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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Abertas Inscrições


Abertas inscrições para o 2º Ciclo de Debates Inclusão Escolar


As inscrições para o 2º Ciclo de Debates Inclusão Escolar: Práticas e Teorias, que este ano terá o tema: “Inclusão Escolar e as interfaces necessárias”, iniciam-se nesta segunda-feira (11/05) e se encerram em 22 de maio. Com vagas limitadas, as inscrições são gratuitas podem ser feitas pelo e-mail forumpelainclusaoescolar@gmail.com; fones: 51.3220.4265 / 3286.7374; ou pelo fax: 51.3028.8356.

O encontro é promovido pelo Fórum pela Inclusão Escolar, que foi constituído em 2008, a partir da reação da comunidade escolar, a proposta do MEC de extinguir as Escolas Especiais e a precariedade das condições de inclusão na rede regular de ensino.



Este ano os encontros serão realizados em 27 de maio, 17 de junho, 19 de agosto, 30 de setembro, e 21 de outubro, no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal (Avenida Loureiro da Silva, 255) e iniciarão sempre às 19 horas. O enfoque do 2º Ciclo será: “As interfaces necessárias para qualificar a inclusão escolar de alunos com necessidades educativas especiais, tomando como referencia as áreas: da saúde; da assistência social; do trabalho educativo; do Judiciário; do Ministério Público; dos Conselhos de Direito; e dos programas de atendimento”.



Iniciativa

O Fórum pela Inclusão Escolar e os Ciclos de Debates são iniciativas de um grupo de trabalho formado por representantes das escolas especiais do município, da Sala de Integração e Recursos (SIR), da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre, e da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa).


1º Ciclo
O primeiro encontro, realizado no ano passado, culminou com o lançamento de dois livros: Inclusão Escolar - Práticas & Teorias é o resultado dos cinco encontros do 1º Ciclo de Debates sobre Inclusão Escolar, que abordou os Desafios do processo de inclusão escolar: SIR e a escola "regular"; Desafios do processo de inclusão escolar: educação infantil e educação de jovens e adultos; Desafios do processo de inclusão escolar: assessorias; Desafios do processo de inclusão escolar: escolas especiais; Inclusão escolar: debates e teorias.

E o Caderno de Artigos A Inclusão em debate na Cidade – uma coletânea dos artigos publicados durante o ano sobre a temática, no jornal Correio do Povo.



O 2º Ciclo conta com o apoio da Atempa, do gabinete da vereadora Sofia Cavedon, e da Câmara Municipal de Porto Alegre. A participação de, no mínimo, quatro encontros receberá certificado.

Porto Alegre, 11 de Maio de 2009.



Jorn. Marta Resing/5405

Ass. Comunicação

Gab. Ver. Sofia Cavedon/PT

51.9677.0941


Seja responsável com o meio ambiente - só imprima se for necessário.

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Prioridades

Prioridades da Consulta Popular começam a ser definidas em assembleias
11/05/2009 10:50


As expectativas dos gaúchos a serem atendidas pelo governo Yeda Crusius, através da Consulta Popular, começam a ser debatidas em assembleias públicas que a Secretaria de Relações Institucionais, os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) e os Conselhos Municipais (Comudes) promovem a partir desta quarta-feira (13), em 28 cidades-pólo.

Os debates, que antecedem a votação de 5 de agosto, darão oportunidade ao Rio Grande do Sul de conhecer e discutir as opções de projetos estruturantes de âmbito estritamente regional, para execução em 2010, definidos no Plano Plurianual. As plenárias vão ocorrer até 30 de junho, em Camaquã, Santiago, Cruz Alta, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas, Passo Fundo, Tapejara, Erechim, Lajeado, Soledade, Ijuí, Três Passos, Santa Rosa, Santo Ângelo, Vacaria, Caxias do Sul, Pelotas, Bagé, Santana do Livramento, Taquara, São Sebastião do Caí, Santa Cruz do Sul, Gramado, Palmeira das Missões, Frederico Westphalen, Osório e Porto Alegre.

Nos encontros, o secretário de Relações Institucionais, Celso Bernardi, vai enfatizar o papel da Consulta Popular como indutora do desenvolvimento e da redução das desigualdades regionais, mediante aplicação de R$ 100 milhões do Orçamento 2009. "Graças ao compromisso assumido pela governadora, de quitar os débitos acumulados desde 2003, que alcançavam R$ 373 milhões, o processo recuperou a credibilidade", lembra Bernardi.

Na atual gestão, o Executivo estadual já desembolsou quase R$ 187 milhões - incluindo pagamento de parte da dívida anterior ao governo Yeda - por meio da Consulta Popular para financiamento de ações nas áreas de saúde, agricultura, planejamento urbano, educação, inovação tecnológica, habitação, desenvolvimento, meio ambiente, justiça, irrigação, turismo, pavimentação e construção de estradas, esporte e apoio à pesquisa rural.

Para atingir a meta de 1 milhão de participantes este ano, o Estado incluiu novidades como a bonificação de 15% (R$ 15 milhões) a ser distribuída entre os Coredes que mobilizarem maior número de eleitores, ampliou de dez para 14 o número de opções a constarem na cédula de votação e acresceu 30 minutos ao horário de votação pela internet ( www.ppp.rs.gov.br ), que será das 8h às 24h.


Fonte: Site do Estado

Piadas

Poa, 11/05/09

Espero que possas se divertir.

Beijos.

Deise Nunes.

SEXO NO JARDIM
Sentados no gramado do jardim, o casal de velhinhos resolve reviver o passado.
A velha levanta a saia e o velho enfia a cabeça no meio das pernas dela.
Pouco depois, ela reclama:
- Querido, tire os óculos! Eles estão machucando as minhas coxas! E no minuto seguinte:
- Querido, põe os óculos! Você está chupando a grama!

Bicicleta
O sujeito está indo de bicicleta até a praça da cidadezinha, quando encontra sua vizinha, uma morena gostosíssima, coberta apenas com um minúsculo vestidinho, andando na mesma direção.
- Oi, Maria, tudo bem? Para onde você vai? - pergunta o sujeito.
- Oi, João! Vou até a praça!
- Eu também! Quer uma carona? Pode sentar aqui no cano...
- Obrigada! - responde a moça e sobe na bicicleta.
Ao chegar na praça, ela desce e diz, lançando um olhar insinuante para o ciclista:
- Acho que você nem percebeu que eu estava sem calcinha, né?
- E eu acho que você nem percebeu que minha bicicleta não tem cano...


Lua de Mel com a Virgenzinha
O machão casou-se com uma virgenzinha. Aí foi para a lua de mel todo confiante. Chegou no quarto, abriu a braguilha, apontou para o próprio pênis e disse para a noivinha:
- Você já viu um igual a este, amorzinho?
A recém-esposa fez que não com a cabeça.
- Você sabe o nome dele?
Novamente ela faz que não com a cabeça.
- É um pênis, queridinha...
Aí ela responde rapidamente:
- Ah! Já sei! É igual a um caralho, mas só que bem pequenininho...


Sorte no Jogo
O rapaz entra pela primeira vez num cassino e fica observando o jogo da roleta.
- Aceita um palpite? - pergunta uma loira gostosíssima ao seu lado.
- Claro! Claro!
- Por que não joga na sua idade?
O rapaz aceita a sugestão, joga no número 27 e ganha.
- Por que não joga no número do seu apartamento? - sugere a moça.
O rapaz joga no 31 e ganha novamente!
Nesse ínterim a moça aproxima-se do rapaz e cochicha no ouvido dele:
- Por que não joga no tamanho do seu pênis?
O rapaz joga no número 22 e perde! Dá o número 8.
- Perdi de exibido! - comenta

Onix em Vacaria RS


Deputado Federal visita Vacaria
O Presidente do Legislativo Vacariense nesta sexta-feira (08) Mario Luis Lourencetti Almeida recebeu em seu gabinete a visita do Deputado Federal Onix Lorenzoni (DEM) e também o Prefeito Municipal Elói Poltronieri.

Neste encontro diversos assuntos foram abordados dentre eles necessidades do município e der que forma o Deputado Federal Onix poderia auxiliar o município.

Tanto o Presidente do Legislativo Vacariense, o Prefeito Elói Poltroniéri e também o Deputado Onix Lorenzoni participaram do 1º Encontro Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e altas Habilidades.

Data: 08/05/2009

Fonte: Câmara de Vereadores

Conferência Nacional de Segurança

Reunião prepara BM para a 1ª Conferência Nacional de Segurança
11/05/2009 11:40


Nesta segunda-feira (11), a Brigada Militar realiza, na Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre, a 1ª Conferência Livre, uma reunião preparatória para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, que será realizada em agosto, no Distrito Federal.
A 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública surgiu como forma de ampliar e estimular a construção de espaços de debate onde diversos segmentos da sociedade podem contribuir para a formulação de diretrizes de uma nova Política Nacional de Segurança Pública.
Fonte: Site do Governo do Estado

Traficante preso

BM prende traficante armado e com colete balístico
11/05/2009 13:48


Nesta segunda-feira (11/5), às 7h30min, na rua Primavera, Recanto do Sabiá, bairro Rubem Berta, Capital, guarnição da Seção de Inteligência e a Patrulha Tático Móvel da 2ª Cia do 20º BPM efetuaram a prisão de E.S.O., 28 anos de idade, que traficava drogas.

Ele estava armado com um revólver cal. 38, numeração batida, municiado com dois cartuchos intactos e quatro deflagrados, um colete balístico com capa preta e chapas de raios-X, 11 tijolos de maconha, pesando aproximadamente 9,025 kg e vários sacos plásticos para embalar a droga.

