Rádio WNews

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Entrevista com Alexandre Massau do Cidade Negra

JN: - A questão reggae, no Brasil, tu avalia que há uma evolução do reggae, várias bandas que apareceram, sempre as referências foram Bob Marley, Peter Tosh e Jimmi Cliff?
Alexandre Massau: - O reggae se tornando os costumeiramente de um ritmo de base Brasil, eu digo Reggae Brasil, o cidade negra diz nas suas letras, a cultura negra de outro continente, Africa, o reggae, a população negra vai aceitar o reggae, assimilou com o samba, candomblé e a manifestação afro cultural do Brasil do mundo. A lição que tiro que o reggae nada mais é que uma base cultural de de tanto valor como o samba. O reggae é de boa aceitação no Brasil, não negando a cultura brasileira, o Cidade Negra é pop, reggae Brasil.
JN: Qual a tua expectativa para o show aqui em Vacaria, no interior do RS?
Alexandre Massau: - Estou esperando uma recepção maravilhosa, para rapaziada da Banda que está acostumada a fazer show, é a primeira vez que estou em Vacaria, estamos preparando um espetáculo, toda obra de 20 anos de carreira, e novas músicas, o disco novo será lançado em Março de 2010, vai ser lançado em todos os lugares. Vamos fazer uma releitura de grandes sucessos dessa banda que é o Cidade Negra.
Reportagem de Paulo Furtado
Fotos: Gabriel Waldrigues e Marcos Gargioni

Entrevista com o Vocalista da Banda Cidade Negra

Entrevistamo no dia 09 de Outubro no Hotel Pampa de Vacaria o Vocalista da Banda Cidade Negra Alexandre Massau.
JN: Qual a tua expectativa, como está o Cidade Negra após saida do Toni Garrido como ficou o Grupo com a tua entrada na Banda?
Alexandre Massau: - O Cidade Negra é continuidade, continua a saga da Banda, continuar a história da Banda, fazendo cantando a história politica, história de amor desse país, através das suas letras e canções, acho que esse que é chegar , todos chegamos na Banda vieram para somar, para continuar o que é o Cidade Negra tanto no Brasil como para o mundo, expansão do sucesso da Banda aqui e no mundo, do trabalho, expectativa as melhores possiveis, as energias em altissimo astral, chegar em 2010, um trabalho novo, e da rapaziada que continua na banda, com aceitação que a banda merece dos 20 anos de carreira, música boa vindo por aaí.
(Continua na próxima Edição)

Dicas de Segurança

Dicas de segurança no trânsito para o feriadão
12/10/2009 07:29


Até às 12h de terça-feira (13), a Brigada Militar realiza a Operação Centauro de Nossa Senhora Aparecida, que reforça o policiamento nas rodovias estaduais - especialmente nas que levam à Serra e ao Litoral - e nas áreas urbanas para coibir furtos, roubos e outros crimes.

Nas rodovias gaúchas, a ação é executada pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar com o apoio dos Comandos Regionais e do Grupamento Aéreo, intensificando ações na Serra, no Litoral e na Região Metropolitana, com o objetivo de prevenir acidentes de trânsito durante todo o feriado.

DICAS DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO:

1 - Antes da viagem não consuma bebidas alcoólicas, faça uma revisão no veículo: iluminação, freios e pneus e verifique a validade da documentação do veículo e da sua carteira de habilitação, planejando o percurso com antecedência
2 - Durante a viagem dirija na velocidade estabelecida para via e respeite a sinalização.
3 - Não viaje com pressa, pois ela gera imprudência e acidentes.
4 - Condutor e passageiros usem o cinto de segurança.
5 - Crianças devem viajar no banco de trás e com o cinto de segurança.
6 - Todos os ocupantes do veículo são responsáveis pela segurança no trânsito.
7 - Casos de emergência ligue o 190, na estrada o 198 e em caso de incêndio o 193.

