Rádio WNews

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eleições 2010

A intoxicação mediática na batalha eleitoral

João Quartim de Moraes *
 
De caso pensado (porque bobos não são), os donos dos jornais e os plumitivos a seu serviço confundem o poder de imprimir com a liberdade de expressão. Nos jornais em que eles mandam, só se escreve o que eles deixam, só se expressa o que eles permitem. As “notícias” que divulgam são tão manipuladas quanto a escolha de seus articulistas e colunistas. A maioria destes defende compactamente, alguns agressivamente, o ponto de vista e os interesses da direita liberal/pró-imperialista. Como porém a importância de um jornal está diretamente relacionada com o número de seus leitores, os magnatas da mediática “abrem espaço” para opiniões diferentes, persuadindo os ingênuos de que são “pluralistas”. Entre os colaboradores mais ou menos (em geral mais para menos do que para mais) “alternativos” figuram dois políticos defensores do verde: F. Gabeira e Marina Silva, articulistas da Folha dita branda.

Mas o apoio unânime que Marina tem recebido por parte do cartel mediático não há de ser principalmente motivado pelo desejo de proteger os micos-leões dourados, lobos-guará e outras espécies em extinção. Mesmo porque ela é, como dizem os gringos, “only the second best” da direita bicéfala (PSDEMB). O problema é que o candidato desta, “the first best”, continua sem fôlego para subir a serra de um eventual 2º turno; a última esperança da direita é que a candidata da “onda verde” arranque uns pontinhos suficientes para deixar Dilma aquém de 50,01% dos votos válidos, impedindo-a de ser eleita logo no primeiro turno.

Explica-se assim o caráter crescentemente provocador, em alguns casos no limite da histeria, assumido pela campanha do bloco neoliberal. O senador ultra-reacionário Borrausen (ou coisa parecida), que há alguns anos atrás queria “acabar com a raça do PT”, agora mandou Lula “lavar a boca”, num ato evidente de projeção psicopatológica, já que é ele o especialista em vomitar impropérios. Mas o ataque mais compacto vem da tropa de choque mediática. Criptofascistas, “democratas” tartufos, bonecos de mola da direita cavernícola, às ordens dos donos da Veja, da Folha, do Estadão, da Rede Globo et caterva, aceleram a escalada das baixarias e intensificam o fustigamento da candidata apoiada por Lula.

Na campanha presidencial de 2002, Serra apelou sem sucesso para o argumento do medo: se Lula vencesse, voltaria a hiperinflação e com ela o caos econômico e as convulsões sociais. Lula venceu, sem que nenhuma das previsões catastróficas dos urubus da direita tenha se verificado. Em 2010, o candidato da reação neoliberal começou a campanha evitando recorrer ao mesmo método. Mas diante da derrota iminente, ele e sua tropa, com forte apoio dos profissionais da intoxicação mediática, partiram para o ataque histérico. Dez dias antes das eleições de 3 de outubro, esses ventríloquos do medo promoveram duas iniciativas, uma no Rio de Janeiro, outra em São Paulo, com objetivos sombriamente convergentes.

No Rio, o Clube Militar, “preocupado com o panorama político brasileiro”, deu um rosnado de alerta, promovendo um “Painel” com tema sugestivo: "A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão". Em geral esse Clube se manifesta para defender a impunidade aos torturadores e elogiar o golpe de 1964. Teria mudado de atitude? Infelizmente, não. O ele que pretende é atribuir ao "Foro de São Paulo" a “intenção” de restringir a liberdade de expressão nos países latino-americanos, inclusive no nosso”. Os “processos de intenção” têm atrás de si uma longa e tenebrosa história, boa parte da qual nos porões da ditadura. Quanto ao fundo, não surpreende que os militares reacionários chamem liberdade de expressão o monopólio exercido sobre os grandes meios de comunicação pelos magnatas da desinformação. Afinal, não são ingratos: não esqueceram do decisivo apoio que esses magnatas prestaram ao golpe de 1964.

Em São Paulo, um pelotão composto, segundo o Estadão (que lhes esposou a causa, se é que não a estimulou) de "juristas, acadêmicos e artistas, além de políticos tucanos", mas integrado também por jornalistas e outros intelectuais da direita, lançou um Manifesto em Defesa da Democracia, que se abre em tom grandiloquente: “Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano. Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo”. A primeira frase chafurda no óbvio. A segunda apenas exibe a mesquinharia liberal do Manifesto. Contrariamente ao que pretende a direita (tanto a pós-moderna quanto a cavernícola), é o povo que é corpo e “alma” da Constituição. Ele é a fonte de todos os poderes, inclusive o poder constituinte originário, o mais fundamental de todos, que é anterior a toda e qualquer instituição. Consta que um dos manifestantes, o jurista Miguel Reale Júnior, chegou a afirmar que "Lula age como um fascista". Que ironia! Nos anos 1930, Miguel Reale Sênior foi um dos principais teóricos do integralismo, versão brasileira do fascismo. Foi nomeado em 1941, em pleno Estado Novo, sob protesto dos estudantes anti-fascistas, catedrático de Filosofia do Direito da mesma Faculdade em que se reuniram os “democratas” do medo.

É exatamente no momento em que o povo se prepara para exercer pelo sufrágio universal a autoridade suprema que lhe cabe sobre a coisa pública que o bloco militar/mediático/liberal faz ressoar as trombetas do Apocalipse. Comprova-se que a única ameaça à democracia provém dos que se consideram ameaçados pelo veredicto das urnas.

* Professor universitário, pesquisador do marxismo e analista político.

 

Cláudio Lembo, a Bob Fernandes: “A mídia se engajou, a mídia tem um candidato”