Fonte: Ascom/ BM

Lair se Manifesta

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Segunda-feira, 11 de maio de 2009
Lair se manifesta

Pivô do escândalo do Detran, Lair Ferst escreve para comentar as declarações da governadora Yeda Crusius na entrevista de sábado. Vou reproduzir aqui a mensagem:

"Recebi com surpresa as colocações desairosas da governadora em relação a mim, citadas por ZH, em entrevista coletiva no último sábado, repercutida por Zero Hora, e sem polemizar, gostaria de fazer alguns esclarecimentos que se fazem necessário, a seguir:

-Não tenho mantido contato com a Sra. Magda desde a morte do Marcelo:

-As informações que estão sendo veiculadas são de terceiros e atribuidas a mim sem comprovação;

-Não forneci informações a revista e a ninguém para elaboração da matéria:

-Desconheço as origens ou procedência das referidas gravações, audios e videos consultados pela reportagem; -Não tenho perfil de traidor, pois no meu entender traidor é aquele que esconde a verdade ou combina algo e descumpre, isso eu nunca fiz e não farei.

-Nunca recebi nenhum beneficio ou vantagem da campanha ou do governo, sempre procurei ajudar desinteressadamente, mas tive o meu nome envolvido na Operação Rodin, em função de equivocos e decisões do Governo, que ajudei a eleger, com o lema da transparência;

- Lamento as colocações desairosas dirigidas a mim, pela Governadora, ela deve estar mal aconselhada, nunca afirmei ser mais que um colaborador militante da campanha, como tantos outros, tentei ajudar no que podia, e, sempre lhe dediquei respeito e consideração.

SDS,

Lair Antonio Ferst"
Fonte: Zero Hora/Blog da Rosane

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Curso Arma Taser

Brigada Militar realiza 1º edição do curso de operador de arma Taser
11/05/2009 13:55


De segunda-feira (11/5) a sexta-feira (15/5), em Pelotas, será realizada a 1º edição do curso de operador Taser (arma menos letal), coordenado pelo Comando Regional de Policiamento Ostensivo Sul. Foram destinadas 20 vagas para os servidores militares de região Sul, objetivando proporcionar o aprendizado e treinamento para a utilização e o manuseio do novo armamento.

As instruções são ministradas pelos comandantes do CRPO Sul, coronel Odiomar Luis Bitencourt Teixeira; do 4º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Flávio Lopes, além do tenente Valdir Coelho e do capitão Humberto Gonçalves Barcellos, que recentemente retornou de Brasília onde foi um dos cinco representantes da corporação a participar do curso de instrutores da arma não letal, sendo qualificado a formar operadores da arma Taser.

O comandante do CRPO Sul comentou que a utilização proporcionará mais um recurso na manutenção da ordem pública para o policial militar, e, sendo necessário um conhecimento técnico atualizado sobre o uso da arma menos letal, garantindo assim a sua maior eficácia. O curso será ministrado para brigadianos do 4º BPM, 30º BPM, 6º BPM e 3º BPAF.

Fonte: Ascom/ BM

Nasceu

Nasceu por volta do meio-dia de hoje (11) Maria Eduarda Velho, a Bebê-Prefeita de Canela. Maria Eduarda é filha de Tatiele Pimel Velho e recebe este título por ser a primeira criança a nascer durante a Semana do Bebê, que acontece de 10 a 16 de maio, em Canela.





Deputado Estadual Francisco Appio - www.appio.com.br

Casa do Povo de Vacaria


Foto do acervo de Gilmar Moretti
Casa do Povo de Vacaria Rs em 1988 na inauguração

Desqualificação


Sábado, 09 de maio de 2009
Estratégia de desqualificação
Foto: Emílio Pedroso



Alertada na sexta-feira de que a revista Veja injetaria novas suspeitas de irregularidades envolvendo a sua campanha eleitoral e a compra da casa, a governadora Yeda Crusius decidiu investir na estratégia da desqualificação das fontes citadas pela Veja.

Na manhã de hoje, Yeda se reuniu com três de seus principais secretários para afinar o discurso e estudar a reportagem (embora tenha dito na entrevista coletiva concedida em seguida que esperaria a edição impressa da Veja para tomar conhecimento do conteúdo).

Yeda lançou dúvidas sobre a conduta da ex-companheira de Marcelo Cavalcante, Magda Koenigkan, e sobre Lair Ferst, pivô do escândalo do Detran, que teria feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Yeda sugeriu que Lair teria vendido as gravações citadas pela revista e que Magda não seria "uma pessoa qualificada" porque sobre ela recairiam acusações.

A estratégia de desqualificação da viúva, porém, não reduz a gravidade do teor da reportagem da revista, que teve acesso a uma hora e meia de 10 horas de diálogos mantidos entre Cavalcante e Lair. A reportagem levanta novas suspeitas. Uma delas é a de que Yeda teria se beneficiado de caixa 2 depois do pleito e que Cavalcante teria coletado R$ 400 mil de empresas fumageiras e entregue o dinheiro ao professor Carlos Crusius, então marido da tucana. Em entrevista à Veja, reafirmada nesta manhã a Zero Hora, a viúva diz que os R$ 400 mil teriam sido usados para comprar "por baixo do pano" a casa da governadora.

É verdade que o Ministério Público arquivou a investigação da casa, mas fontes do MP dizem que nada impede que o procedimento seja reaberto se surgirem fatos novos.




Clique aqui para conferir a íntegra da entrevista concedida pela governadora Yeda Crusius hoje






O QUE A VIÚVA DISSE À REVISTA:

Síntese da entrevista da empresária Magda Koenigkan, que viveu 15 meses com Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda Crusius que morreu no dia 17 de fevereiro.


A relação Marcelo-Yeda

"Na campanha ela ligava para ele a todo instante e pedia: 'Marcelinho, precisamos arranjar R$ 10 mil para isso e aquilo'. E ele arranjava".


A captação de doações

"Se havia um dinheiro para receber, Marcelo pegava e entregava a Carlos Crusius (marido da governadora). No começo (da campanha), tinha de convencer as pessoas a colaborar. Quando Yeda começou a subir nas pesquisas, ficou mais fácil. Vinham R$ 200 mil dali, R$ 100 mil de lá. Só que esse dinheiro não entrava para o caixa".


O Dinheiro de fumageiras

"Entre o fim do segundo turno eleitoral e a semana posterior à eleição, Cavalcante recebeu R$ 400 mil de dois fabricantes de cigarro, R$ 200 mil de cada um. Ambos pediram para que a verba não fosse entregue oficialmente. Então, foi para o caixa 2".

A relação Carlos e Yeda

"Marcelo acreditava que Crusius escondia tudo da governadora. Mas ela justificou a história. Chegou e disse: 'Marcelinho, Crusius quer pagar uma dívida antiga nossa que está apertando a gente e, se sair na mídia, não vai ser bom'. Marcelo se indagava sobre que dívida era aquela. Ele não conhecia essa dívida".

A polêmica casa

"(Carlos) Crusius finalizou a compra de uma casa. Pelo que o Marcelo contava, usou os R$ 400 mil nisso. O Marcelo falava que o pai de um dos secretários da governadora simulou ter comprado um apartamento dela na praia. Teria sido uma venda forjada para mostrar que ela tinha renda para comprar a casa. Contou também que a casa custou cerca de R$ 1 milhão, talvez mais. Mas esses R$ 400 mil foram entregues por baixo do pano (ao vendedor)".

A assessora de yeda

"Marcelo contou que, quando ela era deputada, todo mês entravam cerca de R$ 10 mil de um sindicato (Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Sicepot). O dinheiro ia diretamente para a governadora. Quem pegava era uma mulher contratada pelo Marcelo, Walna Vilarins".

Sobre Lair Ferst

"Lair Ferst ajudou Marcelo a arrecadar. Entre 2006 e 2007, eles se encontraram diversas vezes. Em novembro, Lair contou a Marcelo que tinha gravado todos esses diálogos e que ia entregá-los à Justiça".

O uso de caixa 2

"Até do caixa 2 do caixa 2. Marcelo deu os R$ 400 mil a Carlos Crusius no comitê da campanha. Crusius agradeceu e foi para uma sala mais reservada, enquanto Marcelo conversava com fornecedores. Crusius apareceu e disse: "quero me desculpar. Não conseguimos o dinheiro. Vamos precisar de mais um prazo. Espero sua compreensão".





DA ZERO HORA DESTE DOMINGO:

O que pode acontecer





1 - A reportagem da revista Veja, mesmo que baseada principalmente em cima da entrevista da viúva de Marcelo Cavalcante, reafirma denúncias que dirigentes do PSOL vinham fazendo desde fevereiro, como por exemplo, a contribuição de campanha que envolveria empresas fumageiras. O PSOL diz ainda ter tido acesso a vídeos, além de áudios, também gravados pelo lobista Lair Ferst.

2 - A se confirmarem as revelações da empresária Magda Koenigkan, é muito provável que Lair tenha feito, de fato, acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal _ acordo que vem sendo desmentido pelo próprio. As fitas, gravadas por Lair (e que Veja teria tido acesso), estariam em poder dos procuradores da República.

3 - As novas denúncias reforçam a possibilidade de CPI na Assembleia. Até sexta-feira, a oposição tinha 14 das 19 assinaturas necessárias para a instalação da comissão para apurar denúncias que vieram à tona após a morte de Cavalcante. No sábado, o deputado Raul Pont (PT) já afirmou que o novo cenário "deve convencer mais deputados" a aderirem à proposta da oposição.