Stedile Chama Lula de Mau Informado

Stedile chama Lula de "mal informado"
Líder sem-terra discorda de presidente, que considerou "vandalismo" a ação do movimento que destruiu laranjal em Iaras (SP)

Economista e líder sem-terra afirma que pedido de abertura de CPI por parte de congressistas da oposição tem motivação eleitoral

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

João Pedro Stedile, 55, da direção nacional do MST, afirma que o movimento não perdeu o foco, que condena todo o tipo de "vandalismo" e que o presidente Lula está "mal informado", numa referência à declaração do petista na qual chamou exatamente de "vandalismo" a ação do movimento numa área de plantação de laranja no interior de São Paulo. Em entrevista à Folha Stedile minimiza a derrubada dos pés de laranja na área da Cutrale, pois, segundo ele, a produção seria destinada à exportação, e não para a mesa dos brasileiros.




FOLHA - Independentemente da situação da propriedade [o Incra diz que está ocupada de forma irregular, o que é negado pela empresa], a ação chama a atenção pela destruição deliberada de alimentos. Foi um erro destruir aqueles pés de laranja?
JOÃO PEDRO STEDILE - O fato de a área ser grilada, confirmado pelo Incra, não é algo secundário. Esse é o fato. Um dos princípios que o MST respeita é a autonomia das famílias de nossa base. A distância, a população pode achar que derrubar pés de laranja foi uma atitude desnecessária. A direita, por meio do serviço de inteligência da PM, soube utilizar [as imagens] contra a reforma agrária, se articulando com emissoras de TV para usá-las insistentemente. Nunca essas emissoras denunciaram a grilagem nem a superexploração que a Cutrale impõe aos agricultores.

FOLHA - Ao destruir alimentos, o MST não teme perder o apoio das camadas mais pobres da população, como das 12 milhões de famílias que dependem do Bolsa Família para comprar sua própria comida?
STEDILE - Cerca de 98% da produção de suco no pais é exportada. Esse suco não vai para a mesa dos pobres, com ou sem Bolsa Família. Já o nosso modelo para a agricultura brasileira quer assegurar produção de alimentos, a geração de emprego e renda no meio rural. Queremos produzir comida e, inclusive, suco de laranja para chegar à mesa de todo o povo brasileiro. Não para o mercado externo. Mesmo assim, a área de exploração da laranja [no país] diminuiu em 400 mil hectares nesses dez anos, pela exploração que a Cutrale impõe aos agricultores.

FOLHA - O presidente Lula chamou a ação de "vandalismo". O MST ainda o enxerga como aliado?
STEDILE - Nós também condenamos o vandalismo. Usar 713 milhões de litros de venenos agrícolas por ano, que degradam o meio ambiente, também é vandalismo. Nesse caso, o presidente está mal informado, pois as famílias acampadas nos disseram que não roubaram, não depredaram nada. Depois da saída deles e antes da entrada da imprensa, o ambiente foi preparado para produzir imagens de impacto. Propomos que uma comissão independente investigue a verdade.

FOLHA - É correto hoje dizer que a conjuntura nacional, principalmente de estabilidade econômica e de assistência oficial aos pobres do país, é desfavorável ao MST?
STEDILE - Os dados do censo [agropecuário] revelam que menos de 15 mil latifundiários são donos de mais de 98 milhões de hectares. A renda média dos assalariados do campo é menor que um salário mínimo. Diante disso, reafirmamos que é fundamental democratizar a propriedade da terra, como manda a Constituição, e mudar o modelo agrícola, para priorizar a produção de alimentos sadios para o mercado interno. Quem acha que a reforma agrária não é necessária está completamente alheio aos problemas e aos interesses do povo.

FOLHA - Essa conjuntura deixa o MST sem foco?
STEDILE - Ao contrário. Nunca foram tão necessárias essas mudanças. Bancos e empresas transnacionais controlam a agricultura. E, quando ocupamos uma terra para pressionar a aplicação da reforma agrária, enfrentamos todo esses interesses. O Brasil precisa de um projeto que combata as causas da desigualdade social e garanta o acesso a terra, educação, moradia e saúde a todos, e não apenas a uma minoria.

FOLHA - Algum nome para as eleições de 2010 anima o movimento?
STEDILE - O MST preserva sua autonomia. Nossos militantes participam das eleições como qualquer cidadão. Infelizmente, cada vez que chega o período eleitoral, a direita se assanha para enquadrar as candidaturas contra o MST e a reforma agrária. Esse pedido de CPI tem apenas motivação eleitoral. O [deputado Ronaldo] Caiado [líder do DEM na Câmara] confessou que o objetivo da CPI é provar que o governo repassa dinheiro para o MST fazer campanha para a Dilma [Rousseff], o que é ridículo.