por Bob Fernandes

“Dramático será o dia 4 de outubro, porque não teremos mais partidos políticos, só um movimento social coordenado pelo hoje presidente Lula(…) A mídia está engajada e tem um candidato, o Serra, com isso se perdeu o equilíbrio e é desse embate que nasce a intranquilidade, mas ela é transitória”.
A análise é do ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, em conversa com o portal Terra na manhã desta quarta-feira (15). Atual secretário municipal dos Negócios Jurídicos de São Paulo, Cláudio Lembo, do DEM, enfrentou uma gravíssima crise: a dos ataques do PCC em maio de 2006, quando era o governador do Estado.
Então, em meio ao embate com o Primeiro Comando da Capital, Lembo disse em entrevista ao Terra Magazine viver um momento de “catarse” depois de ter sido instado “pela burguesia” – também “hipócrita” – a valer-se do “o olho por olho” na reação aos ataques do PCC. Ainda à época desabafou com a colunista Mônica Bergamo:
“Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa”.
Quatro anos depois, nova eleição presidencial e o ensaio de uma crise política.
Erenice Guerra, chefe da Casa Civil fustigada por denúncias, assina uma nota oficial e chama José Serra, do PSDB, de “candidato aético e já derrotado”. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, evoca o líder fascista Mussolini ao referir-se ao presidente Lula como “chefe de uma facção”. Lula, por seu lado, prega “extirpar o DEM” e os Bornhausen, cujo chefe, Jorge, já defendeu um dia “acabar com essa raça”, a do PT.
Diante desse cenário, o Terra ouviu o ex-governador de São Paulo. Abaixo, a conversa.
Terra – Nas últimas horas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso evocou Mussolini para se referir ao presidente Lula, o ex-dirigente do DEM, Jorge Bornhausen, aconselhou o presidente Lula a “não ingerir bebida alcoólica antes dos comícios”, palavras dele, sendo de Bornhausen a famosa frase sobre o PT, “vamos acabar com essa raça”. O presidente agora devolveu falando em “extirpar o DEM”, e a chefe da Casa Civil fez uma nota oficial chamando o candidato da oposição de “aético e já derrotado”. Como o senhor, experimentado também em crises, vê isso?
Cláudio Lembo – É interessante porque a campanha ocorria com normalidade. E abruptamente aconteceram situações novas. Todas, quase todas, nasceram no ventre do próprio governo. Não foi a oposição que criou a complexidade da Casa Civil. Portanto, o que está se vivendo nasce também de equívocos do próprio governo.
Terra – Como o senhor interpreta o cenário todo?
Lembo – É transitório e próprio dos momentos que se aproximam da eleição….mas o dramático será no dia 4 de outubro.
Terra – Por quê?
Lembo – Porque não teremos mais partidos políticos, só um movimento social coordenado pelo hoje presidente Lula, o que é ruim para a democracia. Ou seja, o partido que é coordenado pelo presidente da República sobreviverá muito mais como movimento social do que como partido, porque ele não é orgânico.
Terra – E a oposição?
Lembo – A oposição terá um resultado mau, muito ruim no pleito, e sai sem voz, sem maior possibilidade de apontar os erros do governo, de ser e fazer oposição. Também por erros da própria oposição.
Terra – E o papel da mídia? Qual é, qual deveria ser?
Lembo – A mídia se engajou, a mídia tem um candidato…
Terra – Qual candidato?
Lembo – O candidato do PSDB, o Serra…
Terra – E qual a consequência disso? Isso esquenta a conversa de botequim das últimas horas, isso…?
Lembo – … A mída está engajada, tem um candidato que é o Serra e com isso se perdeu o equilíbrio, vem o desequilíbrio, é desse embate que nasce a intranquilidade… mas ela é transitória. Havendo só um grande vencedor no pleito, que é o movimento social, e estando a mídia engajada como que está… disso nasce essa intranquilidade.
Terra – Quando se chega a termos como “Mussolini”, “candidato aético já derrotado” e “bêbado…”
Lembo – Isso está fora dos preceitos democráticos e muito além do tom…

 
 