4 - No entendimento de procuradores do Ministério Público, ouvidos por ZH, o arquivamento da investigação da compra da casa de Yeda foi "provisório". Ou seja, pode ser reaberto com o surgimento do que eles qualificam de indícios mais consistentes. A forma de aprofundar o episódio exige a quebra de sigilo bancário da governadora, de seu ex-marido e da família do ex-secretário Delson Martini, que comprou o apartamento de Capão da Canoa do casal Crusius. Na época, o Judiciário entendeu que não havia elementos para pedir a quebra do sigilo.

5 - A própria governadora disse sábado, em entrevista coletiva, estar preparada para o surgimento do relato de mais fitas. "Todo mundo sabia que Lair fazia gravações", disse Yeda.


Postado por Vivian Eichler às 15h35
Fonte: Zero Hora/Blog da Rosane

Viúva acusa


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Sábado, 09 de maio de 2009
"Marcelo entregou dinheiro a Crusius", diz viúva
Magda Cunha Koenigkan, viúva de Marcelo CavalcanteFoto: Arquivo Pessoal


O repórter Fábio Schaffner conversou esta manhã com Magda Cunha Koenigkan, viúva de Marcelo Cavalcante, ex-chefe da representação do governo do Estado em Brasília. Cavalcante foi encontrado morto em Brasília em fevereiro.

Leia abaixo trecho da entrevista. A íntegra está na Zero Hora deste domingo.



"Marcelo entregou dinheiro a Crusius"

Aos 43 anos, bonita e com um vasto círculo de amizades na alta sociedade brasiliense, Magda Cunha Koenigkan conheceu Marcelo Cavalcante em novembro de 2007. Dois dias depois, o casal já morava junto, na casa alugada por Magda no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Magda logo se integrou ao círculo político que o ex-assessor do governo Yeda Crusius frequentava em Brasília. Nos encontros, aproveitava para tentar vender publicidade da revista Sras&Srs, publicação fundada por ela há três anos.

Cavalcante nutria forte ciúmes da companheira. A desconfiança, aliás, teria sido uma das causas para a discussão entre os dois na sexta-feira, 13 de fevereiro, última vez em que ambos se encontaram antes de ele aparecer morto no Lago Paranoá. As últimas crises vinham sendo intermediadas por um pastor da igreja Sarah Nossa Terra. Após a briga na sexta-feira anterior à morte, Magda buscou abrigo na igreja.

Magda enfrenta problemas financeiros desde a morte do companheiro. A seguir, trechos da entrevista concedida na manhã de sábado:

Zero Hora — A senhora tem cópia das fitas com as conversas de Marcelo com Lair Ferst?

Magda Koenigkan — Eu tive acesso, há muito tempo, através do Lair e com o Marcelo. Elas estavam com o Marcelo, mas depois da morte dele eu não tive mais acesso. Depois da morte dele nós reviramos a casa, para ver se tinha algum papel também, mas não achamos nada.


ZH — A senhora confirma tudo o que foi publicado pela Veja?

Magda — Confirmo, claro. Não vivi com Marcelo naquela época, mas ele me contava as coisas. Eu tenho uma estima muito grande pela governadora, mas o Marcelo estava atormentado com essas gravações. Ele sentia um compromisso por ter indicado a governadora (para ser candidata). O Marcelo se sentiu culpado porque ele insistiu muito com o nome dela no diretório regional, na executiva nacional. Acho que é porque ele conhecia esse pedaço da campanha e não sabia o que foi feito com aquele dinheiro que ele conseguiu e não pagou as contas. O dinheiro que ele havia arrecadado foi usado depois das eleições.


ZH — Esse dinheiro foi para a compra da casa da governadora?

Magda _ Era o que ele dizia. Eu não faço parte da história, mas ele dizia muitas vezes, não só para mim.


ZH — Esse incômodo dele reforça na senhora a hipótese de suicídio?

Magda — Eu não acredito nisso. Não acredito. Também não acho que haja relação com o Estado, não acho que existam pessoas assim. O Marcelo não tinha perfil suicida, de pessimismo ou depressão. Eu fico sem saber.

ZH — Ele tinha concordado em levar essas denúncias ao Ministério Público? Ele ia prestar depoimento revelando o caixa 2?

Magda — Ia. Não pela vontade de traição, mas pela integridade da pessoa dele. Ele não sabia mentir, era uma coisa da conduta e também um compromisso com a palavra de Deus. Omitir já é pecado. Ele dizia: "Eu não quero isso, não queria usar a fita, não queria nada disso. Mas já que estou sendo pressionado em função do colega". O Lair nunca foi um amigo dele. Eles não eram tão íntimos. Era uma amizade de política.


ZH — A pressão partia do Lair?

Magda — O Marcelo não entrou em detalhes comigo. Ele me disse que havia uma fita e não havia mais jeito, porque ela havia sido entregue à Justiça. Ele disse que, quando existem coisas erradas, a gente tem que entregar. Se eu não tenho coragem e outra pessoa tem, a gente tem que acatar.






ZH — O que o Marcelo fazia? Ele arrecadava dinheiro para a campanha e entregava para a governadora?


Magda — À governadora, não. Passava para o doutor Carlos Crusius. Ele (Marcelo) nunca me contava história que a governadora estivesse envolvida. Ele contava de pegar, arrecadar (dinheiro). O Marcelo é uma pessoa difícil de acreditar que exista na política, que passe um monte de dinheiro e não fique com um pouco. Ele era simples. O que ele tinha de patrimônio? Um carro financiado. Não deixou nada para a filha, nunca fez viagens internacionais.


ZH — Ele recebia de quem e passava para quem?

Magda — Recebia dos apoiadores. O Marcelo falava da situação que conduziu à compra de um imóvel. Ele ficava muito chateado, indignado. Ele me cansou com essa história. Ele dizia que havia dado sangue na campanha, conseguia dinheiro com tanta dificuldade, comunicava a todos, às pessoas que trabalhavam na equipe, os fornecedores. Estava no comitê, entregou o dinheiro para o doutor Carlos Crusius. Ele saiu e ficou conversando com o Lair. De repente, ele (Crusius) chegou e comunicou que não teria como pagar, não teria conseguido arrecadar o dinheiro. O Marcelo quase caiu duro. Entrou furioso, disse: "Eu peguei o dinheiro, dei a você. Como não tem dinheiro?". Estavam ali algumas pessoas da campanha, o Delson (Martini), a Walna (Vilarins), a Sandra Terra.


Postado por Vivian Eichler às 13h23
Fonte: Zero Hora/Blog da Rosane

Golpe contra Tarso

Sábado, 09 de maio de 2009
Golpe contra Tarso

A resolução do diretório nacional do PT que proíbe o lançamento de pré-candidaturas aos governos estaduais antes de fevereiro de 2010 é um golpe nos planos do ministro da Justiça, Tarso Genro, e um desrespeito à autonomia do PT gaúcho. A definição do candidato do PT a governador estava prevista para julho deste ano e os três candidatos - Tarso Genro, Ary Vanazzi e Adão Villaverde - estão em plena campanha.
O PT gaúcho encontrou uma brecha para manter o cronograma definido por maioria absoluta no partido: como não está prevista prévia, com votação pelos filiados, o encontro de julho deverá ser mantido e os delegados escolherão o candidato.
- Não será prévia, mas uma escolha de consenso, por isso cabe a exceção - diz o vice-presidente do PT no Estado, Cícero Balestro, para tentar escapar do tacão da cúpula do partido.
Na prática, essa disposição contraria a decisão nacional, que tem por objetivo deixar a porta aberta a alianças que favoreçam a candidatura de Dilma. No caso do Rio Grande do Sul, a cúpula petista admite abrir mão da candidatura para apoiar o PMDB na eleição para o governo do Estado, hipótese rejeitada pela base do PT.
Secretário Nacional de Finanças, Paulo Ferreira diz que a interpretação de Balestro está equivocada porque não há consenso. A corrente interna da qual Ferreira faz parte, a Construindo um Novo Brasil, estimula o enfrentamento com o ministro da Justiça, Tarso Genro.
— A definição é clara. Procura no Aurélio. Consenso e disputa são conceitos distantes um do outro. Não dá para dizer que um processo que tem disputa terá consenso — provoca Ferreira.


Postado por Rosane às 01h58
Fonte: Zero Hora/Blog da Rosane

Editorial de Nove Anos


cidade Porto Alegre/RS Editorial de Nove Anos
11 de maio de 2009


Hoje 11 de Maio uma data importante 09 anos do Jornal Negritude. Surgido há nove anos atrás na cidade de Porto Alegre numa folha de xérox que era entregue em todas as partes de Porto Alegre. Surgimos de uma cisão do MNU-Movimento Negro Unificado. Neste decorrer da nossa trajetória muitas transformações passamos, entrevistamos muitas pessoas renomadas no cenário nacional, internacional, estadual e local. Passamos por muitas dificuldades como todo a imprensa pequena que busca levar um viés diferente da noticia. Colecionamos muitos amigos e muitos admiradores, mas temos um parcela pequena de inimigos que são muito insignificante no contexto da nossa luta pela imprensa alternativa. Você nosso leitor (a) na internet parabéns a nós todos. Como o técnico de futebol Zagallo afirmava ” eles vão ter que me engolir”.
Paulo Furtdo (Editor)
http://jornalnegritude.blogspot.com
http://jornalnegritude.blog.terra.com.br

Crusius nega o 400 mil Reais


Política | 11/05/2009 | 04h42min

Carlos Crusius: "Nunca vi R$ 400 mil em minha vida"
Professor aposentado negou ter recebido dinheiro de campanha de Yeda
Adriana Irion e Dione Kuhn | adriana.irion@zerohora.com.br, dione.kuhn@zerohora.com.br
Vinte e quatro horas depois de Yeda Crusius rebater em entrevista coletiva as denúncias contidas na matéria da revista Veja, Carlos Crusius também decidiu se manifestar. Ressaltando o fato de que sempre se preservou por entender que "marido" de governadora não deve falar, Crusius negou ter recebido dinheiro de campanha. Ponderou sobre o custo que tem pago por calar e lançou dúvidas sobre quem estaria por trás da onda de denúncias enfrentadas pelo governo desde seu começo, em 2007.