Reconceituar o Jornalismo

É preciso reconceituar o Jornalismo
Por Marcelo Salles, 07.10.2009 http://www.fazendomedia.com/?p=1030
Lendo o artigo do Mário Augusto Jakobskind, que será publicado amanhã, fiquei pensando: é preciso reconceituar o Jornalismo. Não faz mais nenhum sentido chamar de Jornalismo o que fazem as corporações de mídia. Quem se preocupa com o lucro em primeiro lugar não é uma instituição jornalística. Não pode ser. Quando uma empresa passa a ter como principal meta o lucro, essa empresa pode ser tudo, menos uma instituição jornalística. E aí não importa a quantidade de estrutura e dinheiro disponível, pois a prática jornalística é de outra natureza. Exemplo: eu posso passar uma semana no Complexo do Alemão com um lápis e um bloco de papel. Posso chegar até lá de ônibus. Posso bater o texto num computador barato. Mesmo assim, se a publicação para onde escrevo for jornalística, vou ter mais condições de me aproximar da realidade do que uma matéria veiculada pelas corporações de mídia. Essas podem dispor de toda a grana do mundo, de carro com motor ista, dos gravadores mais caros, das melhores rotativas, de alta tiragem e de toda a publicidade que o dinheiro pode comprar. No entanto, se não forem instituições jornalísticas, elas dificilmente se aproximarão da realidade da favela, isso quando não a distorcem completamente.

Existem outros exemplos para além da questão da favela. É o caso dos venenos produzidos pelas Monsantos da vida, que nunca são denunciados pelas corporações de mídia. Ou da retomada dos movimentos de libertação na América Latina, vistos como “ditatoriais”; a perseguição aos movimentos sociais e aos trabalhadores em geral; a eterna criminalização da política, de modo a manter as instituições públicas apequenadas frente ao poder privado. Enfim, você pode olhar sob qualquer ponto de vista que não vai enxergar Jornalismo.

Isso precisa ficar bem claro. Claro como a luz do dia. Pra que as corporações pareçam ridículas quando proclamarem delírios do tipo: “somos democráticas”, “únicas com capacidade de fazer jornalismo”, “imparciais” e por aí vai. Fazer Jornalismo não tem esse mistério todo. Em síntese é você contar uma história. Essa história deve ter alguns critérios que justifiquem sua publicação. Alguns deles aprendemos nas faculdades e são válidos; outros são ensinados, mas devem ser vistos com cautela. E outros simplesmente ignorados. Mas, no fundo, o importante é ser fiel ao juramento do jornalista profissional:

“A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na sua luta por dignidade”.

Essa frase, quase uma declaração de amor, não é minimamente observada pelas corporações de mídia. Vejamos: elas não têm espírito de missão, não respeitam nada, nem as leis, estimulam o preconceito, discriminam setores inteiros da sociedade, violam os direitos humanos e não sabem o significado da palavra “dignidade”.

Mas por que o Jornalismo é tão importante para uma sociedade? Porque hoje, devido ao avanço tecnológico dos meios de comunicação – são praticamente onipresentes nas sociedades contemporâneas –, a mídia assume uma posição privilegiada no tocante à produção de subjetividades. Ou seja, a mídia, mais do que outras instituições, adquire enorme poder de produzir e reproduzir modos de sentir, agir e viver. Claro que somos afetados por outras instituições poderosas, como Família, Escola, Forças Armadas, Igreja, entre outras, mas a mídia é a única que atravessa todas as outras.

Fica claro, portanto, que uma sociedade será melhor ou pior dependendo dos equipamentos midiáticos nela inseridas. Se forem instituições jornalísticas sólidas e competentes, mais informação, dignidade, mais direitos humanos, mais cidadania, mais respeito, mais democracia. Se forem corporações pautadas pelo lucro, ou seja, entidades não-jornalísticas, menos informação, menos dignidade, menos direitos humanos, menos cidadania, menos respeito, menos democracia.

É por isso que eu sempre digo aqui, neste modesto, porém Jornalístico espaço: as corporações de mídia precisam ser destruídas, para o bem da humanidade! Em seu lugar vamos construir instituições jornalísticas. Ponto.

