Saúde, em VEJA.com, traz uma página sobre o tema.
www.veja.com.br/saude

Cronologia
50 anos de carreira de Roberto Carlos
www.veja.com.br/cronologia

Perguntas e Respostas
O que fazer durante um assalto
www.veja.com.br/perguntas

Cinema
Trailer do filme Presságio
http://veja.abril.com.br/150409/p_102.shtml

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Contatos das Assessorias

Contatos das Assessorias de Comunicação da SSP
10/04/2009 11:15


Para facilitar e tornar mais ágil o trabalho dos profissionais de imprensa que buscam informações da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS) e seus organismos vinculados (Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias e Superintendência dos Serviços Penitenciários), principalmente aos finais de semana e feriados, informamos os telefones celulares funcionais das respectivas assessorias, assim como fones convencionais e e-mails para outras demandas durante a semana.

Solicitamos aos profissionais da mídia para que busquem sempre com as assessorias a intermediação das demandas junto às fontes de cada instituição. Ressaltamos também que ao pé da página inicial do site da SSP ( www.ssp.rs.gov.br ), no banner Cadastre-se, pode ser efetuado o registro para recebimento do mailing diário de notícias da Secretaria.

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA ( www.ssp.rs.gov.br )
Coordenador de Comunicação: Jornalista Amilton Belmonte
Fone: (51) 3288-1919/3288-1994 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celular funcional: (51) 8445-8670 *
e-mail: comunicacao@ssp.rs.gov.br

POLÍCIA CIVIL ( www.pc.rs.gov.br )
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e-mail: imprensa@policiacivil.rs.gov.br

BRIGADA MILITAR ( www.brigadamilitar.rs.gov.br )
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SUPERINTENDÊNCIA DOS SERVIÇOS PENITENCIÁRIOS ( www.susepe.rs.gov.br )
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INSTITUTO-GERAL DE PERÍCIAS ( www.igp.rs.gov.br )
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e-mail: comunicacao@igp.rs.gov.br

* Aparelho programado para receber apenas chamadas identificadas

Arroz Transgenicos

Noticias sobre o arroz trasngenico da Bayer, que quer implanta rno Brasil. - leiam duas importantes entrevistas.



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Interesse da Bayer não é o arroz transgênico, mas sim o agrotóxico





Aumento na contaminação do meio ambiente e alimentos com mais agrotóxico na mesa do brasileiro. Estes são alguns dos prejuízos que seriam gerados pelo arroz transgênico trazido pela transnacional Bayer ao país e que teve sua primeira prova de fogo em uma audiência pública realizada no último dia 18, em Brasília.



A entrevista é de Raquel Casiraghi e publicada pela Agência de Notícias Chasque, 01-04-2009.



Até mesmo entidades ligadas ao agronegócio, geralmente favoráveis aos geneticamente modificados, se colocam contrárias à liberação do arroz transgênico. Na entrevista a seguir, o coordenador da Campanha de Transgênicos da organização não-governamental Greenpeace, Rafael Cruz, fala sobre os interesses econômicos que estão em jogo na não-aprovação da variedade, que não é plantada em nenhum outro país. Também questiona o real motivo que fez a Bayer levar o arroz para avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).



Eis a entrevista.



Quais são os riscos do arroz transgênico à população?



Primeiro de tudo, ele aumenta o risco de resíduos de agrotóxico. Quando for plantado, a idéia é que o agricultor possa aplicar sobre ele o herbicida, fazendo com que as ervas daninhas, no caso o arroz vermelho que é considerado erva daninha do arroz branco aí no RS, morra e o arroz transgênico permaneça intacto porque ele é resistente. O agrotóxico que vai ser aplicado é o glufosinato de amônio, que é um tipo de agrotóxico cuja patente é do próprio proponente do arroz, ou seja a Bayer, e quando é aplicado tem aquela propriedade que a gente chama de sistêmica. A morte da planta, digamos assim, é de dentro pra fora e não de fora pra dentro. A planta absorve isso [o agrotóxico], joga o tóxico no sistema circulatório e morre. As plantas que não são resistentes ao herbicida morrem; as que são, ficam com resíduos de agrotóxico em seu sistema circulatório, o que significa em toda a planta, não somente na sua superfície.



E para os agricultores?



Outro perigo que é paralelo e potencializa esse primeiro é o fato do arroz vermelho, que é a "erva daninha" - entre aspas porque no Nordeste ele é base alimentar de muita gente, no Sul é que ele não é apreciado - tende a ganhar resistência ao agrotóxico também. Porque na primeira safra, tudo bem, mas na segunda safra já houve cruzamento do arroz branco com o vermelho.