As conspirações da CIA e a mídia
"A CIA tem o direito legítimo de se infiltrar na imprensa estrangeira. Ela tem a missão de influir, através dos meios de comunicação, no desenlace dos fatos políticos em outros países".
Willian Colby, ex-diretor-geral da agência de inteligência dos EUA.
Presidente Salvador Allende, 11 de Setembro de 1973
Presidente Salvador Allende, Chile,
11 de Setembro de 1973
A sinistra CIA, a agência de espionagem e sabotagem dos EUA, acaba de divulgar vários documentos até então classificados como ultra-secretos. Eles compõem os arquivos sugestivamente chamados de "jóias da família", apelido que designa algumas operações ilegais deste organismo que causam constrangimento ao governo ianque. São 11 mil páginas que revelam as ações terroristas do imperialismo em várias partes do planeta entre os anos 50 e 70. Os documentos comprovam que esta central de "inteligência" sempre teve um papel ativo na América Latina. A desclassificação periódica destes relatórios é uma exigência legal e não significa que a CIA tenha abandonado os seus métodos espúrios de interferência em nações soberanas. No caso do Brasil, tratado na época como "maior alvo do comunismo" na região, a CIA ajudou a orquestrar o golpe militar de 1964. Um dos documentos afirma que o presidente João Goulart é "um oportunista que ascendeu ao governo com o apoio da esquerda", taxa Leonel Brizola de "líder demagogo anti-americano" e acusa o governador Miguel Arraes de ser "um pró-comunista". O texto tenta criar um clima de pânico na burguesia ao falar da "crescente influência" do Partido Comunista. Outro documento, intitulado "A igreja engajada e a mudança na América Latina", critica seu setor progressista e ataca dom Hélder Câmara, cujo "forte é fazer publicidade e exigir reformas, sem oferecer soluções práticas aos problemas que ele cria".
Máfia e assassinato de Fidel Castro
Na época, no auge da chamada "guerra fria", a maior preocupação dos EUA e de sua agência era com o aumento da influência da revolução cubana. Os documentos confirmam que a CIA se aliou à máfia para tentar envenenar o líder Fidel Castro. Um deles dá detalhes da contratação do ex-agente Robert Maheu para realizar "uma ação do tipo de gângsteres", que envolveu vários chefes mafiosos, como Salvatore "Momo" Giancana, o sucessor de Al Capone. A CIA disponibilizou US$ 150 mil e forneceu seis pílulas "de alto poder letal" para assassinar o dirigente cubano. Allen Dulles, o chefão da agência, coordenou a operação terrorista pessoalmente, mas ela foi desativada devido a um grotesco incidente passional de Giancana.
Há também relatos sobre os planos da CIA para desestabilizar o governo chileno e assassinar o presidente Salvador Allende, inclusive com o uso de "empresas de fachada" para transportar armas. Outros relatórios descrevem várias operações ilegais de espionagem e sabotagem no continente, visando derrubar governos nacionalistas e destruir movimentos contrários ao dominio imperial. "Os EUA não podiam permitir uma outra Cuba no continente. Foi por isso que Kennedy, cuja diretriz da política para a América Latina era apoiar governos reformistas, apoiou ditadores", explica Mary Junqueira, professora de história da USP.
Tarjas pretas e graves omissões
Os documentos agora desclassificados revelam apenas uma pequena parte dos crimes orquestrados por esta agência. Muitos textos ainda aparecem com longas tarjas pretas; nomes e detalhes das operações ilegais são omitidos. Não há menção, por exemplo, ao famoso "manual de torturas" da CIA, com seu "método médico, químico ou elétrico", que serviu de orientação para vários ditadores no mundo. O assassinato de mais de um milhão de patriotas no golpe de 1965 na Indonésia também é excluído, assim como a brutal intervenção que derrubou o primeiro-ministro nacionalista do Irã, Mohammad Mossadegh, em 1953. Como afirma o jornal Hora do Povo, "a lista seletiva de crimes da CIA é uma operação de acobertamento"; visa limpar a imagem desta agência terrorista e de seus agentes e serviçais que continuam na ativa, inclusive na América Latina.
"O que estaria levando a famiglia Bush a divulgar estes documentos? Seria, como disse o general Michael Hayden, 'porque os documentos verdadeiramente nos permitem vislumbrar uma era muito diferente e uma agência muito diferente' e que a CIA agora tem 'um lugar muito mais forte no nosso sistema democrático dentro do poderoso referencial legal'? Ele estaria se referindo a Abu Ghraib e Guantanamo? Ou às prisões secretas no mundo inteiro, seqüestros e vôos de tortura? Ao 'Programa Talon', dirigido contra organizações anti-guerra? Ou ao grampo da internet, do correio, do telefone e até dos cartões de consulta às bibliotecas dentro dos EUA? Às "novas técnicas" de preparação para a tortura, ministradas pelo general Miller? Aos atentados e esquadrões da morte da CIA no Iraque?", questiona, com justa ironia, o jornal Hora do Povo.
Relações íntimas com a mídia
Entre as graves omissões chama a atenção o fato destes documentos não se referirem às guerras ideológicas orquestradas pela CIA através do uso enrustido dos meios privados de comunicação. Como a mídia está na berlinda na atualidade, em especial na América Latina, é compreensível que o governo Bush a mantenha sob forte proteção. Neste sentido, os documentos desclassificados agora ficam muito aquém dos relatórios produzidos em 1976 por uma comissão de investigação do Congresso dos EUA, presidida pelo senador Frank Church. No caso do sangrento golpe militar do Chile, a comissão constatou que o jornal El Mercurio recebeu milhões de dólares para desestabilizar e derrubar o governo constitucional de Salvador Allende.
"A intromissão da CIA neste periódico chegou ao extremo de infiltrar seus agentes até na diagramação. O informe Church denunciou que este organismo de espionagem contratou jornalistas, editou publicações de circulação nacional e elaborou matérias para diários, semanários e radiodifusoras, além de exportar estes 'conteúdos' para outros veículos latino-americanos e europeus", lembra o escritor chileno Hernán Uribe. Já no Brasil, há suspeitas de que a CIA financiou vários jornais e jornalistas na "cruzada contra o comunismo" durante o governo de João Goulart e que, inclusive, esteve por detrás do nebuloso acordo entre a empresa estadunidense Time-Life e a recém-criada TV Globo, na véspera do golpe militar de 1964.
Espiões e seções especiais
Se estas barbaridades ocorreram no passado, é evidente que elas não foram descartadas no presente - ainda mais quando o ocupante da Casa Branca é o terrorista e torturador confesso, George W. Bush, e a América Latina vive um processo inédito de ebulição, com a vitória de vários governos progressistas. O jogo sujo da CIA, que só poderá ser conhecido oficialmente com as novas desclassificações daqui a décadas, prossegue. Os EUA temem as mudanças no tabuleiro político na região, não confiam em seus novos governantes - nem mesmo nos mais pragmáticos e conciliadores -, não toleram o avanço dos movimentos sociais e estão bem cientes dos riscos do atual processo de integração latino-americana. A CIA continua na ativa.
Numa recente passeata da direita venezuelana contra o fim da concessão da RCTV, algumas fotos flagraram a presença do agente da CIA Bowen Rosten, de camiseta azul e óculos escuros, na sua linha de frente. Há até um vídeo no Youtube com a cena grotesca. O ex-vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, no seu programa televisivo La Hojilla, comentou: "Um dos chefes da CIA na região é mister Bowen Rosten. Estadunidense, ele fala inglês, espanhol, português e francês. Está destacado para atuar na Colômbia, opera na Nicarágua, Argentina, Bolívia, Equador e Brasil e dirige a Operação Orión [de espionagem] em nosso país... O que o governo Bush tem a dizer da ingerência na política interna deste alto funcionário da CIA?".
No final do ano passado, o presidente-terrorista Bush inclusive nomeou um diretor especial de inteligência para Cuba e Venezuela. Como denunciou o jornal cubano Juventude Rebelde, com a criação deste novo departamento "os EUA tentarão por todos os meios aumentar a presença de seus espiões nos dois países". O agente Jack Patrick Maher, com 32 anos de experiência nos serviços de espionagem, informou ao congresso dos EUA que a sua missão é "assegurar a implementação de estratégicas", com vistas à "transição" após a morte de Fidel Castro e às novas eleições na Venezuela. A criação desta seção especial da CIA coloca os dois países no mesmo nível da Coréia do Norte e Irã, nações incluídas no funesto "eixo do mal" de Bush.
Jornalistas pagos por Washington
A mesma ingerência ilegal e criminosa também prossegue na mídia da região. A advogada estadunidense Eva Golinger denunciou recentemente que a Casa Branca financia veículos e jornalistas venezuelanos. O plano da Divisão de Assuntos Educativos e Culturais visa influir na linha editorial destes órgãos. A grave denúncia se baseou em documentação oficial do governo ianque. "Lamentavelmente, existem jornalistas na Venezuela manipulados pelo Departamento de Estado dos EUA", garante a renomada advogada. A VTV, o canal estatal de Caracas, inclusive divulgou os nomes dos "repórteres" que recebem dólares de Washington: Aymara Lorenzo, Pedro Flores, Ana Villalba, Maria Flores, Miguel Angel e Roger Santodomingo.
O último deles, Roger Santodomingo, foi acusado, em maio passado, pela Justiça da Venezuela de "instigar o magnicídio [assassinato de autoridades] e receber financiamento dos EUA para desestabilizar o governo". O jornalista divulgou na televisão falsa pesquisa em que 30% da população opinava que "matar Chávez é a única solução". Com a decisão soberana do governo de não renovar a concessão da emissora RCTV, que participou ativamente do golpe frustrado de abril de 2002, a ação destes e outros "jornalistas" teleguiados pela CIA se tornou ainda mais agressiva, convocando protestos e atacando o presidente.
Larry Rohter, agente da CIA?
Mesmo no Brasil, aonde inexiste o clima de radicalização política do país vizinho, há sérias desconfianças sobre a atuação da mídia hegemônica e de alguns colunistas e ancoras da televisão. Quando da reportagem do correspondente ianque Larry Rohter, que acusou o presidente Lula de ser alcoólatra e foi ameaçado de expulsão do país, o portal Resistir publicou um artigo de Célia Ladeira com graves denúncias contra o dito cujo. No texto, a professora de jornalismo da Universidade de Brasília (UnB) dá algumas informações reveladoras. "Conheci Larry Rohter há muitos anos e convivo com pessoas que o conhecem muito bem. Portanto, não estou dizendo muita coisa nova, mas dizendo coisas que poucas pessoas estão hoje sabendo".
Entre outras acusações, ela afirma que "Larry não é só jornalista, mas um tipo de agente civil, bem pago, que faz coisas que CIA e FBI não podem fazer. Ele tem trabalhado em toda a América Latina, sempre com um caderninho de missões debaixo do braço". Informa que são comuns as suas visitas ao Departamento de Estado dos EUA. "Média de uma visita a cada ano, sem contar os almoços com gente estranha dos serviços secretos". Lembra ainda que o "jornalista" presta inúmeros serviços ao governo Bush, sempre desancando políticos e lideranças contrárias ao império, como numa reportagem em que ridicularizou a prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchu, da Guatemala, e nos inúmeros artigos contrários ao presidente da Venezuela. Outra diversão dele é escrever textos pregando abertamente a internacionalização da Amazônia.
Altamiro Borges é jornalista, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "Venezuela: originalidade e ousadia" (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição).
Fonte: NovaE

Comentário do Leitor4

Carlos Cesar Cerqueira deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bolsa Familia":

carlos cesar cerqueira said: (Thursday 23 September, 2010 )
eu tenho muitas duvidas com relação á serra pelada á pergunta é como é que o mme aceitou a pesquisa da colossus em S.P onde ela diz ter somente 33 ton de Au? sendo que a CVRD quando era ainda estatal afirma ter 150 ton de Au e gastou 150 milhãoes de dólares na dita pesquisa, o que parece que o MME é uma grande caixa preta que presiza ser feito uma grande faxina e passado a limpo .

carlos cesar cerqueira said: (Thursday 23 September, 2010 )
existe outra pesquisa feita em serra pelada , e que foi noticiada na revista o notiario do ouro em 1995, cujo o geológo Dr fucio mukarame , que atualmente faz parte da diretoria do sindicato dos geólogos de São Paulo é quem fez esta pesquisa, e afirma que as reservas de ouro de serra pelada onde á CVRD diz ter 150 ton de AU ele afirma ter 200 ton de Au, e apenas 20 metros abaixo desta cota isto representa apenas 2% do total da reserva que poderá ultrapassar 10.000 mil TONELADAS sem contar os outros mineiros, a meu ver se o MME não sabe realmente sobre o potencial de ouro de serra pelada ele pode fechar as portas é melhor do que servir de cabide de emprego e alimentar um ninho de corrupto .