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!59 de Anos de Vacaria


Atividades marcam os 159 anos de Vacaria


Nos próximos dias será realizada uma série de eventos em virtude do aniversário do município de Vacaria, que ocorre dia 22 de outubro. A Semana da Criança e do Professor acontece do dia 13 ao dia 16, nas escolas municipais, com palestras, contação de histórias e apresentações musicais.
“Cantando as Diferenças”, projeto de Santo Fagundes, sobre inclusão e acessibilidade universal na educação, será apresentado na terça-feira, dia 13, no Salão de Atos pela manhã, e à tarde, as 14h, no Centro Municipal de Eventos. Às 18h30 do mesmo dia, haverá palestra sobre o piso salarial nacional e plano de carreira do magistério, com Jussara Dutra Vieira, no clube União Operária.
O projeto “Contando História” terá apresentações a partir do dia 13, quando ocorrerá nas escolas Cecy Sá Brito, General Osório e Nabor Moura de Azevedo. Dia 14, será nas escolas Juventina Morena de Oliveira, Coronel Avelino Paim e Dom Henrique Gelain. Dia 15, quinta-feira, dia do professor, no Centro Municipal de Eventos pela manhã, haverá show musical com a turma do Nosso Amiguinho e à tarde, às 14h, será realizada apresentação da banda marcial municipal. Dia 16, sexta-feira, encerra-se o “Contando História”, nas escolas: Synval Guazzelli, Duque de Caxias e Pedro Álvares Cabral.
A escola de dança Corpo e Arte fará apresentação na praça Daltro Filho sábado, 17, as 9h30.
Também dos dias 13 a 16, a Secretaria Municipal da Saúde realiza a Semana da Alimentação. Ainda na sexta-feira, 16, às 20h será realizado o evento “Homens na Cozinha”, na avenida Militar, número 36, na antiga madeireira Minella.


Rádio Fátima AM (Jornalismo), 13/10/2009, 09h09

Livro


Resistência atrás das grades
de Maurice Politi.- Plena Editorial / Núcleo Memória
208 páginas




Lançamento em São Paulo : 24 de outubro de 2009 – a partir das 11 horas
Memorial da Resistência – Largo General Osório. 66 - Luz





Resumo da obra: Trata-se de uma obra que contém um diário escrito por ocasião da Greve de Fome que um grupo de presos políticos em São Paulo levou a efeito entre 9 de Junho e 11 de Julho de 1972 que muito pouca gente conhece e da qual quase que não há registro.
Esta greve de fome foi realizada como uma forma de resistir aos planos que tinham as autoridades da época de dividir os presos políticos em vários pequenos grupos levando-os para diversas cadeias do Estado. Ela teve duas fases.
A primeira foi de 5 dias (entre os dias 12 e 17 de maio) na cidade de São Paulo com a participação de 34 homens e 13 mulheres nos presídios Tiradentes , Casa de Detenção e Penitenciaria do Carandiru . A segunda com a participação de 32 homens somente se realizou em dois Presídios: a Penitenciaria do Carandiru e a penitenciaria de Presidente Venceslau aonde o autor estava, transferido de São Paulo em conjunto com os três freis dominicanos e mais dois companheiros , sendo que o diário foi escrito lá, acompanhando dia a dia, o que acontecia .
Esta segunda fase durou 33 dias e não foi vitoriosa, já que os presos em São Paulo continuaram separados até o ano de 1976.
Após intensa pesquisa sobre o assunto, basicamente nos Arquivos de SP (DEOPS) e também no Arquivo Nacional (Rio e Brasília), foram encontrados vários documentos que enriquecem o diário, pois mostrará também a opinião e os documentos das autoridades da época a respeito da política carcerária sobre presos políticos que se “atreviam” a resistir mesmo estando presos.
O livro também revela pela primeira vez o papel que teve um grupo de religiosos denominado “O Grupo das Sextas Feiras” nas discussões internas da Igreja que caracterizaram este período.
Finalmente a obra traz à luz as posições existentes dentro dos presídios politicos a respeito da resistência dos presos às arbitrariedades cometidas por aquelas autoridades que comandavam a política carcerária da época.