Vestindo calça jeans, camiseta e tênis, Crusius falou por cerca de 90 minutos com jornalistas de Zero Hora, na manhã de domingo. Disse querer descobrir que interesses Magda Koenigkan — viúva do ex-assessor de Yeda Marcelo Cavalcante — poderia ter para confirmar declarações que Crusius imputa como falsas. O professor aposentado também antecipou o estudo de medidas judiciais contra a empresária, que foi fonte da reportagem de Veja. Perguntado sobre se devia ser chamado de marido ou ex-marido de Yeda, Crusius, que usava aliança, afirmou que eles continuam casados. Abaixo, leia trechos da entrevista:

Zero Hora — Como o senhor avalia as denúncias de que teria recebido dinheiro de caixa 2?
Carlos Crusius — Vocês sabem que eu evito falar, aparecer, dar entrevista. Sempre evitei falar. Por uma razão muito simples, é que marido não fala. Primeira-dama não fala, marido não fala. Quem fala é a governadora, é a deputada. Sempre me preservei. Isso me traz um custo pessoal. Sempre aguentei no osso. Tenho aguentado com a Yeda, com a família, toda essa lama, essa coisa inacreditável que está acontecendo no Rio Grande do Sul, um negócio absolutamente inacreditável, desde o começo do governo tem sempre uma denúncia. São coisas que no fundo tu está sempre numa situação que tu tem de dizer que não fez alguma coisa.

ZH — O que motivaria essa onda de denúncias?
Crusius — Se vocês fizerem um retrospecto, vão ver que sempre vem de um determinado lado, sempre vem de um determinado lugar, que vocês podem identificar, é um negócio meio selvagem, meio irracional, sempre tentando atingir a pessoa da governadora. É um negócio meio enlouquecido, mas tem uma lógica e eu acho que essa lógica está aparecendo cada dia mais. Tem uma lógica, não é simplesmente querer desestabilizar o governo, não pode, é demais. Vocês têm capacidade para depois começar a juntar peças e ver o que está acontecendo no país.

ZH — O senhor acha que essa onda de denúncias tem a ver com algo nacional? Crusius — Acho também, mas enfim, isso é meu, não estou fazendo teoria de conspiração nenhuma.

ZH — O que o fez falar neste momento?
Crusius — Eu sempre fiquei quieto, isso dá um custo pessoal grande. Eu sou professor, eu tenho amigos, tenho alunos, tem milhares de ex-alunos que me conheceram, tenho vários colegas da universidade e de repente começa insinuações, é um custo pessoal altíssimo. Eu sei que a governadora paga um custo maior ainda que o meu. Eu não estou reclamando, só estou dizendo para vocês a situação é ruim. Agora, com esse negócio da Veja, a coisa ultrapassou todos os limites porque bateu em mim direto, mas é claro que não sou eu o visado, o visado é a governadora.

ZH — O que o senhor tem a dizer sobre as supostas gravações que a Veja cita?
Crusius — Já tinha aquelas denúncias do PSOL, uns vídeos que tinha, e eu tenho que dizer o que? Vocês não me mostram o vídeo, me mostra. Tanto na questão do PSOL como nesta questão da Veja, como todas as outras coisas aqui, o que eu quero deixar bem claro é o seguinte: não é que eu negue que exista de fitas e provas. Eu nego uma coisa mais fundamental, eu nego o fato, os fatos não existiram, eu não recebi um tostão do Marcelo. Eu não recebi R$ 400 mil do Marcelo, aliás eu nunca vi R$ 400 mil juntos assim na minha vida. Isto não aconteceu, como não aconteceu com aquela denúncia lá do PSOL, que tinha uma reunião e empresários e um cara passou não sei quantos mil na mesa, que estava o Aod. É absoluta loucura. Aí tu vai dizer "ah, mas tem uma fita". Me mostra a fita. É impossível ter uma fita onde eu esteja recebendo 400 mil do Marcelo. Se isso existir, é tão falso como uma nota de três pilas, é montado.

ZH — No caso da reportagem da Veja não seriam fitas com imagens, mas sim áudios de uma conversa entre Cavalcante e o lobista Lair Ferst.
Crusius — Não sei o que existe. Essa do PSOL, do vídeo, tudo bem se eu tenho um vídeo nosso aqui assim. Agora, o que não tem é eu te passando dinheiro. Vão dizer, "mas olha aqui, tem um vídeo do Crusius lá na campanha falando com não sei quem". Pode ser que tenha, falando, sei lá, com o Marcelo.

ZH — O senhor tinha contato com o Cavalcante na campanha?
Crusius — Nós chegamos lá. É claro que tu não sabes se eu recebi ou não o dinheiro, é evidente que tu tens direito a essa desconfiança, assim como todo mundo tem o direito. Mas não se pode é pré-julgar. Aquelas denúncias do PSOL eu não quero nem falar. Tem uma diferença entre aquilo e o que está acontecendo agora. É que lá são parlamentares que falam, então se tu processa o cara, aí tu sabe o que acontece, dois dias depois o Tribunal encerra o caso e recobre com o manto da imunidade parlamentar. Agora, este caso aqui eu repito 50 mil vezes, eu nunca recebi dinheiro do Marcelo, aliás eu nunca recebi dinheiro de caixa 2 nenhum, mas este especificamente eu nunca recebi. Esse tal de R$ 400 mil das fumageiras, vocês me desculpem mas quando eu li a descrição que essa moça fez, é um negócio cômico porque é uma sala, é um negócio cheio de fornecedores e credores enlouquecidos, aí o cara entra com 400 mil e em vez de pagar os caras, em vez de ir lá para o tesoureiro dar o dinheiro ele vem e dá para mim. Aí eu entro numa sala e saio da sala e digo, ó pessoal: "No money today", Mas escuta, mas pelo amor de Deus, o que é isso, isso é uma loucura.

ZH — Quem era o tesoureiro da campanha?
Crusius — Era o Rubens Bordini. Na campanha tinha uma regra: quem lidava com dinheiro, fazia arrecadação, o pagamento, era o Bordini. Eu podia chegar para ti e dizer "dá uma colaboração para campanha". Tu dizia vou te dar. "Não, para o Rubens Bordini".Tem aí o negócio das fumageiras, uma dizendo que deu 200 mil lá por dentro, com recibo.

ZH — Esse dinheiro foi para campanha, para o comitê ou para o partido, porque na campanha não aparece...
Crusius — Eu não tive tempo de ver isso, mas acontece o seguinte, o que tu deves ter visto é a prestação de contas da candidatura da Yeda, mas são comitês diferentes, porque o cara pode ter pago para o comitê do PSDB, para o diretório do PSDB e aí o PSDB repassa para o comitê da Yeda ou para outros candidatos. Pelo que eu entendi, o recibo seria do comitê, do partido, como eles dizem que têm um recibo bancário e eles mostraram o recibo bancário, aí deu. Eu nem quero entrar nesse troço porque não houve. Uma diz que não deu, outra sim, mostra o recibo

ZH — Pode existir uma cena de o senhor reunido com fornecedores de campanha e dizendo não ter dinheiro para o pagamento?
Crusius — Não recordo. Se aconteceu, isso seria uma cena normal de companha. Não recordo porque não era pra mim que pediam isso. Passava muita gente lá naquele comitê e como a governadora disse ontem (sábado), é claro que pode ter uns vigaristas.

ZH — Era normal alguém chegar no comitê e oferecer dinheiro por fora?
Crusius — Não, para mim não.

ZH — Essa questão de caixa 2 não está generalizada no Brasil?
Crusius — Tem gente que chega lá insinuando coisas, tem oportunista, vigarista.

ZH — Lair Ferst era um desses oportunistas?
Crusius — Vamos falar da questão da Veja. Então, tu tem as fontes, tu tem essa moça e tu tem as fitas. O pobre do Marcelo não é mais fonte. Existem as fitas? Parece que existem as fitas, onde é que estão, elas foram gravadas por quem? Precisa fazer perícia. Onde foram gravadas? Parece que foi num barzinho, mas era uma gravação como? Ambiental? Era um gravador em cima da mesa, como estamos aqui às claras. Vamos pegar a fita e vamos periciar, vamos fazer uma perícia, vamos ver se tem corte, porque eu quero a conversa toda. Eu gostaria muito que o Marcelo tivesse vivo, porque eu tenho certeza que o Marcelo seria o primeiro a desmentir isso. Quero saber como foi a conversa, induzida, preparada, combinada? Alguma coisa eu ainda posso inferir com o exame dessa fita, mas o resto eu não posso mais.

ZH — Ele pode ter sido induzido?
Crusius — Pode. Caso exista, eu não sei se ele falou isso, mas mesmo se tenha isso eu não sei se é induzido ou se é combinado.