Postado por Carlos Cesar Cerqueira no blog Jornal Negritude em 27 de setembro de 2010 12:36

Comentário do Leitor 3

Carlos Cesar Cerqueira deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bolsa Familia":

carlos cesar cerqueira said: (Thursday 23 September, 2010 )
eu tenho muitas duvidas com relação á serra pelada á pergunta é como é que o mme aceitou a pesquisa da colossus em S.P onde ela diz ter somente 33 ton de Au? sendo que a CVRD quando era ainda estatal afirma ter 150 ton de Au e gastou 150 milhãoes de dólares na dita pesquisa, o que parece que o MME é uma grande caixa preta que presiza ser feito uma grande faxina e passado a limpo .

carlos cesar cerqueira said: (Thursday 23 September, 2010 )
existe outra pesquisa feita em serra pelada , e que foi noticiada na revista o notiario do ouro em 1995, cujo o geológo Dr fucio mukarame , que atualmente faz parte da diretoria do sindicato dos geólogos de São Paulo é quem fez esta pesquisa, e afirma que as reservas de ouro de serra pelada onde á CVRD diz ter 150 ton de AU ele afirma ter 200 ton de Au, e apenas 20 metros abaixo desta cota isto representa apenas 2% do total da reserva que poderá ultrapassar 10.000 mil TONELADAS sem contar os outros mineiros, a meu ver se o MME não sabe realmente sobre o potencial de ouro de serra pelada ele pode fechar as portas é melhor do que servir de cabide de emprego e alimentar um ninho de corrupto .



Postado por Carlos Cesar Cerqueira no blog Jornal Negritude em 27 de setembro de 2010 12:36

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Comentário do Leitor 2

Carlos Cesar Cerqueira deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bolsa Familia":

carlos cesar cerqueira said: (Thursday 23 September, 2010 )
À biblia o livro dos sábios; diz em Romano 1. 18 que; A ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que pela injustiça detém a verdade. carlos cesar cerqueira.



Postado por Carlos Cesar Cerqueira no blog Jornal Negritude em 27 de setembro de 2010 12:39

Comentário do Leitor

Carlos Cesar Cerqueira deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Bolsa Familia":

APROCASE pede apoio ao Ministério público federal
Ao ministério Publico federal D.F
Exmo Srs. Promotores da justiça
Na qualidade de garimpeiro cooperativado de Nº 00248 e vice Presidente da Aprocase Associação dos Proprietários de cata de Serra Peladas venho respeitosamente fazer mais uma denuncia que considero gravíssima envolvendo os Garimpeiros de Serra Selada , COOMIGASP e a empresa Colossus empresa Canadense sua “parceira’’, depois de assistir uma matéria no Jornal da TV Record sobre Serra Pelada confesso que fiquei frustrado e indignado ao assistir a entrevista feita com um dos diretores da COOMIGASP, onde ele confessa publicamente, e escancaradamente, como é que foi feito para ser aprovada as assembléias em Serra Selada favorecendo a aprovação do mega contrato, a colossus na qual ela ficara com 75 % do ouro produzido e a Coomigasp com 25% o que me parece ser inconstitucional segundo a colossus são só “33 toneladas de ouro”existente La em Serra peladao que não concordamos e, defender interesses escusos,o diretor da COOMIGASP confessou ao vivo perante uma câmera de televisão da Record quem é que patrocinou vários ônibus ,comidas e hospedagem em Serra Pelada para milhares de garimpeiros vindos de toda região do Pará , Maranhão e região ele afirmou.e é sabido por todos garimpeiros
que é a empresa Colossus! isto e algo muito grave, ilegal, imoral, digno de ser tudo anulado. A COOMIGASP não tem a mínima condições ética moral, credibilidade, e de confiança, contumaz prestar conta aos seus 43.000 mil associados sobre a produção do ouro que a Colossus vier a produzir futuramente e fazer todos os repasses aos garimpeiros corretamente, é um mistério cercado de duvidas .



Postado por Carlos Cesar Cerqueira no blog Jornal Negritude em 27 de setembro de 2010 12:41

Violência em Vacaria RS

A Vacaria dos Pinhais parece que deixou de ser uma cidade tranquila e pacata. Mais uma vez Av. Moreira Paz onde jovens e adultos se reúnem nos bares para supostamente se divertirem e baterem um papo está se tornando o palco de brigas de marginais. Mas parece que a Segurança Pública de nossa cidade se omite de tomar as providências com aqueles locais alguns estabelecimentos que somente juntam marginais e nada trazem de útil para a nossa sociedade. As páginas policiais está cheio de ocorrências de brigas na tal Avenida uma parte dela frequentados pelas elites e outra parte para alguns jovens pobres e até de marginais de ambas as classes sociais. Mas u m jovem esta  hospital gravemente ferido. Até quando os pais verão seus  filhos vitimas desses marginais que atacam os outros em grupos. Mas infelizmente estão aí abrigados pela lei. Deveria no Brasil se punir Juízes que absolvem e facilitam que marginais fiquem soltos como fera nas nossas ruas. Mas estamos longe no país das maravilhas de Dilma e Lula ver uma justiça verdadeira neste país. Para nós só nos resta esperar pela Justiça Divina.

Debate da Band


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JOSÉ ARRUDA SERRA – O QUIABO TUCANO


Laerte Braga


O site do TERRA revela que ao ser mencionada a fuga de um dos tesoureiros de José Arruda Serra para o exterior com quatro milhões da campanha do tucano, houve um princípio de pânico entre os partidários do candidato presentes ao debate entre ele e Dilma Roussef.

O senador eleito (São Paulo) Aluísio Nunes retirou-se imediatamente do local a conselho do marqueteiro de Arruda Serra. O objetivo foi o de evitar perguntas da imprensa ao fim do debate.

O candidato, atônito com a denúncia de Dilma, demorou alguns segundos para ensaiar uma justificativa e como sempre não disse nada em torno do assunto, aliás de assunto ou tema algum. Tergiversou como disse sistematicamente Dilma Roussef. Só se refez depois de olhar para o marqueteiro e dois assessores, quando, naturalmente, recebeu sinais combinados sobre o que falar ou como fazer.