A obra contém 5 capítulos, sendo que o ‘miolo” é naturalmente o diário em si. Como capítulos adicionais o livro contem além de uma introdução pessoal , uma resenha histórica que explica o desenrolar dos acontecimentos até a eclosão da greve , comentários adicionais sobre o papel da Igreja e finalmente um epílogo que trata de analisar esta greve do ponto de vista político hoje.

O prefacio foi escrito pelo Dr. Mario Simas, ativo advogado militante na área de Direitos Humanos e defensor de vários presos políticos na época da ditadura militar. O posfácio , escrito por Manoel Cyrillo, ex guerrilheiro e preso político, também faz uma analise pessoal do livro .
A obra traz como anexos transcrição de documentos oficiais encontrados nos arquivos e fruto de arquivo pessoal assim como uma importante iconografia, alem da bibliografia.



Apresentação – 4ª de capa


Este livro conta parte importante da história da ditadura militar sob o ponto de vista dos presos políticos, homens e mulheres, que continuaram sua luta dentro das prisões políticas sem se render ao inimigo.



A partir de um diário de greve de fome, escrito numa cela da enfermaria da Penitenciária Regional de Presidente Venceslau, extremo oeste de São Paulo , em 1972, feita para impedir a separação e a repressão dos combatentes encarcerados, é contado o cotidiano das pessoas presas por um Estado que sequer admitia a existência de presos políticos.

Resgatado 37 anos depois e transcrito na íntegra, tal qual foi escrito na época, somam-se a esse diário vários documentos importantíssimos, nunca antes publicados ou que nunca foram analisados adequadamente, para entender o que movia os repressores na sua sanha e quem eram os militantes contra a ditadura.



A lógica da repressão e as muitas tentativas de quebrar a determinação de continuar o combate, mesmo presos, contra um regime ilegal e ilegítimo surgem nitidamente neste livro, que desnuda as diferenças políticas daquelas pessoas nas mãos do inimigo.

Resistência atrás das grades é um retrato fiel de uma época cruel. Acima de tudo, este livro mostra que a generosidade de uma geração de brasileiros foi maior do que a barbárie do terrorismo de Estado, implantado com o golpe de Estado em 1964.





O Autor




Maurice Politi, nascido no Egito e orgulhoso de ser brasileiro, filho de judeus fugidos da intolerância do Oriente Médio, militante esquerdista com claro senso de justiça e direitos, preso, torturado, mantido preso por quatro anos seguidos e expulso do país pela ditadura militar, tem em sua história a síntese de tudo o que foi nosso país durante os tempos sombrios de repressão política.



Obrigado a viver fora de seu país e longe de seu povo, rodou o mundo para retomar sua vida normal e voltou ao Brasil. Nunca deixou o passado ser esquecido ou tornado insignificante.



O jovem Maurice participou da greve de fome de alguns dos presos políticos de São Paulo , em 1972, e fez um detalhado diário de todo o processo que levou a um protesto inicial de seis dias sem ingerir alimentos, seguido de outro de 33 dias de luta contra a repressão nas prisões políticas.


-----Anexo incorporado-----


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Elzita Santa Cruz

Companheiros (as) segue materia com ELZITA SANTA CRUZ, veiculada no Jornal do Commercio, referente ao seu 96º aniversário, que será um ato político pela abertura dos arquivos da ditadura conforme a própria Elzita noticiou na entrevista

Marcelo Santa Cruz


http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350332.php


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MEMÓRIA POLÍTICA
O presente que Elzita espera
Publicado em 11.10.2009

Sem perder o humor, Dona Elzita Santa Cruz completa 96 anos na próxima quarta. Homenagens devem virar ato pela abertura dos arquivos da ditadura