Então esse cruzamento entre espécies vai espalhar a propriedade de agrotóxico no aroz vermelho também. O que o agricultor vai acabar fazendo?



Vai aplicar mais agrotóxico porque ele não vai conseguir matar aquele arroz vermelho. E aí tem o que muita gente chama de "super erva daninha", que é uma erva daninha resistente. Isso, no campo, a gente vê que não soluciona o problema do agricultor, que quer eliminar o arroz vermelho e, por outro lado, faz com que o agricultor aumente o nível de agrotóxico aplicado e, com o passar do tempo, a tecnologia tende a ser ineficiente. A exemplo do que já acontece aí no RS com o arroz mutagênico, da Basf. Resumindo essa história, são dois perigos que se complementam: aumento de agrotóxico no prato do consumidor e contaminação ou cruzamento de transgênicos com não-transgênicos o que, além de reduzir a biodiversidade, aumenta o problema para o próprio agricultor.



Entidades ligadas ao agronegócio, que geralmente defendem os geneticamente modificados, são contrárias à liberação do arroz transgênico. A que tu atribui essa mudança de posicionamento?



Não tem mercado para quem quer vender arroz transgênico. No Brasil o debate não está popularizado, ainda falta esse debate cair no colo do consumidor. As pessoas não sabem o que são transgênicos. Fora do Brasil, não existe mercado para o arroz transgênico. Os Estados Unidos sabem disso, os produtores norte-americanos se posicionam contrários à produção do arroz transgênico lá. Não é por questão ideológica, é porque eles acham que por não haver aceitação, e já que eles exportam 60% do arroz que produzem, eles não preferem não se arriscar a morrer com toda a produção. E o Brasil , que quer se tornar um grande exportador, tem que observar isso. Atribuo a essa questão o próprio posicionamento da Federarroz contrária ao plantio de arroz transgênico.



Na tua avaliação, por que a Bayer insiste na variedade se não há apoio nem dos setores do agronegócio?



É bem arriscado falar ao certo. A Bayer é a única que está propondo arroz transgênico hoje no Brasil. E a empresa está tentando crescer no mercado de transgênicos, que hoje é dominado pela Monsanto. Se ganhasse esse mercado de arroz no Brasil teria uma vitória, não somente no país, mas fora também. Acho que o que eles querem, bem no fundo, é aumentar o mercado de agrotóxico deles. A Bayer é a maior empresas de agrotóxicos no mundo. E conseguir empurrar aqui o arroz transgênico, que não é mais nutritivo, não é resistente ao estresse hídrico ou a qualquer outro tipo de problema que o agricultor enfrenta. Ele é simplesmente resistente a um herbicida que a Bayer produz. Não sei o que a Bayer quer: ou vender transgênico ou vender agrotóxico. Ou os dois.



Estás satisfeito com a atuação da CTNBio?



Eu acho que o governo federal deu muito poder nas mãos da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança [CTNBio], principalmente depois da última reunião em junho onde saiu o posicionamento de que não mais acataria questionamentos da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente] no que diria respeito em relação às decisões da CTNBio. Com esse superpoder, além de ser um desequilíbrio inaceitável, porque além de colocar a biossegurança do país nas mãos de 14 cientistas, que é o quórum mínimo lá. São 14 pessoas que decidem o que 180 milhões de pessoas irão consumir.



O debate sobre o arroz transgênico na CTNBio será longo?



O que a gente está esperando é que a CTNBio decida logo sobre isso. Espero que seja analisada e uma decisão seja tomada em relação a esse transgênico. O que não dá é ficar esperando a poeira baixar e, depois, voltar com esse assunto esquecendo de todos os questionamentos que já foram feitos na audiência pública, que foi o local em que as pessoas diretamente afetadas por isso puderam falar.