Paulo Vieira de Sousa, ex-integrante do governo Arruda Serra em São Paulo fugiu com quatro milhões arrecadados entre empreiteiras que participam de obras públicas naquele estado.

Conhecido como Paulo Preto, o dito foi diretor de Engenharia de Desenvolvimento Rodoviário S/A (DERSA), empresa pública responsável por várias obras viárias do governo paulista. A própria revista VEJA, um dos principais bastiões de Arruda Serra o classifica como o “homem bomba do PSDB” (matéria publicada em maio deste ano).

VEJA jamais poderia imaginar que esse “erro de cálculo” viesse a ser tratado na campanha presidencial. À primeira vista um aliado que deu um golpe no candidato. No duro mesmo, de onde veio o dinheiro?

Paulo Preto e o senador eleito Aluísio Nunes (ex-ministro do governo FHC) eram amigos há mais de vinte anos e foi Aluísio quem o apresentou ao esquema tucano de caixa dois. Aluísio e Paulo eram tão próximos que Paulo ajudou Aluísio a comprar o seu apartamento. E foi Aluisio, que à época pretendia candidatar-se ao governo de São Paulo, que apresentou Paulo a empreiteiros empresários paulistas de um modo geral.

O prejuízo tucano no caixa dois já estava em níveis insuportáveis desde que Susana Richtofem matou seus pais e não restituiu o dinheiro em contas no exterior em seu nome, enviado pelo pai em esquema de caixa dois, lógico, típico de tucano.

A revista ISTO É publicou matéria de capa onde líderes do PSDB acusam Paulo preto de ter arrecadado dinheiro junto a empresários e não ter entregue ao partido. Vale dizer o arrecadar é o de menos, o não entregar ao partido é o demais. O fato levou um diretor de uma das empreiteiras responsáveis pela construção do RODOANEL a dizer que “não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o interlocutor do Aluísio junto aos empresários”.

No curso do debate Dilma Roussef quis saber de Arruda Serra sobre a privatização da PETROBRAS. Processo que FHC iniciou e Lula deteve.

Fiel ao seu estilo quiabo de não responder nada, apenas escapar de temas delicados, o candidato tucano disse que essa história de privatizações é “trololó” que o PT inventa em todas as eleições.

Como não foi capaz de dizer se vai ou não privatizar, saiu pela tangente e a candidata Dilma deixou claro que não vai privatizar a empresa, é óbvio que Arruda Serra vai privatizá-la e não quer assumir essa responsabilidade publicamente, já que sua campanha, sua candidatura, são mentiras destinadas a iludir os brasileiros e a trazer de volta o passado na forma de um novo FHC.

José Arruda Serra, no costumeiro mau caratismo tucano, sequer foi capaz de defender sua mulher Mônica, quando Dilma disse que a esposa de Arruda Serra chama a bolsa família de “bolsa esmola”. Engoliu em seco e deve ter achado mais fácil se desculpar depois com D. Mônica, do que explicar um fato inexplicável, até porque tem feito promessas mirabolantes sobre o bolsa família.

E pior, tem dito que ele criou o bolsa família.

A sensação que eu tenho é que quando Arruda Serra abre o Velho Testamento em sua casa encontra lá a explicação para o mundo. E no primeiro dia Arruda Serra fez isso, no segundo aquilo e assim por diante.

Fez tudo, inclusive o patético e ridículo Itamar Franco engolir palavras de dois meses atrás, quando acusava Arruda Serra de ter se apropriado dos genéricos, criado em seu governo (Itamar acha que foi presidente de verdade), pelo ministro da Saúde de então Jamil Haddad.

Arruda Serra é um desses répteis asquerosos, traiçoeiros, em forma de quiabo, daqueles que aparecem de onde não se espera e dá o bote venenoso , mas que por ser também réptil mutante com laivos de hiena, solta a gargalhadas típicas, na sua parte Drácula.

É absoluta a falta de caráter do candidato e dos seus. Causa engulhos aquele jeitinho de bom moço vendido em debates, em programas de tevê, onde não diz nada, apenas calunia, desqualifica e tenta apresentar-se como uma espécie de enviado dos céus para transformar o Brasil num paraíso a moda tucana.

Corrupção e entreguismo.

Há uma sabedoria antiga que diz que patrimônio não se vende. FHC vendeu boa parte do patrimônio público do País, patrimônio construído com suor pelos brasileiros, com sangue (a luta pelo PETRÓLEO É NOSSO) e Arruda Serra pretende arrematar o que sobrou transformando o Brasil em mero coadjuvante de potência estrangeira e empresas que controlam o mais esnobe setor de um empresariado nacional podre, o esquema FIESP/DASLU.

Uma das declarações de Arruda Serra, nas escorregadas em que mostra o seu preconceito, o candidato disse que a escola pública é ruim, referindo-se a São Paulo, “por culpa dos migrantes”. Ou seja, das pessoas de outros estados, a maioria nordestinos que por lá aporta. É mais ou menos como dizer que não fossem os nordestinos a escola seria boa, logo os nordestinos são atrasados, ou não estão à altura dos paulistas. É o que pensam. Tirem os nordestinos de São Paulo e São Paulo acaba.

Arruda Serra não sabe o que é ser moral ou ser imoral, não tem consciência de que essa gama de princípios e conceitos existe, por isso é amoral.

O País não pode correr esse risco. De cair no conto do vigário tucano.

E onde está o tal de Paulo com os quatro milhões? Fácil deduzir. Não estão nem aí para achá-lo, pois, claro, o cara se cercou de garantias e se preso abre o bico, desmonta todo o esquema corrupto do tucano. Que vai muito além dele, mera engrenagem na máquina de achacar tucano/DEM.

Dilma transcendeu dignidade no debate da BANDEIRANTES. Arruda Serra foi só a preocupação de dissimular o verdadeiro caráter e a real natureza de um político sórdido.            




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Amante

Esposa de mineiro não quer ir ao resgate porque amante confirmou presença

2 horas, 19 minutos atrás
Por Redação Yahoo! Brasil
Nos momentos de tragédia algumas verdades emergem, como um triângulo amoroso revelado graças ao acidente na mina San José, no norte do Chile. Marta Salinas, esposa do mineiro Yonny Barrios, disse que não vai ao resgate do marido. Casada há 28 anos com o chileno, descobriu que ele tinha "outra" no acampamento em Copiapó. Susana Valenzuela, amante de Yonny, chorava pelo mesmo homem soterrado há 700 metros abaixo delas.

  • Assista ao resgate ao vivo

  • (No Yahoo! News) De acordo com matéria publicada no jornal argentino Clarín, a esposa disse ao marido: "Ou ela, ou eu". "Estou contente porque ele se salvou, é um milagre de Deus, mas não vou ver o resgate. Ele me pediu, mas também convidou a outra senhora e eu tenho decência", contou a esposa traída. Marta ainda afirmou que nem pela televisão vai acompanhar a saída do mineiro. Dizem que o marido, ou futuro ex-marido, estava receoso em sair da mina.

    Leia também:

    Dilma

    Dez falsos motivos para não votar na Dilma - Por Jorge Furtado, cineasta

    Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

    Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)

    Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

    Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes:

    1. “Alternância no poder é bom”.
    Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

    2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.
    Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

    3. “Dilma não é simpática”(?).
    Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.