Gilvan Oliveira
goliveira@jc.com.br

Na próxima quarta-feira (14), Elzita Santa Cruz Oliveira comemora seu 96º aniversário, mas seu maior desejo não será atendido: a abertura de todos os arquivos militares do período da ditadura (1964/1985). Nada que tire seu habitual bom humor. “Vou aproveitar e pedir ao presidente Lula de novo. Queria que ele abrisse os arquivos, senão eu não vou ver. Não é possível que eu vá fazer 100 anos, né?”, brinca. Ela já havia feito o pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva há dois anos, no Palácio do Planalto, numa cerimônia em homenagem às vítimas de violência durante a repressão. Dona Elzita ficou conhecida por ser mãe do funcionário público Fernando Santa Cruz, ex-militante da Ação Popular Marxista-Leninista (APML), vítima de um dos mais intrigantes desaparecimentos operados pela repressão, em 1973, então com 26 anos. Depois disso, ela se acostumou a ser um símbolo e viver uma vida sem fronteiras entre a vida privada e a política. A comemoração pelo seu aniversário que o diga.
Na quarta, em Olinda, a festa pelo aniversário de Dona Elzita vai além das homenagens de parentes, amigos e admiradores. Ganhará feições de ato político. Será celebrada uma missa, às 19h, na capela de São Joaquim, no bairro de Jardim Atlântico. Logo em seguida, será servido um coquetel. Vítimas e parentes de vítimas da repressão e militantes de direitos humanos devem aproveitar o evento e reforçar o coro pela abertura total dos arquivos da ditadura. Uma das presenças mais significativas será a da viúva do fundador da Aliança Libertadora Nacional (ALN), Carlos Marighella, Clara Charf, de 85 anos. A secretária de Direitos Humanos do Recife, Amparo Araújo, viúva de Luiz José da Cunha, o comandante Crioulo, militante da ALN, confirmou presença. O ministro da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foi convidado, mas não tinha confirmado sua vinda até a última sexta-feira.

O pedido de abertura sem restrições vem em contraposição à postura adotada pelo governo brasileiro. Em maio, o presidente Lula enviou ao Congresso projeto de lei para regular a divulgação de documentos públicos. Ele mantém o sigilo para os documentos que tratam de informações que coloquem em risco a defesa à soberania ou à integridade do território nacional, que tratem de negociações ou relações internacionais, planos e operações estratégicas das Forças Armadas, autoridades nacionais, estrangeiras e familiares e atividades de inteligência. Nesse bojo, a família Santa Cruz acredita que podem permenecer secretos dados sobre o que aconteceu a Fernando. No próprio governo, há divergências. O ministro Paulo Vannuchi já se pronunciou a favor da divulgação de documentos que tratem de desaparecidos políticos, seja qual for sua condição.

Em 1973, dona Elzita morava em Olinda e seu filho Fernando, em São Paulo (SP). Ele, a esposa, Ana Lúcia Valente, e o filho de dois anos de idade, Felipe, foram passar o Carnaval no Rio de Janeiro. O casal militava na APML e lá iria se reunir com outros integrantes do grupo. Em 23 de fevereiro daquele ano, Fernando junto com o amigo e companheiro da APML, Eduardo Collier, foram detidos por agentes do DOI/Codi e nunca mais vistos. Em 14 de março de 1974, buscando saber do paradeiro de Fernando e Eduardo, as duas famílias foram ao DOI-Codi em São Paulo. O carcereiro de plantão, conhecido como Marechal, confirmou que eles estavam presos ali, só podendo receber visitas no domingo, dia 17. Foram deixados, então, para eles, objetos de uso pessoal. Mas, no domingo, esses objetos foram devolvidos e as famílias foram informadas que se tratava de um engano: os dois não estavam lá detidos. E nesses 35 anos, não há qualquer indício do paradeiro da dupla nem dos seus corpos, o que transformou Fernando Santa Cruz em um dos principais símbolos de vítima da violência na ditadura.

Dona Elzita escreveu cartas ao então ministro da Justiça, Armando Falcão, noticiando o ocorrido com o filho. Sem respostas. Levou o caso então à Organização dos Estados Americanos (OEA). O governo respondeu à OEA, em 1975, que não havia registros oficiais da detenção de Fernando. Tudo que lhe chegou de informação do filho até hoje foi o comentário que um médico do Exército – ela não disse o nome – fez ao seu marido, o médico-sanitarista Lincoln de Santa Cruz Oliveira, pai de Fernando, falecido em 1986. “Ele era amigo de (Lincoln) Santa Cruz e disse o seguinte: ‘tu não tens esperança na volta do teu filho porque eles (agentes da repressão) estão colocando os presos num avião e jogando no mar...’ E eu acho que é a verdade mesmo”, se resigna. Por esse motivo, Dona Elzita diz, sem amargura, não crer que encontrem o corpo do filho. Mas afirma, com esperança, acreditar que vai encontrar em documentos oficiais a verdade do que foi feito com Fernando naquele sábado de Carnaval, 23 de fevereiro de 1973.