Para ler mais:

O arroz transgênico da Bayer em debate. O Brasil vetará? Entrevista especial com Gabriel Fernandes
CTNBio se prepara para aprovar arroz transgênico
Transgênicos, produção de alimentos e combate à fome
‘Os transgênicos são incapazes de evitar a fome’, afirma ativista indiana
Empresas sabotam estudo de transgênicos, dizem cientistas
Crise alimentar turbina transgênicos
Cultivo de transgênicos. 'Brasil viola tratado de biossegurança'
Transgênicos: prós e contras
‘Sem a destruição de campos transgênicos, hoje estariam sendo impostos à força pelas multinacionais’. Entrevista com José Bové
Uma discussão sobre os transgênicos. Entrevista especial com Luciana di Ciero e Francisco Milanez
Lula sanciona lei dos transgênicos, mas veta um artigo. Ambientalistas são derrotados
A agroecologia como alternativa aos transgênicos. Entrevista especial com o professor Hugh Lacey, do Southmore College, EUA
A contribuição de Lacey para a discussão sobre os transgênicos. Um depoimento do professor Ruy Braga, da USP
O arroz transgênico da Bayer em debate. O Brasil vetará?



Entrevista especial com Gabriel Fernandes, da campanha brasileira contra os transgenicos.





Recentemente, a audiência pública encarregada de discutir a liberação do cultivo de arroz transgênico no Brasil votou a favor da população, da saúde e do meio ambiente, recusando a plantação nas lavouras brasileiras. Segundo o agrônomo Gabriel Fernandes, “a maior parte dos membros da CTNBio é favorável à liberação dos transgênicos e defende por princípio que a engenharia genética é segura”. Apesar de manter essa posição, depois de ouvir integrantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Comissão rejeitou o produto.



O debate representa uma vitória para os combatentes da transgenia, pois, depois de liberados no meio ambiente, não há como controlar os transgênicos. Como a soja e o milho, o arroz geneticamente modificado também pode infectar outras culturas do alimento, explica o pesquisador. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Fernandes destaca que, caso tivesse sido liberado, o arroz transgênico iria “contaminar o arroz vermelho, tornando-o também resistente ao herbicida da Bayer”. Além disso, destaca, iria afetar “outros parentes silvestres que ocorrem no território brasileiro”. O arroz vermelho cultivado no Rio Grande do Sul já é resistente ao herbicida Only, da Basf, e, caso fosse liberado o arroz da Bayer, corria-se o risco de “ter arroz vermelho resistente aos dois herbicidas, o que seria um desastre para os produtores”, aponta.



Para Fernandes, as técnicas de liberação dos transgênicos pela CTNBio são ineficientes, pois carecem de pesquisas independentes. Antes de autorizar a comercialização de produtos geneticamente modificados, deve-se “alimentar animais de diferentes idades por algumas gerações e por períodos significativos. É necessário usar os grãos obtidos diretamente da planta transgênica, simulando condições reais de consumo”, aconselha. Em breve, adverte, a “cana-de-açúcar e o eucalipto transgênicos estarão predominando a pauta de liberações da CTNBio e efetivarão a convergência dos transgênicos com os agrocombustíveis”.



Ainda não houve nenhuma decisão a respeito da liberação do arroz da Bayer. A votação será na CTNBio, mas ainda não se sabe exatamente quando. A audiência serviu apenas para debater o tema e colher opiniões de diferentes setores.



Gabriel Fernandes é engenheiro agrônomo formado pela Universidade de São Paulo (USP), e desde 2000, atua como assessor técnico da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, ONG voltada para a promoção do desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira com base nos princípios da agroecologia e no fortalecimento da agricultura familiar. Tem especialização em Agroecologia e desenvolvimento rural sustentável, pelo Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza (CATIE), e em Fundamentos holísticos para avaliação e regulamentação de organismos geneticamente modificados, pelo Instituto Norueguês para Ecologia do Gene (Genok), Universidade de Tromso, Noruega.



Confira a entrevista.



IHU On-Line – Como o senhor percebe o debate em torno da liberação de arroz transgênico, principalmente a postura defendida pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio) nesse sentido?



Gabriel Fernandes – A maior parte dos membros da CTNBio é favorável à liberação dos transgênicos e defende por princípio que a engenharia genética é segura. Assim, seria de se esperar que o arroz transgênico também fosse liberado. Acontece que a audiência pública realizada na semana passada, em Brasília, mostrou que até a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – que defendem os transgênicos – se posicionaram oficialmente contrárias à liberação do arroz modificado. É de se esperar agora que a CTNBio fique menos à vontade para liberar o produto.



IHU On-Line – O arroz modificado desenvolvido pela transnacional Bayer é resistente ao glufosinato de amônio, herbicida proibido em vários países. Qual é sua opinião sobre esse tipo de arroz? A resistência ao glufosinato de amônio quer dizer que há o que inserido no genoma do produto?