ZH — O senhor já tinha ouvido falar que o Lair fazia gravações?
Crusius — Já. Então, tem todos esses problemas com as fitas. Agora, tu tem uma fonte: a moça. Quem é essa moça? Nunca ouvi falar nessa moça.

ZH — A governadora disse que chegou a conhecer Magda. O senhor a conheceu também?
Crusius — Parece que ela viu e não gostou muito. Um bom trabalho jornalístico é saber quem é essa moça.

ZH — O senhor já fez esse trabalho?
Crusius — Não vou dizer pra ti que eu sei quem é a moça, mas vamos ver. A moça tinha interesse em fazer isso? Qual é a situação da moça hoje?

ZH — A tentativa de desqualificar a fonte não pode passar a ideia de que há algo a esconder? O que pesa mais: a veracidade da fita, quem é a fonte ou o fato de o senhor poder garantir que aqueles fatos não existiram?
Crusius — Estou fazendo todas essas coisas. A primeira coisa que eu fiz foi garantir que o fato não aconteceu. Agora, tu vai me pedir uma prova? Como é que eu posso provar, me diz como eu posso provar, isso é uma prova negativa, como eu posso provar que não aconteceu? Entendeu? Eu estou falando que não aconteceu. É um ardil lógico, é por isto que é uma situação torpe, é uma coisa diabólica, exatamente por isso, porque eu fico na situação de dizer que não aconteceu.

ZH — Depois da morte de Cavalcante, a Magna teve contato com o governo, com o senhor?
Crusius — Comigo não, o que eu sei é que há umas entrevistas meio contraditórias dela. O que eu vou fazer agora é ver quais são as medidas judiciais que eu posso tomar. Vou ver o que posso fazer e vou fazer. Não estou dizendo que a moça seja isso ou aquilo. Tu tem uma pessoa que declara. Estou dizendo que aquilo que ela está declarando é falso. E ninguém mais do que eu tem essa verdade. E o Marcelo, esteja onde estiver, sabe disso também. Eu tenho curiosidade de saber quem é a moça. E posso chegar a coisas interessantes.

ZH — Em um e-mail seu, que circulou no dia da morte do Marcelo, o senhor culpava a oposição pela morte de Cavalcante. Na entrevista que deu no sábado a governadora falou em suidício induzido, numa referência à viúva. Não há contradição nessas duas posições?
Crusius — Acho que não. A Yeda pode ter outras informações que eu não tenho, certamente ela está mais bem informada que eu. Eu não sei nada sobre a morte do Marcelo, não sei. O que tudo indica é que foi suicídio. O que eu sei é que com o negócio aqui da CPI ele, que era frágil, se fragilizou mais. Ele tinha um grande orgulho de ser o embaixador do Estado, ele sentiu muito esse negócio.

ZH — A decisão da governadora de demiti-lo pesou para esse sentimento?
Crusius — Não sei. Mas ele aí encontrou essa moça e essa moça fez gato e sapato dele. Os relatos que se tem são muito ruins para ele. Ele degringolou. "Ah, mas foi por que saiu"? Não sei se foi porque saiu, se foi porque encontrou a moça, se foi o conjunto.

ZH — O senhor tem conhecimento de que a governadora tenha convidado o Marcelo para voltar a trabalhar na representação?
Crusius — Não tenho conhecimento e ela diz que não convidou.

ZH — Não lhe intriga o fato da polícia não ter conseguido ainda detectar o que causou a morte?
Crusius — Eles simplesmente estão politizando isso aí. Eles já sabem.

ZH — Qual seria o interesse da Polícia Civil de Brasília em politizar o assunto?
Crusius — Sabem que foi suicídio, estão alongando. Eu acho isso.

ZH — Qual era o papel de Cavalcante na campanha de Yeda de 2006?
Crusius — Era do gabinete da Yeda lá em Brasília e veio para cá exatamente porque ele tinha muitas relações com os políticos, veio para fazer esse meio de campo. Quem coordenava a campanha eram os presidentes dos partidos.

ZH — Qual era o seu papel na campanha?
Crusius — O meu papel era mais irrelevante do mundo, mas que eu acho que era fundamental. Onde eu participei? Em 2005, a Yeda disse: "olha eu não vou mais me candidatar a deputada, eu vou encarar um troço aqui". Nós tínhamos um grupinho que se reunia para examinar a situação do Rio Grande e desse grupo fazia parte o Aod, ele era da FEE (Fundação de Economia e Estatística) e tinha todos os dados sobre a economia do Rio Grande do Sul. A gente nãos e lembra mais como estava. Em 2005, o Aod vinha e abria os números assim e a gente só botava as mãos na cabeça: "quebrou". Acho que foi em novembro de 2005, num almoço, estávamos o Daniel Andrade, o Fernando Schüler, o Aod e eu, nós quatro, e eu disse que ela queria se candidatar. E disse: "vamos ser sinceros, o Rio Grande do Sul é viável, tem saída ?". Por que de repente a gente entra numa campanha pode perder, mas pode ganhar. E daquele almoço saiu o embrião das ideias, olha "só é viável se fizer isto". Começamos a montar o projeto, o famoso livrinho azul, e foi nisto sempre que eu trabalhei.

ZH — O senhor tinha uma visão geral do que estava ocorrendo na campanha?
Crusius — Não. É um negócio muito grande.

ZH — Se estivesse ocorrendo alguma falcatrua, o senhor estaria percebendo?
Crusius — É evidente, claro, mas tinha gente muito responsável ali.

ZH — Tem um personagem que surge nas denúncias do PSOL e reaparece na matéria da Veja, que é a Walna (Vilarins Meneses, assessora pessoal da governadora). Qual o papel dela na campanha? De onde ela vem?
Crusius — Quando a Yeda foi eleita na primeira vez, ela herdou o gabinete do Luiz Roberto Ponte e ficou com a Walna, ela era uma secretária, uma pessoa muito eficiente e foi a Yeda que trouxe ela para auxiliar na organização de agenda.

ZH — Teve papel na campanha?
Crusius — Ela auxiliou na organização da agenda.

ZH — Mas tinha ligação com questões de dinheiro?
Crusius — Eu não sei, acho que não.

ZH — Quando senhor soube da matéria?
Crusius — Um cara da Veja falou com a Yeda na sexta-feira. Ela me ligou. esse negócio está rolando há anos, vem lista de que tem isso, vai aparecer isso, pode aparecer o que quiser.

ZH — A governadora disse que tá esperando mais fitas...
Crusius — Isso que me intriga, sabe o que me intriga? É que tem realmente um método, gente, pelo amor de Deus, ninguém é idiota, tem um método nesse troço, porque é assim ó, aparece um pouco, mas não aparece. E sempre esse negócio de vai vir mais, mostra tudo, pode mostrar, sem problema nenhum, mostra tudo. O que fizeram de fofoca, de insinuações, de conta no Exterior.

ZH — Qual era o papel do Lair na campanha?
Crusius — Acompanhava o Marcelo, na maioria das vezes. O Lair não tinha uma atribuição. Era um cara que ficava por lá.

ZH — Ele recebia por algum serviço?
Crusius — Acho que não. Ele ficava por lá, assim como várias pessoas que ficam lá.

ZH — Ele pode ter recebido algum dinheiro em nome da campanha?
Crusius — Não me pergunta isso. A primeira preocupação da Yeda, quando começou a campanha, ela disse "olha aqui, eu vou avisar a todos os empresários que só quem pode pegar dinheiro é fulano e contra-recibo".

ZH — Como ficou a relação do Lair com o governo depois da Operação Rodin (que desvendou a fraude do Detran)?
Crusius — Nunca mais vi o Lair. Aliás, só o vi uma vez sim, e o cumprimentei. Eu estava com Yeda no velório da filha do Feijó.

ZH — O senhor soube se ele tentou procurar pessoas do Piratini deppis do escândalo da fraude do Detran?
Crusius — Comigo, nunca tentou. Vocês podem não acreditar, porque eu mesmo não acredito, mas eu só soube que o Lair tinha firmas, tinha essas empresas, quando deu esse troço aí (da Rodin).

ZH — No auge da Rodin e da CPI do Detran, a governadora definia o Lair apenas com a palavra festeiro. No sábado, a governadora disse que Lair deve ter vendido por alto valor de mercado as fitas, o que seria, segundo ela, típico dele. Por que não falou isso desde o começo?
Crusius — O Lair realmente é um cara muito festeiro.

ZH — A governadora foi criticada na CPI por ter dado essa declaração, de que o Lair era um festeiro. Por que não disse antes o que realmente pensava dele?
Crusius — Nunca perguntaram a ela isso. Deixa eu dizer pra vocês, esse negócio de fitas tem muita gente por traz disso.

ZH — Duas pessoas que sempre são lembradas como estando por trás disso são o ministro Tarso Genro e o vice-governadora Paulo Feijó. O senhor acha que eles estão por trás disso?
Crusius — Não vou fazer comentário de nenhum dos dois. Eu acho que isso a imprensa podia ver. Rastreiem o que tem acontecido, desde o começo, desde que começou esse negócio da casa, dos 400 mil do Lair.