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Quando ela mentiu para tirar o título
Publicado em 11.10.2009

Elzita Santa Cruz ganhou notoriedade com o desaparecimento do filho Fernando Santa Cruz. E se orgulha disso. Mas sua inserção na política não pode ser creditada só a esse fato. Dona Elzita revela que sempre gostou da militância. Só não imaginava que ela iria ganhar tamanha repercussão. “Não imaginava tanta política na minha vida. Mas toda a vida eu gostei dela”, afirma. É tanto que ela fala com orgulho de suas façanhas e precocidade.

Nascida em Palmares (Mata Sul), Dona Elzita, filha de um senhor de engenho, lembra que na adolescência admirava o líder comunista Luís Carlos Prestes. Lia os jornais da época com especial interesse por política. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde tirou o primeiro título de eleitor. “Foi através da Igreja. Na época, o padre falou que iria ajudar a quem quisesse tirar o título. Mas, antes, ele perguntava em quem a gente ia votar, porque ele não iria tirar título de quem votasse em comunista. Eu menti só para tirar o documento”, conta. Além de se orgulhar da façanha, Dona Elzita também se orgulha de ter sido a primeira mulher de sua família a votar, em 1945.

Com a ditadura, dona Elzita experimentou o lado amargo da repressão. Apesar de ficar conhecida pela morte do filho Fernando, seu primeiro revés veio pela militância estudantil do filho Marcelo Santa Cruz, hoje vereador de Olinda pelo PT. Ele teve o diploma de Direito cassado em 1969 e chegou a ser detido. Em seguida, veio um revés maior: a filha Rosalina Santa Cruz, hoje assistente social em São Paulo. Em 1972, ela foi presa por militar na Val-Palmares, grupo armado que lutava contra a ditadura. “Não tive notícias dela por quatro meses. Quando foi visitá-la na prisão, estava com 38 quilos e tinha sofrido um aborto”, afirma dona Elzita, que teve 10 filhos do casamento com o médico Lincoln Santa Cruz.

Com a redemocratização, dona Elzita passou ela mesma a militar. Foi uma das fundadoras do PT no Estado, em 1984. Ainda hoje coordena as campanhas do filho Marcelo em Olinda. Pelo conjunto da obra dela e dos filhos, foi uma das três personagens das inserções na TV do programa Memórias Reveladas, do governo federal, exibidas desde o último dia 27. O objetivo é estimular pessoas a repassarem informações ao governo sobre militantes políticos desaparecidos na ditadura.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350333.php

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Homenageada como símbolo da luta pela Paz
Publicado em 11.10.2009

Na mesma semana em que Elzita Santa Cruz comemora 96 anos de vida, o Ministério da Cultura (Minc) lança, no Recife, uma exposição fotográfica que vem como uma homenagem a ela. Intitulada 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, a exposição traz fotos das mulheres de 150 países que serviram como personagens do livro homônimo lançado em 2005 para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz. Estão presentes no grupo 52 brasileiras, sendo cinco pernambucanas. E entre elas, dona Elzita.
A obra foi organizada pela associação suíça Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, com o apoio da Unesco. O objetivo era agraciar as 1000 mulheres em um único ano por suas lutas contra a violência e a discriminação, a opressão e a miséria. O comitê do Nobel não as premiou. Mas o projeto ganhou desdobramentos. Entre eles o da exposição de fotos, que acontecerá de 15 a 25 de outubro na representação regional Nordeste do Minc, na Rua Bom Jesus, no Recife Antigo. As outras pernambucanas fotografadas na exposição são: Givânia Maria da Silva, líder quilombola em Conceição das Crioulas, em Salgueiro, Lenira Maria de Carvalho, presidente de honra do sindicato estadual das trabalhadoras domésticas, Zenilda Maria de Araújo, viúva do cacique Chicão, assassinado em 1998 em Pesqueira, e Vanete Almeida, coordenadora da Rede de Mulheres Rurais.