Gabriel Fernandes – Se aprovado, este produto iria introduzir resíduos de mais um agrotóxico em nossa alimentação – no caso em nosso arroz e feijão de todos os dias –, já que o glufosinato não é aplicado na cultura do arroz. O que precisamos na verdade são de técnicas de manejo que reduzam e eliminem o uso de venenos, e não de genes que tornem as plantas resistentes aos agrotóxicos. As empresas têm nas sementes transgênicas um meio de ampliar seu mercado de venenos, tanto é que três de cada quatro hectares plantados no mundo com transgênicos são de plantas que foram geneticamente modificadas para resistir à aplicação de herbicidas. É preciso lembrar que as seis maiores multinacionais da agroquímica são também as seis maiores sementeiras do mundo e que juntas controlam metade do mercado global de sementes. No caso do arroz da Bayer, foram inseridos genes que imitam genes encontrados em uma bactéria nativa dos solos, que é tolerante ao glufosinato de amônio.



IHU On-Line – Na Europa, o glufosinato de amônio foi considerado carcinogênico, mutagênico e tóxico a reprodução. Além disso, a substância é apresentada como de risco aos mamíferos. Diante dessas informações, como compreender a aceitação do Brasil desses produtos?



Gabriel Fernandes – Há vários exemplos de produtos banidos em outros países, às vezes nas sedes das próprias empresas, mas que continuam sendo vendidos em países em desenvolvimento. As instituições alegam que fazem isso porque as legislações desses países permitem. Mas há uma diferença entre o limite ético e o limite permitido, como bem analisou o jornalista Wilson da Costa Bueno em artigo recente disponível aqui.



Hoje, no Brasil, há um grande embate jurídico das empresas de agrotóxicos apoiadas pelo Ministério da Agricultura contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que quer reavaliar a toxicidade dos produtos que estão no mercado. Há muitos interesses em jogo.



IHU On-Line – Por que no Brasil a liberação de produtos transgênicos ocorre sem a constatação de segurança?



Gabriel Fernandes – Uma nova lei de biossegurança foi criada para que isso pudesse ocorrer. A fórmula usada foi dotar a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (Ministério de Ciência e Tecnologia) de superpoderes. Lá estão doutores que usam de sua posição acadêmica para chancelar os dados apresentados pelas empresas. Há contestação feita dentro da CTNBio, mas os argumentos técnicos são sempre vencidos no voto. Quando o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Anvisa contestaram a CTNBio, acionando os ministros do Conselho Nacional de Biossegurança, ouviram como resposta da ministra Dilma Roussef que era para não incomodarem a Comissão. A partir de então, a CTNBio vem liberando um transgênico atrás do outro.



IHU On-Line – Que informações são cruciais do ponto de vista da biossegurança? Que aspectos a CNTBio deveria considerar antes de liberar produtos transgênicos?



Gabriel Fernandes – O importante é ter estudos independentes que avaliem as plantas transgênicas nos ambientes onde elas serão cultivadas. Do ponto de vista ambiental, deve-se mapear as relações ecológicas da planta com os ecossistemas e avaliar como a modificação irá afetar essas relações. No que se refere à saúde, deve-se alimentar animais de diferentes idades por algumas gerações e por períodos significativos. É necessário usar os grãos obtidos diretamente da planta transgênica, simulando condições reais de consumo. Muitas vezes, realizam apenas ensaios de laboratório com proteínas sintéticas que se presume serem iguais as que a planta transgênica irá produzir. Esse método desconsidera a forma como a planta reage a cada ambiente, e também ignora resultados imprevisíveis resultantes da modificação genética, que podem fazer com que o resultado final seja diferente do esperado.



IHU On-Line – A soja e o milho transgênico contaminam outras lavouras. No caso do arroz geneticamente modificado, quais são os maiores riscos ambientais?



Gabriel Fernandes – A experiência mostra que não há como controlar os transgênicos depois que eles são liberados no meio ambiente. No caso do arroz, a contaminação irá afetar o arroz vermelho e potencialmente outros parentes silvestres que ocorrem no território brasileiro. A audiência pública deixou explícito que, caso liberado, o arroz transgênico irá contaminar o vermelho, tornando-o também resistente ao herbicida da Bayer. Pior, como já há muito arroz vermelho no Rio Grande do Sul resistente ao herbicida Only, da Basf (aplicado em um arroz modificado por mutação gênica), o risco é ter arroz vermelho resistente aos dois herbicidas, o que seria um desastre para os produtores, como alertou o pesquisador da Embrapa que participou da audiência.