ZH — Na reportagem de Veja, Magda afirma que a governadora teria dito para Cavalcante durante a campanha: "Marcelinho, o Crusius quer pagar uma dívida antiga nossa." Vocês estavam naquele momento, no segundo turno, tratando da questão de quitar o financiamento de um apartamento em Brasília?
Crusius — O apartamento já estava quitado há horas. Em relação à compra da casa, ninguém nesse Estado fez o que a governadora e eu fizemos como casal. Ninguém fez como nós de abrir tudo, todas as nossas contas. Quem é que fez isso, qual foi o político que fez isso? Nós tivemos a coragem, a honestidade, a transparência de abrir tudo, estão lá, não só a declaração de imposto de renda, mas as transações bancárias. Não há o que falar do raio dessa casa, não há mais o que falar. O Ministério Público examinou tudo.

ZH — Quando é que começou a procura pela casa, foi no segundo turno?
Crusius — A Yeda e eu, no tempo em que ela foi deputada, sempre vivemos num apartamento pequeno (em Porto Alegre). Em Brasília, ela vivia também num apartamento. Esse apartamento de Porto Alegre, servia pra ela receber duas pessoas, três pessoas, mas no momento em que ela foi eleita, teve um problema. Ela não pode mais utilizar ele como morada, como residência da governadora porque é pequeno demais.

ZH — O senhor usou as suas economias na compra dessa casa (localizada na Vila Jardim, na Capital). Por que não mora lá?
Crusius — É uma questão pessoal que eu não vou entrar, mas é uma certa comodidade, é uma certa funcionalidade do casal, só isso. Eu tenho a chave da casa e ela tem a chave do meu apartamento.

ZH — Hoje, o senhor é marido ou ex-marido da governadora?
Crusius — Não quero entrar nesse assunto. Nós somos casados e continuamos casados, é isso.

ZH — Não estão separados?
Crusius — Não. Até hoje eu não fui comunicado de nenhum processo de separação e nem eu pedi.

ZH — O senhor não tem namorada nem ela tem namorado?
Crusius — Que eu saiba ela não tem namorado, e eu também não tenho namorada, embora digam que eu tenho milhares de namoradas, cada semana me aparece uma namorada. Ainda bem que não me apareceu namorados.

ZH — Como foi o episódio da extinção e sua demissão do Conselho de Comunicação em janeiro?
Crusius — Ele não era um órgão de execução. Quando mudou a estrutura da comunicação, eu disse para a Yeda que tinha de acabar o conselho, não tinha mais sentido. Devia ser ter sido extinto há muito tempo.

ZH — Houve o episódio em que o senhor discordou, diante de todos os secretários, das ideias apresentadas pela GAD, empresa contratada pelo governo para definir uma nova marca de gestão?
Crusius — Não houve uma discordância minha com a linha que o cara (Luciano Deos) estava sugerindo, só disse que a gente devia pensar mais um pouco sobre aquela sugestão.

ZH — A governadora chegou a dizer na ocasião, em frente de todos, que parecia uma discussão como as que vocês têm nos churrascos de domingo?
Crusius — Ela tem o direito de dizer assim: "Vamos discutir isso depois". Acho que ela fez bem porque ela imediatamente percebeu que tinha de fazer outro negócio na comunicação.

ZH — Secretários falam muito que o senhor dava um certo equilíbrio na hora das discussões mais tensas do governo e que agora está afastado. O senhor era uma pessoa influente?
Crusius — Existe um problema de gêneros. Isso eu senti muito, principalmente no primeiro ano de governo. As pessoas não estão acostumadas, elas não sabem como tratar com uma governadora, com uma mulher no governo. Às vezes, os caras me procuravam porque achavam que era mais fácil falar com um homem. Eu dizia: "Não, isso aí não tem nada a ver comigo". É verdade.

ZH— O senhor tem frequentando o Palácio Piratini?
Crusius — Quando é que tu me vês no palácio? Em cerimônias, mas não tenho nenhuma função no Palácio. Tenho uma função ainda no partido (presidente do Instituto Teotônio Vilela).

ZH — Sobre outras duas questões levantadas pela Revista Veja, de que a Agência DCS pagava despesas de Marcelo e recepções na casa da governadora e de que Yeda teria recebido a carta escrita por Lair Ferst, denunciando a fraude do Detran. O senhor tem conhecimento?
Crusius — Esse negócio da carta já está esclarecido, o próprio Marcelo disse que não entregou.

ZH — E a questão da agência pagando contas?
Crusius — Nunca ouvi falar disso. Sabe quando conheci o pessoal da DCS? Uns três meses depois de começar o governo. Não sabia onde ficava a DCS.

ZH — O senhor foi para os EUA com a governadora, na Páscoa?
Crusius — Não tinha dinheiro.

ZH — Sua renda é da aposentadoria de professor?
Crusius — Nossa renda, a renda do casal, se compõe de aposentadoria de professor, da aposentadoria da Yeda e agora do salário dela como governadora, é essa a nossa renda, o patrimônio é o apartamento, a casa e o meu carro.

ZH — Que carro o senhor tem?
Crusius — Tenho um Fiat que era o da Yeda, que era o dela lá de Brasília.

ZH — O senhor fala com frequência com ela, diariamente?
Crusius — Claro, diariamente, não

ZH — Depois de saber sobre a matéria da Veja, vocês conversaram, se reuniram?
Crusius — Ela (Yeda) estava indo pra Chapecó. Ela me telefonou, falou "olha tá saindo um negócio assim, assim, procura ver".

ZH — Já havia ideia de falar com a imprensa no sábado, já havia uma decisão, o senhor sabe?
Crusius — Não sei. Ela ia dar uma coletiva e aí pensei: vou lá, mas se eu vou lá o que acontece? Todo mundo vem pra cima de mim. Então, vamos separar, e hoje está dando para separar o que é governo e o que é uma posição pessoal.

Fonte: Zero Hora

Olhar no Futuro

Cuidando da vida hoje, com o olhar no futuro
10/05/2009 14:17

YEDA CRUSIUS (*)

A passagem do Dia das Mães convida a uma reflexão sobre as ações do Governo do Estado em favor da mulher. Buscamos como governo inovar na atenção à gestante e à mãe. Nossa administração tem feito pela melhoria da condição feminina no Rio Grande do Sul uma rede de ações baseada não apenas em planos ou projetos, mas no seu concreto financiamento.

Seja através da Coordenadoria Estadual da Mulher, diretamente vinculada ao Gabinete da Governadora, seja mediante ações das Secretarias da Educação, da Saúde, da Segurança Pública, da Justiça e do Desenvolvimento Social, da Agricultura, e de todas as outras pastas, buscamos a cada dia dar conteúdo real a inúmeros avanços que podem ser observados entre nós, e que me permitem ter um sentido de realização em relação à luta pela igualdade que sempre desenvolvi durante toda a minha vida.

Cito a esse respeito alguns passos particularmente decisivos. Lei de autoria do Poder Executivo e aprovada de forma unânime pela Assembleia Legislativa garante agora licença-maternidade de 180 dias para as servidoras públicas e de 15 dias para os pais, quando servidores públicos. O Programa Rio Grande Mulher desenvolve atividades com vistas à inclusão, geração de renda, capacitação e melhoria de qualidade de vida de agricultoras, pecuaristas familiares, quilombolas, pescadoras artesanais e indígenas assistidas pelo Serviço de Extensão Rural. Dezenas de municípios já aderiram ao projeto Cidade Amiga da Mulher, que integra o Projeto Estruturante Nossas Cidades e é liderado plea Coordenadoria da Mulher, visando fortalecer a parceria Estado-município para aprimorar a execução de políticas públicas para as mulheres, com foco principal no combate à violência e no desenvolvimento de ações guiadas pela Lei Maria da Penha.

Convênios firmados prevêem o repasse de R$ 338,5 mil para aquisição de equipamentos destinados às delegacias especializadas no atendimento à mulher; R$ 350 mil para a implantação do Projeto de Capacitação para Mulheres de diversas etnias, para citar alguns exemplos. O RS Mulher efetuou conferências que mobilizaram mais de 9 mil pessoas. Com investimento da ordem de R$ 2,5 milhões, o Rio Grande do Sul integra o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência. Realizaram-se cursos de capacitação profissional para mulheres vítimas da violência, desenvolveu-se o artesanato como fonte de renda, fomentou-se o empreendedorismo, intermediou-se o emprego formal, financiou-se o comércio, a indústria, os serviços e a agropecuária, promoveu-se o investimento no turismo.

De especial relevância é o projeto de Atenção Integral à Saúde da Mulher, que compreende a implantação de unidade especializada de referência em cada região do Rio Grande do Sul, capacitação de profissionais para diagnóstico precoce do Câncer de Mama, promoção de cursos de capacitação para atendimento da gestante de risco, a implantação das Casas da Gestante para assistir mulheres em situação de risco e evitar problemas que possam prejudicar a saúde do bebê.

O Rio Grande do Sul detém a menor taxa de mortalidade infantil do país, com 12,8 óbitos em cada mil nascidos vivos. A meta é chegar a menos de dois dígitos em 2010. O programa Primeira Infância Melhor atende às necessidades essenciais da criança em seus primeiros anos de vida - de 0 a 6 anos, em 240 municípios.

Todos esses dados e realidades indicam que o Rio Grande do Sul tem muito a comemorar neste Dia das Mães. Este é um Estado que prioriza a vida e tem o olhar posto no futuro.

(*) Governadora do Estado do Rio Grande do Sul

Cuirsos do SSP

SSP promove curso para atendimento a grupos vulneráveis
10/05/2009 14:31


A Secretaria da Segurança Pública, por meio de convênio firmado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), promove a 1ª Edição do curso de capacitação para o atendimento de mulheres, crianças, adolescentes e idosos vítimas de violência, os chamados grupos vulneráveis.