    4. “Dilma não tem experiência”.
    Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.
    5. “Dilma foi terrorista” (foi contra os assassinos).

    Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.
    6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano” (mentira).

    Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.
    7. “Serra vai moralizar a política” (ridículo).

    Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista - no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC - foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.
    8. “O PT apóia as FARC” (mais ridículo ainda).

    Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

    9. “O PT censura a imprensa” (mentira, a imprensa que o censura).
    Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.

    10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.
    Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

    FATOS MUITO IMPORTANTES:

    (1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

    Geração de empregos:
    FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões

    Salário mínimo:
    FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares

    Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
    FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões

    Risco Brasil:
    FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos

    Dólar:
    FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78

    Reservas cambiais:
    FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.

    Relação crédito/PIB:
    FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%

    Produção de automóveis:
    FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%

    Taxa de juros:
    FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%

    (2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:

    José Serra começou sua campanha dizendo: "Não aceito o raciocínio do nós contra eles", e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.

    *Um dos mais respeitados cineastas brasileiros, Jorge Alberto Furtado, 51 anos, trabalhou como repórter, apresentador, editor, roteirista e produtor. Já realizou mais de 30 trabalhos como roteirista/diretor e recebeu 13 premiações dentre os quais, o Prêmio Cinema Brasil, em 2003, de melhor diretor e de melhor roteiro original do longa O homem que copiava.

    Do www.casacinepoa.com.br

    DIA 31/10, DILMA PARA PRESIDENTE!

     

     

     
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    Dilma

    Data: 10 de outubro de 2010 00:21
    Assunto: Lboff/ Dilma Rousseff e o feminino


    Leonardo BoffTeólogo
       Para Dilma Rousseff: o feminino e a política atual

    A reflexão antropológica dos últimos anos tem mostrado que masculino-feminino não são entidades autônomas, mas princípios ou fontes de energia que continuamente constroem o humano como homem e mulher. Estes são resultado da  ação destes princípios anteriores e subjacentes que se realizam em densidades diferentes em cada um deles.
    O feminino no homem e na mulher é aquele momento de integralidade, de profundidade abissal, de capacidade de pensar com o próprio corpo, de decifrar mensagens escondidas sob sinais e símbolos, de interioridade, de sentimento de pertença a um todo maior, de cooperação, de compaixão, de receptividade, de poder gerador e nutridor e de espiritualidade.
    O masculino na mulher e no homem exprime o outro pólo do ser humano, de razão, de objetividade, de ordenação, de poder, até de agressividade e de materialidade. Pertence ao masculino na  mulher e no homem o movimento para a transformação, para o trabalho,  para o uso da força, para a clareza que distingue, separa e ordena. Pertence ao feminino no homem e na mulher a capacidade de repouso, de cuidado, de conservação, de amor incondicional, de perceber o outro lado das coisas, de cultivar o espaço do mistério que desafia sempre a curiosidade a a vontade de conhecer.
    Observe-se: não se diz que o homem realiza tudo o que comporta o masculino e a mulher tudo o que expressa o feminino. Trata-se aqui de princípios presentes em cada um, estruturadores da identidade pessoal do homem e da mulher.  
    Continua sendo o drama da cultura patriarcal o fato de ter usurpado o princípio masculino somente para o homem fazendo com que ele se julgasse o único detentor de racionalidade, de mando, de construção da sociedade, relegando para a privacidade e para tarefas de dependência a mulher, não raro, considerada um apêndice, objeto de adorno e de satisfação. Ao não integrar o feminino em si, se enrijeceu e se desumanizou. Por outra parte, impedindo que a mulher realizasse o seu masculino, fragilizou-a  e lhe fez surgir um sentimento de implenitude. Ambos se depauperaram e mutilaram a construção da figura do ser humano uno e diverso, recíproco e igualitário.
    A superação deste obstáculo cultural é a primeira condição para uma relacionamento de gênero mais integrador e justo para cada uma das partes.
    O movimento feminista mundial colocou em xeque o projeto do patriarcado que dominou por séculos e desconstruiu as relações de gênero organizadas  sob o signo da opressão e da dependência. Inaugurou relações mais simétricas e  cooperativas. Tais avanços deixam entrever os albores de uma virada no eixo cultural da humanidade. Esboça-se por todas as partes um novo  tipo de manifestação do feminino e do masculino em termos de parcerias, de colaboração e de solidariedade nas quais homens e mulheres se acolhem em suas  diferenças no horizonte de uma profunda igualdade pessoal, de origem e de destino, de tarefa e de compromisso na construção de  mais benevolência para com a vida e a Terra e de  formas sociais mais participativas e solidárias.
    Mas no momento atual, vivemos uma situação singular da humanidade. Como espécie, estamos num novo limiar. O aquecimento global, a exaustão dos bens e serviços naturais, a escassez de água potável e o estresse do sistema-vida e do sistema-Terra no colocam esse dilema: ou nos parimos como outra espécie humana, com outra consciência e responsabilidade ou iremos ao encontro da escuridão. O Brasil, dada a sua situação ecogeográfica privilegiada, deve assumir seu lugar central na construção do novo equilíbrio da Terra ou corremos risco de um caminho sem retorno.
    É nesse momento que se exigem como nunca antes na história a vivência dos valores do feminino, da anima, como os descrevemos acima: dar centralidade à vida, ao cuidado, à cooperação, à compaixão e aos valores humanos universais.
    Dilma Rousseff, como mulher, desperte para sua missão histórica única.  Sua candidatura é providencial para o Brasil e para o equilíbrio da Mãe Terra. Que os eleitores, homens e mulheres, ao elegê-la Presidenta, se tornem artífices de um processo de regeneração e de um destino  bom para todos.

    Leonardo Boff escreveu com Rose Marie Muraro,Feminino e Masculino (Record) 2002.

    Regime de Opressão

    Carta à Regina

     
    Cara Regina,

    Sobre o Regime de Opressão ao qual o Brasil foi submetido entre 1964 e 1988, em primeiro lugar, tem-se de entendê-lo como um Golpe de Estado que derrubou o Governo Democrático de João Goulart, presidente eleito pelo povo, em 1962, sob a falsa e ardilosa justificativa de que ele implantaria  a ditadura no Brasil, ou seja, de que ele estava preparando um golpe de Estado contra o povo brasileiro. Veja que ardil bem engendrado! - os MILICANALHAS  (operadores do golpe) realizaram um GOLPE DE ESTADO, dizendo que era para evitar o mesmo golpe que seria dado pelo Presidente João Goulart, eleito democraticamente,  ou seja, já Presidente da República, mascarando suas reais intenções de SUBJUGAR O POVO BRASILEIRO ao dar o nome de "Revolução de 31 de Março" ao seu próprio Golpe de Estado. Para você entender, os militares brasileiros fizerem o mesmo que os militares hondurenhos, recentemente, ao derrubarem o Presidente Zelaya.