IHU On-Line – Empresas que produzem transgênicos dizem que as plantas Bt, como o milho liberado no Brasil, são resistentes a insetos. Por outro lado, pesquisadores explicam que essas são plantas inseticidas, pois tem um inseticida inserido no seu genoma. Ao ingerir esses alimentos, quais são os riscos para a saúde humana?



Gabriel Fernandes – O argumento usado é o de que a proteína inseticida presente na bactéria é segura e, portanto, sua versão sintetizada e introduzida na planta também o será. Isso é o que mais se ouve na CTNBio. Fosse isso, não seriam necessários estudos, e nem a própria Comissão. Essa visão desconsidera as imprecisões dos métodos empregados pela transgenia e o fato de que, junto com o gene de interesse, também são inseridos na planta genes de bactérias e vírus infecciosos. Isso porque o gene de interesse sozinho não teria efeito sobre a planta hospedeira. Para funcionar, ele precisa de alguns “aditivos”. As pesquisas independentes apontam para os potenciais impactos dessa combinação, como geração de novas proteínas alergênicas, desenvolvimento de resistência a antibióticos e, mais recentemente, de redução da fertilidade.



IHU On-Line – Apenas na primeira safra, quase 60% do milho será transgênico. Nesse ritmo, corre-se o risco de acabar com as sementes tradicionais?



Gabriel Fernandes – As estimativas não são certas e a indústria tende a exagerar nas cifras para dar a entender que a tendência é essa. De qualquer forma, a liberação do milho transgênico é alarmante e sua adoção pelos produtores está se dando de forma acelerada. O drama é que não se vê movimentos e organizações do campo mobilizados para esse enfrentamento. No caso da soja transgênica é evidente: o monopólio fala mais alto do que as vantagens tecnológicas da semente, ou seja, como não se acha mais semente convencional no mercado, prevalece a da Monsanto. Se nada for feito, acontecerá o mesmo com o milho, só que de forma mais acelerada.



IHU On-Line – Com a invasão de transgênicos, que futuro podemos vislumbrar para o Brasil nos próximos anos?



Gabriel Fernandes – A questão é saber quem controlará a produção de alimentos: meia dúzia de multinacionais ou milhões de agricultores? O desafio é político e envolve massificar a agricultura familiar e garantir seu acesso à terra, água e biodiversidade. O projeto das empresas é o oposto, de privatização e exploração monopólica dos recursos naturais. Para reverter essa tendência, as políticas púbicas deveriam ser redirecionadas para fortalecer a sustentabilidade e autonomia da produção familiar. Infelizmente não é isso o que temos visto.



IHU On-Line – Que novos produtos devem ser alvos da transgenia?



Gabriel Fernandes – Em breve, cana-de-açúcar e o eucalipto transgênicos estarão predominando a pauta de liberações da CTNBio e efetivarão a convergência dos transgênicos com os agrocombustíveis

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NOTA: O yahoo PARECE QUE NÃO ENTENDEU QUE NÃO VIVEMOS MAIS NA DITADURA.
EM DEZENAS DE LISTAS DE DISCUSSÃO QUE A CARTA O BERRO PARTICIPAVA
FOI SUSPENSA SEM NENHUMA ALEGAÇÃO. ASSIM COMO O RECEBIMENTO DAS LISTAS





-----Anexo incorporado-----


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Cartaoberro mailing list
Cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br
http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

Virgens do Senado

Vejam as ultimas noticias sobre a probidade dos senadores e em especfial do senhor Heraclito. Ele que do alto da sua moral pediu quebra de sigilo telefonico e bancario, de ONgs que atuam na reforma agraria.
E quando o povo brasileiro poderá pedir quebra do seu siglio?


10/04/2009 - 08h15
Heráclito usou verba do Senado para fretar jatinho por R$ 28 mil
Folha Online , 10 de abril
Reportagem de Fábio Zanini, publicada na edição de hoje da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL), informa que o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) utilizou em 2005 um jatinho fretado para receber uma homenagem em Luzilândia, no norte do Piauí. O fretamento do jatinho, no total de R$ 28.078,66, foi pago com a verba do Senado destinada para passagens aéreas.

De acordo com a reportagem, o pagamento consta do Siafi (sistema eletrônico de acompanhamento orçamentário) e foi levantado pela ONG Contas Abertas.

A assessoria de Heráclito informou que ele precisou fretar um jatinho porque não poderia se ausentar por muito tempo do Senado, em razão da votação do Orçamento. Diz que o procedimento foi autorizado pela direção do Senado.