Outra homenagem à dona Elzita está sendo preparada pela família, coordenada pelo vereador Marcelo Santa Cruz. Ele tenta reeditar o livro Onde Está Meu Filho? Escrita pela jornalista e ex-deputada Cristina Tavares, pelos jornalistas Gilvandro Filho e Jodeval Duarte, Glória Brandão e pelo sociólogo e ex-preso político Francisco de Assis, com colaboração do jornalista Nagib Jorge Neto, a obra foi lançado em 1984 pela editora Paz e Terra em edição única, que rapidamente se esgotou. A editora encerrou suas atividades. Marcelo informou que negocia junto à Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), do governo do Estado, uma publicação da obra ampliada e revisada. O livro relata o drama dos familiares e amigos com o desaparecimento de Fernando Santa Cruz. Marcelo acredita que até o fim do ano terá uma definição sobre esse projeto.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350334.php

MATÉRIAS VINCULADAS
Quando ela mentiu para tirar o título
Homenageada como símbolo da luta pela Paz



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Kaká perde o Controle do Carro

notícias/Acidente Kaká


Do G1, em São Paulo



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Jogador Kaká perde controle do carro, atinge loja e cinco ficam feridos.
Veículo de Kaká bateu em uma lanchonete na Itália. Vítimas tiveram apenas ferimentos leves.


Cinco pessoas ficaram feridas depois que o carro de Kaká perdeu o controle e atingiu uma lanchonete em Milão, na Itália, na madrugada desta sexta-feira (09).

Um paparazzi que seguia o jogador, filmou o momento da colisão e a reação de Kaká. O vídeo ja esta pela internet e pode ser visto através do link abaixo.


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Saiba mais

Editorial de Opinião

* Como sempre nós do Blog do Jornal Negritude fizemos as transformações descobrimos novas ferramentas de trabalho para qualificar o nosso Blog. Agora você leitor (a) tem uma nova opção de conhecer melhor o nosso trabalho.
* No dia 09 de Outubro/2009 esteve em nossa cidade o Grupo de Reggae Cidade Negra do RJ, conseguimos uma entrevista exclusiva com o novo vocalista da Banda que substituiu o Toni Garrido, o Alexandre Massau que gentilmente nos atendeu no Hotel Pampa de Vacaria/RS. Logo publicaremos a sua entrevista neste Blog.
Paulo Furtado
Editor
Veja as outras edições do Jornal Negritude
em http://jornalnegritude.blog.terra.com.br

Canção de Michael Jackson


Divulgada canção inédita de Michael Jackson em seu site
Seg, 12 Out, 07h07



Redação Central, 12 out (EFE).- A nova canção do "rei do pop", Michael Jackson, "This Is It" pode ser ouvida a partir de hoje no site oficial do cantor morto no último dia 25 de junho.

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"This Is It" não só é o título deste single póstumo de Michael Jackson, mas também de um filme que a Sony Pictures estreará nas salas de cinema em 28 de outubro e do duplo CD que será lançado um dia antes.


"This Is It", é o duplo CD com a música que inspirou o filme sobre Michael Jackson de mesmo título.


O CD1 contém as canções originais de Michael Jackson, muitos de seus grandes sucessos, reunidos e ordenados na mesma sequência na qual aparecem no filme, segundo informa o site oficial do artista.


O disco acaba com duas versões da música inédita. Esta canção está na sequência final do filme e inclui coros cantados pelos irmãos de Michael.


O CD2 traz versões nunca publicadas de alguns dos clássicos do artista. Também inclui um poema inédito de Michael Jackson intitulado "Planet Earth".


Além disso, vem acompanhado de um livreto especial de 36 páginas com fotos exclusivas de Michael Jackson durante seus últimos ensaios.


O filme, previsto para permanecer nas salas de cinema por duas semanas, oferece aos fãs de Michael Jackson imagens únicas do artista durante os testes, no processo de criação, desenvolvimento e aperfeiçoamento dos shows que deviam começar em julho de 2009 no O2 Arena de Londres, com todas as entradas vendidas.


Por assim dizer uma crônica de abril a junho, o filme foi realizado e produzido com o apoio de Michael Jackson e montado a partir de mais de cem horas de material rodado, com o cantor ensaiando várias canções para o espetáculo e tomadas únicas.


De uma maneira "crua e sincera", "This Is It" retrata o grande artista durante a intensidade de seu trabalho, refletindo seu afã perfeccionista para conseguir o melhor espetáculo, segundo a informação divulgada em www.michaeljackson.com. EFE