    Assim, o Brasil vivia uma DEMOCRACIA, quando o comando-mor do IMPERALISMO CAPITALISTA SIONISTA, liderado pelos Estados Unidos da América do Norte, entendeu que era chegada a hora de SUBJUGAR a Nação Brasileira ao seu poder, para SE APROPRIAR DE SUAS RIQUEZAS. Ou seja, ao invés de fazer uma invasão do Brasil (como fizeram no Vietnã, Afeganistão e Iraque),  eles compraram, a peso de ouro, A TRAIÇÃO DE BRASILEIROS integrantes do próprio Governo Federal (políticos da DIREITA REACIONÁRIA) das Forças Armadas (militares), da Mídia  (donos de jornais, emissoras de rádios e TV's e revistas) e da Elite (banqueiros e grandes empresários), para eles próprios, BRASILEIROS TRAIDORES, operarem o Golpe de Estado em solo brasileiro, encobrindo, assim, a participação efetiva dos imperalistas/sionistas internacionais.

    Em segundo lugar, Regina, há que se deixar claro que a RESISTÊNCIA À DITADURA não gerou nenhum partido político de fato. Os dois únicos partidos políticos que o Governo da Ditadura permitiu que fossem estruturados e atuassem (ARENA e MDB) eram de fachada. Não havia liberdade de expressão para os políticos desses partidos que ousassem contrariar, de fato, o desejo dos DITADORES/PRESIDENTES/MILICANALHAS de continuar IMPONDO o arbítrio a todos os brasileiros. Se algum político desses partidos se manifestasse contra o governo ditador, seria preso, torturado e assassinado.

    A opressão política imposta aos cidadãos nesta fase negra da História do Brasil gerou, sim, da parte de quem teve coragem de peitar os MILICANALHAS de frente, de se posicionar com clareza contra eles, "GRUPOS DE RESISTÊNCIA" que tentaram formar, COMO EM QUALQUER PROCESSO DE GUERRA CONTRA O PODER AUTORITÁRIO, um EXÉRCITO DE REVOLUCIONÁRIOS para enfrentar as Forças Armadas a serviço dessa DITADURA MILICANALHA.

    Onde há TOTALITARISMO, regime político de exceção, onde manda um DITADOR (e cada presidente do Brasil, naqueles mais de 20 anos de Regime de Exceção foi, inequivocamente, um DITADOR), não há como lutar contra o governo senão com um grupo armado que peite sua AÇÃO DITATORIAL.

    Enfatizando, esses grupos de RESISTÊNCIA À DITADURA não nasceram de partidos políticos, e sim, de MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO formados por trabalhadores, intelectuais, estudantes e artistas, que comungavam da ideologia política inerente ao comunismo e socialismo - ideologia contrária ao domínio da exploração capitalista reinante no mundo, a promotora do golpe de Estado.  PATRIOTAS E CORAJOSOS, esses REVOLUCIONÁRIOS decidiram LUTAR para libertar o Brasil das mãos do domínio político dos MILICANALHAS operadores do golpe empreendido sob a regência do Departamento de Estado dos EUA, mais precisamente, do General Vernon Walters (CIA – Central Inteligency Agency) dos EUA.

    O modus operandi desses MILICANALHAS para se manter no poder era o mesmo de qualquer Governo Totalitário: caçar quem se opunha ao regime, estimulando as "denúncias" (muitos cidadãos dedavam outros, muitas vezes, mentindo), investigando aqueles de quem suspeitavam (os que mais apareciam em passeatas de protestos - muitos deles estudantes idealistas), perseguindo esses cidadãos, prendendo, torturando (para que eles denunciassem seus planos e mais pessoas envolvidas no combate ao governo), ASSASSINANDO (pela tortura, na maioria das vezes, noutras pela morte abrupta), e DESOVANDO seus corpos em valas coletivas, ou sumindo com muitos deles até hoje não encontrados nem dignamente enterrados. Nesse trabalho de prisão de "suspeitos" e desova de corpos, contavam com a ajuda do dono da Folha de São Paulo, que emprestava os carros do jornal para tal serviço sujo.

    Outra tática do Governo DITADOR MILICANALHA era desmoralizar, via Mídia Golpista, os REVOLUCIONÁRIOS, que, propositadamente eram denominados "TERRORISTAS" em cartazes espalhados nas grandes cidades, armando e FALSIFICANDO atentados terroristas para incriminá-los. Um exemplo desse expediente sujo é o atentado a bomba ao Riocentro, que explodiu no colo de um militar antes da hora, denunciando os próprios militares como autores do atentado.

    Veja bem, NÃO se faz uma oposição a um governo MILICANALHA sem usar armas. Por isso...

    Dado que os GRUPOS DE LIBERTAÇÃO eram clandestinos (OFICIAIS eram as Forças de Opressão - claro! - e por isso todo e qualquer grupo de resistência/luta que se formasse era clandestino, ou seja, tinha de agir na OBSCURIDADE, como os grupos de - “maquis” - resistência que lutaram contra Hitler na França, por exemplo, e também, considerando que esses grupos eram formados por CIVIS (ou seja, pessoas que nunca haviam pegado em armas), dois desafios se apresentavam para os REVOLUCIONÁRIOS:

    (1) Arrumar armas; e (2) saber usá-las.

    Por isso, os combatentes da opressão política usaram a TÁTICA DE GUERRA de assalto a bancos (mas veja bem, assaltando bancos de banqueiros sionistas FINANCIADORES do GOLPE DE ESTADO MILICANALHA; como se vê, toda ação era de fundo IDEOLÓGICO), para conseguir dinheiro para se manterem - alimentar, morar, fugir etc. (pois abandonaram o trabalho para se dedicarem à luta), e para comprar ARMAS DE FOGO. Tinham de ter armas de fogo para lutar contra as Forças Armadas - senão como lutar?

    Como as Forças de opressão eram infinitamente mais fortes, esses Grupos de Resistência formados por CIDADÃOS  REVOLUCIONÁRIOS destreinados e desarmados iam sendo descobertos e, então, seus membros caíam nas mãos da "polícia opressora", e aí eram torturados (por torturadores treinados pela CIA) para revelar planos e denunciar companheiros. Foi então, que os Grupos de Resistência usaram a TÁTICA DE GUERRA DO SEQUESTRO de pessoas importantes, para trocar por prisioneiros/companheiros que caíram nas mãos das Forças opressoras, para salvá-los da morte certa. Por isso, sequestraram dois embaixadores (um americano e outro alemão) e um cônsul japonês. Numa dessas trocas, um conterrâneo meu e sua esposa conseguiram se salvar (estive com ele faz pouco tempo).

    Foi espetacular a ação desses sequestros POLÍTICOS, noticiados pela imprensa como um crime comum, mostrando os presos libertados em troca de um dos embaixadores, partindo para o exílio.

    Qual é o PROPOSITAL DESVIRTUAMENTO QUE A TURMA DA DIREITA REACIONÁRIA (do José Serra & Cia) QUER FAZER?

    Exatamente esta: classificar os REVOLUCIONÁRIOS membros desses GRUPOS DE RESISTÊNCIA como assaltantes, sequestradores e assassinos comuns, pelos "assaltos a bancos de sionistas" e pelos "sequestros de figuras políticas" que foram OBRIGADOS a fazer, classificando essas AÇÕES DE RESISTÊNCIA como crimes comuns, como se os REVOLUCIONÁRIOS estivessem roubando grana para enriquecer, e não, para comprar armas e terem condições de, num determinado momento, EXPLODIR UMA REVOLUÇÃO ARMADA contra o Governo Opressor defendido pelas Forças MILICANALHAS Nacionais; ou como se estivessem sequestrando pessoas para ficarem ricos (o que era impossível, porque a moeda de troca eram prisioneiros, e não dinheiro); ou como se estivessem matando pessoas, o que, de fato, nunca ocorreu - os REVOLUCIONÁRIOS nunca mataram ninguém. Quem matou milhares de REVOLUCIONÁRIOS foram os torturadores, policiais e soldados a serviço dos MILICANALHAS. Ocorreu totalmente o contrário.