A finalidade do curso é capacitar 1.100 profissionais da rede de atendimento (policiais civis e militares, servidores do IGP, Susepe, agentes de saúde, professores, conselheiros tutelares, guardas municipais, etc). O trabalho será desenvolvido nos 11 municípios da Região Metropolitana: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Gravataí, Guaíba, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Viamão e na própria Capital gaúcha.

Organizado pelo Departamento de Ensino e Treinamento (DET-SSP), a primeira etapa do evento acontece nos próximos dias 13 e 14 de maio, das 8h30min às 12h, e das 14h às 17h30min, no auditório da FEEVALE, prédio 2, térreo, na RS 239, em Novo Hamburgo.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail det-redes@ssp.rs.gov.br . O curso terá 20 horas/aula e aos participantes serão fornecidos certificados. A seguir, a relação dos temas a serem abordados e os respectivos palestrantes:

- IDEOLOGIA DA VIOLÊNCIA – Evaldo Luiz Paully;
- CONSTRUÇÃO SOCIAL, PSICOLÓGICA E CULTURAL DA VIOLÊNCIA – Evaldo Luiz Paully;
- VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – Rosane Oliveira de Oliveira;
- TRÁFICO DE MULHERES – Alberi Barbosa;
- APRESENTAÇÃO DAS DELEGACIAS ESPECIALIZADAS – Nadine Tagliari Anflor;
- DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE- Maria Bernardete Pires;
- ABUSO SEXUAL – Suzana Braun Oliveira;
- ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Cristian Nedel;
- DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO DA 3ª IDADE – Zhélide Hunter;
- TIPOS DE VIOLÊNCIA PRATICADAS CONTRA O IDOSO – Naila dos Santos;
- ESTATUTO DO IDOSO E MEDIDAS PROTETIVAS – Eduardo Hartz;
- PROCEDIMENTOS ÉTICOS – Carmen da Silva Santos;
- EXAMES DE PERÍCIA EM VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA – Cláudia Maciel/Jarbas Pires;
- ESTRESSE POLICIAL – Silvia Wudarcki.

Contato das Assessorias

Contatos das Assessorias de Comunicação da SSP
10/05/2009 14:37


Para facilitar e tornar mais ágil o trabalho dos profissionais de imprensa que buscam informações da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS) e seus organismos vinculados (Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias e Superintendência dos Serviços Penitenciários), principalmente aos finais de semana e feriados, informamos os telefones celulares funcionais das respectivas assessorias, assim como fones convencionais e e-mails para outras demandas durante a semana.

Solicitamos aos profissionais da mídia para que busquem sempre com as assessorias a intermediação das demandas junto às fontes de cada instituição. Ressaltamos também que ao pé da página inicial do site da SSP ( www.ssp.rs.gov.br ), no banner Cadastre-se, pode ser efetuado o registro para recebimento do mailing diário de notícias da Secretaria.

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA ( www.ssp.rs.gov.br )
Coordenador de Comunicação: Jornalista Amilton Belmonte
Fone: (51) 3288-1919/3288-1994 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celular funcional: (51) 8445-8670 *
e-mail: comunicacao@ssp.rs.gov.br

* Aparelho programado para receber apenas chamadas identificadas

POLÍCIA CIVIL ( www.pc.rs.gov.br )
Coordenador de Comunicação: Delegada Patrícia Tolotti Rodrigues
Fones: (51) 3288-2380/3288-2381 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celulares funcionais: (51) 8445-9454 e 8445-9748
e-mail: imprensa@policiacivil.rs.gov.br

BRIGADA MILITAR ( www.brigadamilitar.rs.gov.br )
Coordenador de Comunicação: Tenente-Coronel Valmor Araújo de Mello
Fones: (51) 3288-2930/3288-2932 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celulares funcionais: (51) 8501-6577 e (51) 8501-6575
e-mail: pm5-imprensa@brigadamilitar.rs.gov.br

SUPERINTENDÊNCIA DOS SERVIÇOS PENITENCIÁRIOS ( www.susepe.rs.gov.br )
Assessor de Imprensa: Jornalista Marco Antonio Vieira
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INSTITUTO-GERAL DE PERÍCIAS ( www.igp.rs.gov.br )
Assessor de Imprensa: Jornalista Maria da Graça Kreisner
Fone: (51) 3288-5165 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celular funcional: (51) 8445-8627
e-mail: comunicacao@igp.rs.gov.br

Quilombo

Que cada um faça a sua parte para construir um mundo melhor!


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SALVE!!!



Queremos mandar um Salve especial para as pessoas que mandam e-mails para o Quilombhoje e estão ligadas no trabalho do grupo: estamos juntos. Aqueles que, mesmo não escrevendo, guardam o grupo num cantinho especial do coração também estão com a gente. A energia de vocês é estimulante. Muito axé, muito irê, muita paz! E, é lógico, muito amor!

Seguem informes sobre acontecimentos em São Paulo e um texto sobre o escritor que nasceu no dia 13 de maio.



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BREVE REFLEXÃO



Escrever é, em última instância, um ato solitário e que se completa quando há a leitura. Sozinho(a), quem escreve enfrenta o papel ou o monitor do pc para trazer todo um universo que talvez venha a ser partilhado por outras pessoas.Escrita e leitura, faces da mesma moeda, dependem de posições de raça, gênero e classe. Há coisas de mulheres que só elas podem escrever, coisas que só os índios, que só os negros podem transformar em conto, poema, romance, peça de teatro. Se o leitor não estiver aberto a essa viagem, criará muros e deixará de viver uma experiência fascinante.


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É QUARTA DIA 13 DE MAIO - DAS 19H ÀS 21H - PÍLULA DE CULTURA DA FEIRA PRETA NO FNAC PINHEIROS


Exibição do curta Laroyê, leitura de poemas por parte de autores do Quilombhoje e apresentação do Grupo Umojá, que mostrará músicas e danças das culturas afro-brasileiras: Cirandas, Cocos, Afoxés, Maracatus e Sambas.

Maiores informações: E-mail feirapreta@uol.com.br

Horário: Das 19 às 21h. Entrada: Livre e Gratuita (haverá distribuição de senhas 1h30 antes do evento) .

FNAC Pinheiros: Avenida Pedroso de Moraes, 858 (Valet Park na Entrada).
Tel: Pretainfo (11) 3031-2374



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MAS NA TERÇA, DIA 12
A EDUCAFRO marcou um desfile de modelos afro-descendentes na Praça da Sé. É assim: "Desfile de Negros - Cotas sim no Fashion Week". Às 17h.

Mais tarde também rola a já tradicional Marcha Noturna, promovida pelo Instituto do Negro Padre Batista e outras entidades.




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SEMANA DA ÁFRICA - CURSOS SOBRE ÁFRICA (DE 26 A 28), FILMES - IMPERDÍVEL (PROMOVIDA PELO FÓRUM ÁFRICA)

"XI SEMANA DA ÁFRICA 2009"




A "XI SEMANA DA ÁFRICA 2009" terá a sua programação entre os dias 25 e 31 de maio e contará com atividades culturais, recreativas e de reflexão, envolvendo mesas redondas, cursos, exposição, projeção de filmes e o Premio Kabengele Munanga, sobre temas voltados à África. O evento organizado pelo Fórum África, já é tradição no mês de maio, quando se comemora, no dia 25, "O Dia da África".

O evento tem caráter sociocultural e visa a desconstrução dos estereótipos, criados sobre a África e a construção de um novo olhar acerca da população africana.

Os debates e as reflexões serão feitos sobre o tema "África: História, aspectos socioculturais e políticos", com a perspectiva de contribuir e identificar oportunidades para a compreensão da África e aproximação do Brasil com os países daquele continente.


EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

De 09 a 31 de maio de 2009


"Pontos de Vista: Arte e Cultura".

Sob esses pilares a Exposição da "XI SEMANA DA ÁFRICA 2009", revela imagens inusitadas de países africanos e amplia os horizontes do observador, sob o ponto de vista de diversos especialistas.


LOCAL: UNESP – Universidade Estadual Paulista, ao lado do terminal Barra Funda,

acesso para veículo: Entrada pela Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271.

Pedestre: Entrada pela lateral do terminal Barra Funda, lado mais próximo da Av. Marquês de São Vicente.

VISITAÇÃO: De 09 a 31, de segunda a sábado, das 9:00 às 17:00hs.

PRODUÇÃO E CURADORIA: Eufrate Almeida – repórter fotográfico.


O evento ainda contará com uma palestra, sob o tema Cabo Verde: Música, Pintura e Literatura, ministrada pela professora Simone Caputo Gomes – FFLCH/USP – e apresentação do Grupo Koteban.


A Exposição "Pontos de Vista: Arte e Cultura" é uma iniciativa do Fórum África em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Artes, da UNESP-Universidade Estadual Paulista Campus de São Paulo.

Instituto de Artes Coordenação: Prof. Dra. Lalada Dalglish.

Contato: 11- 5627 7012.





ABERTURA OFICIAL DA "XI SEMANA DA ÁFRICA"


TEMA: África: História, aspectos socioculturais e políticos.

ABERTURA: Prof. Dr. Saddo Ag Almouloud (PUC/SP) - Presidente de Fórum África

Prof. Dr. Kabengele Munanga (USP) - Presidente de Honra de Fórum África

Prof. Dr. Boni Yavo (Universidade Nove de Julho) - Presidente de Honra de Fórum África.




LOCAL: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista, 1º andar.

DATA: 25/05/09

HORÁRIO: 19:00hs.