HERACLITO CONTRATOU A FILHA DO EX-PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE PARA TRABALHAR EM SEU GABINETE. Ela ganha 8 mil reais, por mes, mas nunca foi no senado. Disse que não vai trabalhar, porque lá é tudo muito bagunçado.



10/04/2009 - 08h15

Salário de R$ 7.483 de secretária do ministro Helio Costa é pago pelo Senado
Folha Online
Reportagem de Adriano Ceolin, publicada na edição de hoje da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL), informa que o salário da secretária do ministro Helio Costa (Comunicações) de R$ 7.484,43 mensais, é pago pelo Senado. É que ela foi mantida como assistente parlamentar no gabinete de Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente de Costa no Senado.

Costa está licenciado no Senado desde 2005, quando assumiu o ministério. Eliana foi nomeada no Senado em 2003, no primeiro mandato do então senador.

A reportagem da Folha localizou Eliana trabalhando no gabinete de Costa. Ela disse que não negaria nada, que trabalha de segunda a sexta-feira das 8h até a saída do ministro, que acompanha há 12 anos.

A secretária informou que o ministro estava em férias e seria avisado do fato no seu retorno. Salgado disse à Folha que Eliana é "a pessoa de maior confiança".

09/04/2009 - 13h05

Assessores do Senado prestam serviços para vice-governador do DF; senador promete exonerá-los
FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O gabinete do senador Adelmir Santana (DEM-DF) deve sofrer mais uma baixa no quadro de funcionários na próxima semana. O senador promete demitir Mirocélis Barbosa da Silva, uma espécie de assessor de "assuntos evangélicos". Ontem, ele exonerou a funcionária Simone Dihl da Rocha.

Apesar de serem funcionários do Senado e terem os salários pagos pela Casa, os assessores prestavam serviços para o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM).

Adelmir é suplente de Paulo Octávio e assumiu a vaga no Senado, em 2007, quando o titular foi eleito vice-governador. Mas a relação dos funcionários com o antigo patrão não foram cortadas. Reportagem veiculada ontem no "Jornal Nacional", da TV Globo, informa que Mirocélis fazia trabalhos políticos para Paulo Octávio junto aos parlamentares evangélicos. E que Simone era secretária particular em um hotel das Organizações Paulo Octávio.

Reportagem da Folha publicada na terça-feira mostrou que Amélia Pizato, lotada no gabinete do líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), não aparece para trabalhar no Senado. Amélia é sogra do assessor de Renan. Ela recebe R$ 4.900 por mês. Renan nem o assessor comentam o caso.

Denúncias

A onda de denúncias contra o Senado surgiu semanas depois da eleição para a presidência da Casa Legislativa, realizada dia 2 de fevereiro, numa disputa velada entre o PT e o PMDB. Os dois partidos entraram em disputa após a vitória de José Sarney (PMDB-AP) sobre Tião Viana (PT-AC) na eleição para a presidência do Senado.

Dois diretores do Senado deixaram seus cargos após as denúncias. Agaciel Maia deixou a diretoria-geral do Senado depois que a Folha revelou que ele não registrou em cartório uma casa avaliada em R$ 5 milhões.

João Carlos Zoghbi deixou a Diretoria de Recursos Humanos do Senado após ser acusado de ceder um apartamento funcional para parentes que não trabalhavam no Congresso.

Reportagem da Folha mostrou ainda que mais de 3.000 funcionários da Casa receberam horas extras durante o recesso parlamentar de janeiro. O Ministério Público Federal cobrou explicações da Casa sobre o pagamento das horas extras trabalhadas no recesso.

A senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, é acusada de usar em março parte da cota de passagens do Senado para custear a viagem de sete parentes, amigos e empresários do Maranhão para Brasília. Por meio de sua assessoria, a senadora disse que nenhum dos integrantes da lista de supostos beneficiados com as passagens viajou às custas do Senado.

No lado oposto, veio à tona a informação que Viana cedeu o aparelho celular pago pelo Senado para sua filha usar em viagem de férias ao México. Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" revelou que a conta totalizou R$ 14 mil.

O Senado afastou o diretor da Secretaria de Telecomunicações da Casa, Carlos Roberto Muniz, por elaborar um dossiê que detalhava os gastos dos parlamentares com telefones.

Reportagem da Folha informa que o Senado gastou R$ 8,6 milhões com pagamento de contas de telefones celulares no ano passado. Em média, o gasto por parlamentar foi de ao menos R$ 6.126 mensais.