    É esse DESVIRTUAMENTO proposital que INCUTEM na cabeça dos cidadãos MANIPULÁVEIS pela ignorância do assunto ou por SEREM BURROS MESMO.

    Portanto, nem Lula, nem Dilma, nem Zé Dirceu, nem Genoíno, nem Jorge Nahas e milhares de outros estudantes, nem Vandré, nem Caetano, nem Gil, nem Chico Buarque (que tiveram de se exilar), nem Anísio Teixeira (o maior educador do Brasil na época, que foi covardemente assassinado pelos MILICANALHAS,  que o jogaram num fosso de elevador simulando uma queda, mas com seu corpo NÃO apresentando sinais de morte por impacto), nem o ex-presidente JK (outro assassinado em acidente de carro simulado, por ser LÍDER POLÍTICO CIVIL e representar uma ameaça ao Governo MILICANALHA), nem o presidente deposto João Goulart - o Jango (assassinado no exílio por envenenamento, por ser amado pelo povo - outro Líder Político Civil) foram ou são criminosos porque roubaram bancos ou sequestaram importantes figuras políticas para formar um exército e libertar cidadãos presos pela DITADURA.

    Os RESISTENTES REVOLUCIONÁRIOS são HERÓIS NACIONAIS, querendo ou não os MILICANALHAS e os integrantes da DIREITA REACIONÁRIA composta, atualmente, por políticos do PSDB/DEM/PV (+aliados), Grande Mídia e membros da ELITE NACIONAL.

    Assim, tanto os REVOLUCIONÁRIOS que morreram na crueldade da tortura (cujas técnicas incluíam desde a agressão física violenta do pau-de-arara, choques elétricos na cabeça e em partes íntimas do corpo e extração de unhas e dentes até os bárbaros estupros), como os que foram assassinados de estalo, por arma de fogo ou por acidente simulado (que era outra tática dos MILICANALHAS para ELIMINAR opositores do regime), como também, OS QUE SOBREVIVERAM, dentre eles a candidata à presidência Dilma Rousseff, são HERÓIS NACIONAIS.

    Portanto, uma coisa tem de ficar CLARA: os membros desses Grupos de Resistência (de todos eles) que tentaram fazer uma Revolução Armada contra o Governo de Opressão - Governo TOTALITÁRIO da Ditadura MILICANALHA que MANDOU E DESMANDOU NO BRASIL de 1964 até 1988, que fez do seu povo ESCRAVOS DOMINADOS como fizeram com os negros no tempo da Escravatura, ao contrário do querem fazer acreditar os amantes da OPRESSÃO POLÍTICA, os membros da ELITE PODRE DESSE PAÍS, esses corajosos e altruístas Cidadãos Brasileiros que ousaram enfrentar os DITADORES DO BRASIL e seus TORTURADORES ASSASSINOS (MILICANALHAS), que colocaram suas vidas em risco pela Libertação Política do Povo Brasileiro, são HERÓIS NACIONAIS.
     
    Quanto aos MILICANALHAS e seus TORTURADORES, que membros da Direita Reacionária Golpista Nacional, como o Ministro Gilmar Mendes, impediu, no STF, de serem CONDENADOS E PUNIDOS POR SEUS CRIMES BÁRBAROS, estes, são, na verdade, CRIMINOSOS TRAIDORES DA PÁTRIA BRASILEIRA, que deveriam, no mínimo, sofrer EXECRAÇÃO PÚBLICA pelo mal e roubo ao Povo Brasileiro, praticados em 24 anos de opressão, mas em especial, pela TORTURA praticada contra cidadãos revolucionários indefesos, reconhecida, em todo mundo, como CRIME DE LESA HUMANIDADE.

    O que tem de ser feito, URGENTEMENTE, Regina, é escrever a verdadeira História do Brasil, muito embora tenham sido publicados vários livros de presos políticos sobreviventes da tortura, narrando suas dolorosas experiências de REVOLUCIONÁRIOS, e expondo a verdadeira história deste país. O problema é que nossos jovens não têm acesso a estes livros.

    É preciso observar, também, que a própria Ditadura ELIMINOU o senso crítico do povo brasileiro, impondo-lhe uma lavagem cerebral nos 24 anos em que ele esteve SOB SEU JUGO. Ou seja, as novas gerações não sabem o que é DITADURA MILICANALHA, nem procuram saber lendo bons livros. O Governo da Ditadura chamou o Golpe de Estado de "Revolução" e os golpistas de "Revolucionários", quando, na verdade, os REVOLUCIONÁRIOS são os CIVIS que lutaram contra o governo opressor dos MILICANALHAS.

    O grande problema é que o povo, em sua maioria, se informa sobre Política lendo e assistindo a matérias jornalísticas dessa mesma Mídia Golpista que, em 1964, foi CÚMPLICE do golpe MILICANALHA e FICOU RIQUÍSSIMA com ele - como é o caso da Rede Globo de Televisão. E que está o tempo todo, desde que Lula (um trabalhador) assumiu o governo, tentando NOVOS GOLPES DE ESTADO, manipulando o povo contra o governo, pois já que estamos numa DEMOCRACIA, agora, os golpistas não podem mais agir com o autoritarismo de antes. Então, agem por MANOBRAS de denúncias falsas feitas por meio de MANIPULAÇÃO DAS NOTÍCIAS e FABRICAÇÃO DE ESCÂNDALOS COM BASE EM CALÚNIAS, entendeu?

    Essas acusações que faz a IMPRENSA (rádios, jornais e televisões) contra a Dilma, são, antes de tudo, UMA MANOBRA PARA IMPEDIR QUE ELA SEJA ELEITA, OU PARA JUSTIFICAR O GOLPE DE ESTADO CASO ELA SEJA ELEITA.

    Quem acredita nelas, ou é DE UMA TOTAL IGNORÂNCIA POLÍTICA ou é da ELITE PODRE QUE DESEJA O GOLPE, POR SER CONIVENTE COM O MASSACRE DO POVO QUE ELES EXPLORAM. O que não é o seu caso, eu sei disso.

    Amiga, que bom você ter me dado a oportunidade de escrever mais um texto DIDÁTICO sobre a Ditadura Militar. Se possível, repasse-o para seus amigos.

    Bom domingo!

    Leila Brito

    PS: MILICANALHA = MILItar CANALHA golpista de 1º de abril de 1964. Essa expressão foi acrescentada ao meu texto, com minha autorização, pelo Castor Filho, a quem agradeço a importante colaboração pela avaliação de conteúdo e pela publicação deste texto, agradecimento estendido ao amigo REVOLUCIONÁRIO Vanderley Caixe, que contribuiu com preciosas informações históricas para a composição do conteúdo textual.

     

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