DEBATES E REFLEXÕES


CONVIDADOS

Prof. Dr. Boubacar Barry - University Cheikh Anta Diop, Senegal.

Prof. Dr. Bahi Aghi - Universidade de Cocody, Côte d´Ivoire.

Prof. Dr. Simão Souindoula - Vice-Presidente do Comitê Científico Internacional

do Projeto da UNESCO "A Rota do Escravo".


CURSOS

De Terça a Quinta-Feira - de 26 a 28 de maio

LOCAL: Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC/SP, Rua Marquês de Paranaguá, 111, Consolação, São Paulo-SP (entre as ruas Consolação e Augusta)

TEMA NORTEADOR: África: História, aspectos sócio-culturais e políticos

As inscrições serão prévias e o curso dará direito a certificado de participação.

HORÁRIO: das 14:00 às 17:00hs.


PROGRAMAÇÃO DO CURSO


TEMA 1: Guerras e etnias na África

DATA: 26 e 27 de maio

CARGA HORÁRIA: 6 horas


CONVIDADOS

Prof. Dr. Augustin Emane - Faculdade de Direito de Nantes – França.

Prof. Dr. Fily Kanouté - CECAFRO/PUCSP, Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora da PUC/SP.


TEMA 2: África e Arte Negra: Significação pelo Povo e para o Povo.

DATA: 28/05/09

CARGA HORÁRIA: 3 horas


CONVIDADOS

- Prof. Dr. Simão Souindoula - Vice-Presidente do Comitê Científico Internacional do Projeto da UNESCO "A Rota do Escravo".

- Profa. Maria Cecília Felix Calaça – Professora Mestre da Universidade Paulista.


PROJEÇÃO DE FILMES

CINECLUBE, RUA AUGUSTA, 1239


FILME: Hotel Ruanda

DATA: 26/05/09

HORÁRIO: 19:00hs


FILME: Diamante de Sangue (Edward Zwick)

DATA: 27/05/09

HORÁRIO: 19:00hs


FILME: Bamako (Abderrahmane Sissako)

DATA: 28/05/09

HORÁRIO: 19:00hs


PRÊMIO KABENGELE MUNANGA

Sexta-Feira: 29 de maio de 2009


LOCAL: Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC/SP, Rua Marquês de Paranaguá, 111, Consolação, São Paulo. (entre as ruas Consolação e Augusta).

HORÁRIO: Das 14:00 às 17:00hs.

PRÊMIO KABENGELE MUNANGA

Apresentação em forma de sessões coordenadas, seguidas de debates sobre os trabalhos selecionados para concorrer ao prêmio.

JANTAR CULTURAL

Sábado: 30 de maio de 2009

O evento festivo será um jantar, com prato típico africano e apresentação cultural.

DATA: 30 /05/09.

HORÁRIO: Jantar e apresentação cultural: das 20:00 às 23:00hs.

LOCAL: Rua dos Franceses, 518 – Bela Vista- São Paulo - Buffet Hasbaya


CONVITES: R$ 70,00. (Compra antecipada até o dia 28/05).

TRAJE: Social completo ou vestimenta típica africana.


Maiores informações sobre os convites:

Vanderli Salatiel – Diretora Administrativa (11-3333 5029 /8293 7526).

Maria Conceição de Oliveira - Diretora de Eventos (11-9145 7577).

Meité Hamadou – Diretor Financeiro (11-9208 8472).


Maria Aparecida Ribeiro – Diretora de marketing (11-9286 6436).

Lurdinha ou Maria Odete (11-3091 3744) das 14:00 às 18:00hs.


e-mail: secretaria@forumafrica.com.br

site: www.forumafrica.com.br





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DE 13 A 15 DE MAIO

Acontece a II FEIRA DO LIVRO DA UNIFESP que será realizada nos dias 13 a 15 de maio, das 14:00 as 22:00, no galpão do campus da UNIFESP Guarulhos. Os livros do Quilombhoje estarão por lá.

Aliás, uma agradável surpresa foi o respeito com que a conferência pela promoção da igualdade racial de Guarulhos tratou a literatura afro. A literatura afro tem mostrado que literatura não precisa ser só um passatempo. Ao contrário, pode estimular descobertas, ajudar nas transformações. Mesmo assim, é vista como algo que pode ser usado e descartado.



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LIMA BARRETO - NASCIDO EM 13 DE MAIO

AFONSO HENRIQUES DE LIMA BARRETO

Profa. Joyce Cristina Rodrigues


Negro, perdeu a mãe aos seis anos; aluno brilhante, afastou-se da faculdade, a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, quando o pai adoeceu. As experiências com jornalismo, que vinham dos tempos de estudante, continuaram e se transformaram em profissão. Era jovem quando se tornou jornalista do Correio da Manhã.

Seu primeiro romance, Recordações do Escrivão Isaías Caminha, foi publicado em Lisboa. Com fortes elementos autobiográficos, o romance trata dos bastidores dos jornais brasileiros de opinião na época e do preconceito racial, preconceito do qual sempre foi vítima.

Mais tarde publicou, em forma de folhetim, seu romance mais conhecido, Triste Fim de Policarpo Quaresma, narrando a vida de um modesto funcionário público em três estágios diferentes, que correspondem, mais ou menos, às três partes em que se divide a obra. A primeira parte relata sua vida como funcionário público; a segunda, como proprietário rural; a terceira, como soldado voluntário na Revolta da Armada, de 1893.

As partes desse romance focalizam o mundo carioca em três níveis diferentes e complementares: a vida simples do subúrbio, o cotidiano familiar e político da zona rural e a atmosfera política da Primeira República. Policarpo Quaresma, grande sonhador, segue rumo a uma reforma cultural, agrícola e política. Ao fim dessa caminhada ufanista, o país revela-se inóspito, precário, infecundo, cruel, opressor e odioso. Ao abordar o tema do patriotismo brasileiro, o romance problematiza um dos conceitos mais arraigados do caráter nacional, expondo-o ao ridículo, numa impiedosa anatomia da alma coletiva.

Os Bruzundangas é obra póstuma de Lima Barreto e proporciona uma leitura deliciosa e ao mesmo tempo dolorida pela brutalidade com que as verdades são ditas. É uma coletânea de crônicas, onde o autor, com a percepção aguda e crítica, não deixa escapar nada. Satiriza uma fictícia nação onde ele mesmo teria residido. Seus capítulos enfocam, entre outros temas, a diplomacia, a Constituição, transações e propinas, os políticos e eleições em Bruzundanga.

Critica os privilégios da nobreza, o poder das oligarquias rurais, a futilidade das sanguessugas do erário, desigualdades, saúde e educação tratadas com desdém, enfim, mazelas parecidas às de um país real. Ao lê-lo, tem-se impressão de que o escritor não se fez arauto de seu tempo; o Brasil é que patinou nos descaminhos de si. Nas raízes do imaginário país grassam oportunistas, apaniguados, retrógrados e escravocratas de quatro costados.

Sobre os usos e costumes das autoridades, escreve que não atendem às necessidades do povo, tampouco lhe resolvem os problemas. Cuidam de enriquecer e firmar a situação dos descendentes e colaterais. Diz: “Não há homem influente que não tenha parentes e amigos ocupando cargos de Estado; não há doutores da lei e deputados que não se considerem no direito de deixar aos filhos, netos, sobrinhos e primos gordas pensões pagas pelo Tesouro da República.

Enquanto isto, a população é escorchada de impostos e vexações fiscais; vive sugada para que parvos, com títulos altissonantes disso ou daquilo, gozem vencimentos, subsídios e aposentadorias duplicados, triplicados, afora os rendimentos que vêm de outras e quaisquer origens”.

Lima Barreto é mestre da ficção de escárnio. A proximidade entre o jornalista e o escritor torna a literatura de Lima Barreto mais acessível ao grande público, a utilização dos recursos da crônica jornalística é visível em seus textos, nos quais a simplicidade da linguagem, sua aproximação da fala cotidiana e a ironia sempre contundente estão voltadas para a denúncia de injustiças e arbitrariedades cometidas no Brasil pós-republicano, de que o autor traça um verdadeiro painel crítico e repleto de indignação.

Infelizmente nós nos fazemos até hoje muitas destas indagações de Lima Barreto. Será que Lima Barreto, um escritor espetacular, crítico, observador, detalhista também era visionário ou nós que nos achamos numa nova era, que pouco evoluímos?

Fontes:
SANTOS, Ivair Augusto Alves dos Santos; TESE DE MESTRADO EM CIÊNCIAS
POLITICAS;O MOVIMENTO NEGRO E O ESTADO (1983-1987); São Paulo: CONE e Prefeitura da Cidade de São Paulo, 2001.
www.portrasdasletras.com.br
www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/quaresma.html
http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RL/article/viewFile/53/44




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Assalto

Poa, 11/05/09



Ahahahahaha.....Rí muito!!!



Boa segunda - feira.



Beijos.



Deise Nunes.



ASSALTO JAPONÊS

A policia estava fazendo a maior blitz por conta de um assalto á um banco, nas imediações de Carapicuíba.

Quando interceptaram uma kombi considerada suspeita, a qual estava lotada de japoneses.

A policia foi logo gritando: 'Desce todo mundo!!!!!!!!!!!'

A japonesada obedeceu em silêncio.

'Agora um por um, vai dizendo seu nome!!!!!'

E eles obedientes foram se apresentando :

Sartamo Obanko, Matamo Okasha, Kontiro Nosako, Katamo Osnique, Saimo Koreno, Fugimo Nakombi, Osguarda Pararo, Tomamo Noku.